O depurador de ar se tornou um item quase obrigatório nas cozinhas brasileiras, principalmente em apartamentos, onde nem sempre dá para instalar uma coifa com saída de ar para fora. Ele segura boa parte da gordura e da fumaça que sobem do fogão, mas escolher o modelo certo não é tão simples, já que vazão, tipo de filtro e largura do aparelho mudam bastante o resultado.
Se você está com essa dúvida, o Mapa da Cozinha vai te mostrar a direção!
Testamos 7 modelos e escolhemos o melhor depurador de ar em 3 categorias: custo benefício, top de linha e bom e barato. Assim, você encontra desde a opção mais equilibrada, que atende bem a cozinha da maioria das pessoas, até modelos mais avançados e com acabamento superior para quem cozinha muito, além de uma alternativa econômica para quem frita pouco e quer gastar menos.
Vamos aos nossos escolhidos!
Metodologia de Análise
Meu nome é Rafael Macedo, muito prazer! Sou cozinheiro, já trabalhei em diversos restaurantes e hoje trabalho como chef particular para diversos clientes nas regiões Sul e Sudeste. Durante minha trajetória profissional experimentei uma infinidade de produtos alimentícios e operei dezenas de modelos de eletrodomésticos e eletroportáteis, e por isso vou te ajudar a tomar uma decisão de compra mais racional e assertiva nessa análise!
Com base nessa minha experiência, elegi e irei trazer minhas percepções pessoais de teste sobre os 7 melhores depuradores de ar em 3 categorias distintas, com versões de diferentes preços e características!
Dividimos os produtos nas seguintes categorias:
- Custo Benefício: Versões que custam entre R$ 400 e R$ 600 em média
- Top de Linha: Versões que custam a partir de R$ 600 em média
- Bons e Baratos: Versões que custam até R$ 400 em média
O Melhor Depurador de Ar por Categoria
Você também pode gostar:
Depuradores de Ar com Melhor Custo Benefício
Média de preço dos produtos dessa categoria: De R$ 400 a R$ 600.
1. Suggar DPS161PT

Nosso Veredito
🥇 Melhor Custo Benefício 🥇
Ficha Técnica:
| QUESITO | INFORMAÇÃO |
|---|---|
| Vazão (m³/h) | 430 |
| Potência (W) | 165 |
| Instalação | Parede (fixo) |
| Dimensões AxLxP (cm) | 8,5 x 60 x 48 |
Prós:
- Perfil de 8,5 cm se encaixa rente aos armários
- Chave seletora permite usar como depurador ou exaustor
- Grades e filtro saem fácil para limpeza e troca
Contras:
- Lâmpada amarelada um pouco fraca para iluminar a bancada
- Cabo de 1 metro exige tomada mais próxima
Como vocês devem imaginar, depurador de ar é algo que eu já usei muito na minha carreira. E pra mim, hoje, o depurador de ar com melhor custo benefício é o Suggar DPS161PT. Ele une perfil fino de 8,5 cm, boa vazão para dar conta da fumaça do dia a dia, chave para funcionar como depurador ou exaustor e manutenção simples, com grades removíveis e refil fácil de trocar. Essas características o colocam na posição de produto coringa, que serve bem a maioria dos lares brasileiros, por um preço intermediário, que não pesa no bolso e traz muito desempenho e durabilidade.
Testei o Suggar DPS161PT durante uma temporada de jantares no apartamento de uma cliente que recebe amigos quase todo mês, numa cozinha integrada à sala e sem nenhuma saída de ar para fora. O que me chamou a atenção logo de cara foi o perfil bem fino, com só 8,5 cm de altura. Instalado a 70 cm do cooktop de 4 bocas, ele ficou rente aos armários e não atrapalhou a movimentação das panelas maiores, nem de quem estava cozinhando ao meu lado.
A instalação também foi tranquila. Bastaram dois parafusos com bucha, um de cada lado, para fixá-lo na marcenaria. Dentro dele há uma chave seletora de função, que define se o aparelho trabalha como depurador ou como exaustor. Nesse caso, deixei no modo depurador, mas achei bacana saber que, se a cliente reformar a cozinha e puxar um duto para fora, o mesmo aparelho continua servindo, mudando apenas a forma de instalar.
Na limpeza, ele facilita bastante a rotina pós-jantar. As grades de alumínio saem com facilidade e, ao fim de cada evento, eu deixava de molho em água quente com desengordurante, que amolece a gordura em poucos minutos. Só evito a lava-louças, porque o alumínio pode manchar. A proteção da lâmpada também é removível, e o filtro de carvão ativado se desconecta e troca em segundos. O refil é barato e dura cerca de três meses, dependendo do volume de frituras, o que deixa a manutenção leve no bolso.
Agora, o que mais importa: o desempenho com o fogo aceso. Com vazão de 430 m³/h e 3 velocidades, ele deu conta do refogado de alho e cebola e da selagem de filés para oito pessoas, que é o momento que mais solta fumaça. Na velocidade máxima, a fumaça subia direto para a grade e o cheiro ficou na cozinha, sem chegar à mesa onde os convidados estavam. E com 165 W de potência e consumo de 0,12 kWh, dá para deixá-lo ligado durante todo o preparo sem pesar na conta de luz.
Depois de usar o DPS161PT em vários jantares seguidos, alguns pontos me chamaram a atenção. A lâmpada incandescente de 40 W tem luz amarelada e é um pouco fraca, então vale contar com uma iluminação extra na bancada para enxergar bem a cor dos alimentos. O cabo de energia tem só 1 metro, o que exige planejar a tomada mais perto do aparelho na hora de montar os armários. E, na velocidade máxima, o ruído fica mais perceptível que a média, ainda que seja tolerável mesmo em cozinhas integradas à sala.
Foto de Teste Suggar DPS161PT

2. Philco PDR60I

Nosso Veredito
🥈 2º Lugar Custo Benefício 🥈
Ficha Técnica:
| QUESITO | INFORMAÇÃO |
|---|---|
| Vazão (m³/h) | 210 |
| Potência (W) | 150 |
| Instalação | Parede (fixo) |
| Dimensões AxLxP (cm) | 8 x 59,7 x 50,5 |
Prós:
- Acabamento em inox com linhas retas e visual de coifa
- Painel com cinco teclas e velocidades bem definidas
- Filtros em compartimentos laterais com troca por clique
Contras:
- Sucção mais modesta com várias frituras simultâneas
- Manta de carvão não lavável exige troca periódica
Conheci o Philco PDR60I na copa de um escritório onde preparo buffets executivos para a diretoria em dias de evento. O que mais me chamou a atenção de cara foi o acabamento em inox bem caprichado, com linhas retas e cara de coifa, que deixou o espaço com um visual bem mais bonito sem precisar de obra.
Esse desenho reto tem uma vantagem prática que percebi na limpeza do fim do expediente. A carcaça tem poucas frestas e cantinhos, então a gordura não fica escondida em reentrâncias difíceis de alcançar. Um pano macio e úmido resolve a parte externa em poucos minutos, sem precisar desmontar nada para deixar o aparelho com boa aparência.
O painel frontal tem cinco teclas: uma para a luz, uma para desligar e uma para cada velocidade. Gostei das velocidades bem definidas. A baixa mantém um fluxo contínuo e mais silencioso, bom para quando só o arroz e o feijão estão no fogo. A média dá conta da maioria dos preparos, e a alta eu reservava para o momento de selar as carnes, quando a fumaça sobe de uma vez.
Outro ponto que facilita a rotina é o acesso aos filtros. São dois compartimentos laterais com uma telinha que abaixa com um clique, deixando a manta de carvão à mostra para trocar de cada lado. Essa manta é fácil de encontrar em lojas online, o que evita depender de uma peça exclusiva da marca. A lâmpada já vem inclusa, e a troca também é simples: basta tirar a plaquinha de proteção e desenroscar. O kit de parafusos e buchas vem na caixa, e a instalação seguindo o manual foi rápida.
No resultado, o PDR60I se saiu bem dentro da proposta de cozinha do dia a dia. Preparei cinco bifes de uma vez numa frigideira grande, com o arroz cozinhando em outra boca, e a fumaça foi captada sem chegar à sala de reuniões ao lado. Para um cardápio de almoço executivo, com grelhados, legumes salteados e molhos, ele dá conta do recado no fogão de 4 bocas, que é a medida indicada para os 60 cm de largura dele. O cheiro de comida também não ficou impregnado na copa depois do serviço.
Depois de algumas semanas usando o Philco nessa copa, identifiquei pontos que podem não agradar. A capacidade de sucção é um pouco mais modesta quando várias panelas soltam fumaça ao mesmo tempo, então ele é menos indicado para quem costuma fritar em mais de uma boca de uma vez. A manta de carvão não é lavável e precisa ser trocada periodicamente. E o inox pede um pouco mais de cuidado na limpeza, já que palha de aço e produtos abrasivos podem marcar o acabamento.
Foto de Teste Philco PDR60I

3. Suggar DPS181PR

Nosso Veredito
🥉 3º lugar Custo Benefício 🥉
Ficha Técnica:
| QUESITO | INFORMAÇÃO |
|---|---|
| Vazão (m³/h) | 430 |
| Potência (W) | 165 |
| Instalação | Parede (fixo) |
| Dimensões AxLxP (cm) | 8,5 x 80 x 48 |
Prós:
- Largura de 80 cm cobre fogões de 5 bocas
- Três telas menores, fáceis de lavar na pia
- Excelente absorção de gordura em volume
Contras:
- Sucção mais forte no centro que nas laterais
- Pequenas rebarbas no acabamento da unidade avaliada
Usei o Suggar DPS181PR na cozinha de uma chácara onde faço o buffet de festas de família, como aniversários e almoços de fim de ano. Lá o fogão é de 5 bocas, bem largo, e foi justamente a largura de 80 cm que fez diferença. Ele acompanha o fogão de ponta a ponta, sem deixar as bocas das extremidades descobertas, como acontece quando alguém instala um modelo de 60 cm num fogão maior.
Na parte de baixo ficam três telas de alumínio, distribuídas ao longo da largura. Elas encaixam num risquinho da estrutura e saem só com uma leve pressão. Depois de cada festa, eu retirava as três e lavava sem dificuldade, já que cada uma é menor e mais fácil de manusear na pia do que uma tela única do tamanho do aparelho.
O comando também é bem direto: basta tocar na velocidade desejada que ele liga sozinho, e o primeiro botão serve só para desligar. Parece detalhe, mas na correria de quem cozinha em volume, com a mão ocupada, ajuda bastante. Na velocidade 1, o ruído é baixo e já atendia bem os momentos de panela tampada e cozimento lento. A lâmpada sai com um clique, o que facilita trocar por uma de LED, se a pessoa preferir uma luz mais branca.
No teste que mais importa, ele se saiu bem. Num almoço para 25 convidados, fritei frango em uma boca, refoguei o arroz em outra e mantive feijão e legumes nas demais, tudo ao mesmo tempo. A fumaça subia direto para o aparelho e, no fim do dia, a parede atrás do fogão estava sem respingos de gordura, sem aquelas bolinhas amareladas que costumam aparecer depois de uma fritura. A faxina fica bem mais fácil.
Ao usar o DPS181PR em várias festas seguidas, alguns pontos me chamaram a atenção. A sucção é mais concentrada no centro, onde fica o filtro de carvão, então vale colocar a panela que mais solta fumaça nas bocas do meio. A lâmpada incandescente aquece um pouco a parte superior do aparelho quando fica muito tempo acesa. E a unidade que testei tinha pequenas rebarbas no acabamento, algo que pode incomodar quem é mais detalhista.
Foto de Teste Suggar DPS181PR

Depuradores Tops de Linha
Média de preço dos produtos dessa categoria: A partir de R$ 600.
4. Suggar DE82IX

Nosso Veredito
🥇 Melhor Depurador de Ar 🥇
Ficha Técnica:
| QUESITO | INFORMAÇÃO |
|---|---|
| Vazão (m³/h) | 390 |
| Potência (W) | 120 |
| Instalação | Embutir |
| Dimensões AxLxP (cm) | 17,6 x 80 x 30 |
Prós:
- Embutido no armário, mostra só a régua de inox
- Gaveta deslizante liga e desliga o aparelho sozinha
- Protege os armários superiores de respingos e calor
Contras:
- Inox frontal marca dedos com o uso frequente
- Exige nicho específico e ocupa parte do armário
O melhor depurador de ar é o Suggar DE82IX. Afirmo isso porque ele fica totalmente embutido na marcenaria, com apenas a régua de inox escovado à mostra, conta com gaveta deslizante que aciona motor e luz automaticamente e protege os armários superiores, atendendo bem quem busca integração visual e desempenho superior em cozinhas planejadas.
Testei o Suggar DE82IX na cozinha gourmet de um cliente que me contrata para jantares harmonizados em casa, com cooktop de 5 bocas e marcenaria planejada de ponta a ponta. O que define esse modelo é o conceito de embutir: com a gaveta fechada, a única parte visível é uma régua fina de inox escovado alinhada aos armários. Para quem investiu num projeto de cozinha caprichado, ele preserva o visual sem abrir mão da filtragem.
O funcionamento acompanha essa proposta mais refinada. Ao puxar a gaveta deslizante, o motor e a luz ligam sozinhos, e ao fechar, tudo desliga. Durante o serviço, eu abria a gaveta antes de começar a selar as carnes e fechava ao final, sem precisar procurar botão. A gaveta aberta também avança sobre o cooktop, aumentando a área de captação logo acima das panelas.
Gostei também de poder desativar o automático separadamente para o motor e para a luz. Em alguns momentos do jantar, eu queria só a iluminação sobre o cooktop para finalizar um molho, sem o ruído do motor, e bastava deixar o acionamento do motor desligado. Os comandos ficam escondidos na própria gaveta, então o painel não aparece quando ela está fechada.
A instalação pede planejamento, mas o resultado compensa. A caixa do motor fica oculta dentro do armário superior, e nesse projeto o marceneiro passou um tubo até o topo dos armários, levando o ar filtrado para as aberturas do acabamento. Com isso, o interior do armário não acumula fumaça nem gordura e continua servindo para guardar taças e louças. Sem esse cuidado, aquele espaço acaba ficando inutilizado com o tempo.
No resultado, o DE82IX entregou um desempenho à altura da proposta. Num jantar para dez pessoas, grelhei filés de peixe, salteei legumes e reduzi um molho de vinho ao mesmo tempo, priorizando as bocas do fundo para quem soltava mais fumaça. Na velocidade 3, a fumaça foi captada sem se espalhar pela sala integrada, e a frente dos armários superiores ficou protegida dos respingos e do calor direto do cooktop, o que ajuda a conservar o MDF.
Ao testar o DE82IX por um tempo, identifiquei pontos que podem não agradar. O abre e fecha frequente da gaveta deixa marcas de dedo no inox, então vale passar um pano com certa frequência. A caixa do motor ocupa parte do armário superior e exige um nicho específico, o que o torna mais indicado para quem está planejando ou reformando a cozinha. E o refil do filtro de carvão é mais fácil de encontrar em lojas online do que em lojas físicas.
Foto de Teste Suggar DE82IX

5. Fischer 5760 10336

Nosso Veredito
🥈 2º Lugar Top de Linha 🥈
Ficha Técnica:
| QUESITO | INFORMAÇÃO |
|---|---|
| Vazão (m³/h) | 400 |
| Potência (W) | 145 |
| Instalação | Embutir (retrátil) |
| Dimensões AxLxP (cm) | 19,2 x 60 x 28 |
Prós:
- Corrediças telescópicas com abertura suave e firme
- Telas de alumínio trançado que vão à lava-louças
- Duas lâmpadas E14 de fácil troca por LED
Contras:
- Seletor sensível pula rápido para a velocidade máxima
- Captação um pouco menor na borda frontal aberta
Testei o depurador Fischer Slim de Embutir em um jantar especial que fui contratado em São Paulo. Lá os armários superiores foram instalados mais baixos, e o sistema retrátil fez toda a diferença: fechado, ele fica alinhado ao móvel e ninguém bate a cabeça. Na hora de cozinhar, basta puxar a frente de inox escovado para ele avançar sobre o cooktop.
O que mais me chamou a atenção na construção foram as corrediças telescópicas laterais, parecidas com as de gavetas de móveis planejados de boa qualidade. O movimento de abrir e fechar é suave e firme, sem folgas, mesmo depois de dezenas de aberturas ao longo de uma manhã inteira de preparo. É um mecanismo que passa sensação de durabilidade, compatível com a proposta mais refinada do aparelho.
A filtragem é feita em duas etapas. Embaixo ficam duas telas de alumínio com trama de várias camadas trançadas, uma fixa ao fundo e outra que acompanha a parte móvel e se sobrepõe à primeira. Elas encaixam por dentinhos e uma trava lateral, e podem ser lavadas na pia ou na lava-louças. Por dentro, os dois filtros de carvão ativado saem com um giro no sentido anti-horário, e o refil original é vendido em kit.
A iluminação também foi bem pensada. São duas lâmpadas com soquete E14, uma ao fundo e outra mais à frente, que cobrem bem toda a superfície do cooktop. O acesso a elas é direto, sem parafusos ou placas para desmontar, então dá para trocar por modelos de LED e escolher a temperatura de cor que combine com a iluminação da cozinha. Na caixa ainda vem o duto de alumínio sanfonado para quem quiser conduzir o ar até o alto do armário.
No resultado, ele correspondeu ao que se espera de um modelo dessa categoria. Seguindo a orientação do manual, eu ligava o aparelho alguns minutos antes de começar e deixava funcionando por mais um tempo depois de desligar o fogo. Fritei uma leva de pastéis e selei linguiças na velocidade 3, e o cheiro não chegou aos quartos, algo que pesa muito num apartamento pequeno. Em outra ocasião, até a fumaça de uma grelha elétrica apoiada sobre o cooktop foi bem captada.
Depois de manusear o Fischer em várias sessões seguidas, alguns pontos me chamaram a atenção. O seletor de velocidades é sensível e passa rápido do zero para a velocidade máxima, então pede um toque mais cuidadoso. A captação fica um pouco mais fraca na borda frontal quando a gaveta está totalmente aberta, sendo melhor priorizar as bocas do fundo. E, na velocidade 3, o ruído é mais presente que a média, algo a considerar em cozinhas integradas.
Foto de Teste Fischer 5760 10336

6. Electrolux DE9RB

Nosso Veredito
🥉 3º Lugar Tops de Linha 🥉
Ficha Técnica:
| QUESITO | INFORMAÇÃO |
|---|---|
| Vazão (m³/h) | 320 |
| Potência (W) | 84 |
| Instalação | Embutir (retrátil) |
| Dimensões AxLxP (cm) | 21,6 x 89,8 x 30,2 |
Prós:
- LED branco mostra a cor real dos alimentos
- Aletas na saída de ar bloqueiam insetos e retorno
- Modelo de 90 cm em preto para cooktops grandes
Contras:
- Instalação pede marcenaria precisa e profissional experiente
- Aparelho mais caro que a média da categoria
Usei o Electrolux DE9RB no espaço gourmet de uma agência que recebe clientes para eventos de relacionamento, onde cozinho para grupos de 20 a 30 pessoas. A cozinha tem um cooktop de 5 bocas e marcenaria em tom escuro, e o modelo de 90 cm em preto se integrou muito bem ao conjunto. Ele cobre o cooktop com sobra nas laterais e, recolhido, praticamente some entre os armários, mantendo o visual limpo que um ambiente desse padrão pede.
O que mais me chamou a atenção no uso foi a iluminação em LED branco, com duas barras na parte traseira da gaveta. Diferente das lâmpadas amareladas comuns nessa categoria, a luz fria mostra a cor real dos alimentos. Na hora de conferir o ponto de um filé ou a caramelização de uma cebola, isso faz diferença, porque a comida aparece sobre o cooktop exatamente como vai chegar ao prato.
A construção também mostra cuidado nos detalhes. Na saída de ar há aletas de proteção que só se abrem quando o motor liga, impedindo a entrada de insetos e o retorno de ar pelo duto quando o aparelho está desligado. A fixação é feita com quatro parafusos na prateleira do armário, então ele fica suspenso e firme, sem depender do acabamento frontal da marcenaria. Os filtros de carvão também encaixam com um giro simples, um para cada lado.
No resultado, o DE9RB se saiu muito bem. Nesse espaço, ele foi ligado a um duto sanfonado que leva o ar até uma grelha no topo dos armários. Num evento de fim de tarde, preparei mini hambúrgueres na chapa e camarões salteados na manteiga em sequência, e a fumaça era puxada logo que subia das panelas. O ar se renovou rapidamente, e a área onde os convidados circulavam ficou sem cheiro de fritura. Com potência total de apenas 70 W, ele trabalhou o evento inteiro sem pesar no consumo.
Depois de usar o DE9RB em alguns eventos, identifiquei pontos que podem não agradar. A instalação exige uma marcenaria bem precisa, com folgas milimétricas para a gaveta abrir sem encostar nas portas, então é mais indicado contar com um profissional experiente. É um aparelho mais caro que a média dos depuradores. E a própria Electrolux recomenda o uso de filtros e acessórios originais, o que deixa a reposição mais dependente das peças da marca.
Foto de Teste Electrolux DE9RB

Depuradores de Ar Bons e Baratos
Média de preço dos produtos dessa categoria: Até R$ 400.
7. EOS ECO60DB

Nosso Veredito
🥇 Melhor Bom e Barato 🥇
Ficha Técnica:
| QUESITO | INFORMAÇÃO |
|---|---|
| Vazão (m³/h) | 220 |
| Potência (W) | 140 |
| Instalação | Parede (fixo) |
| Dimensões AxLxP (cm) | 10 x 60 x 50 |
Prós:
- Funcionamento silencioso, permite conversar na cozinha
- Troca do filtro de carvão só uma vez ao ano
- Botões simples e ampla rede de assistência técnica
Contras:
- Mais indicado para preparos leves do dia a dia
- Design mais simples e perfil um pouco encorpado
Testei o EOS ECO60DB numa casa de temporada no litoral, onde uma família me contratou para cozinhar durante um feriado prolongado. A cozinha era aberta para a sala, com cooktop de 4 bocas, e o que mais me chamou a atenção foi o funcionamento silencioso. Mesmo com o aparelho ligado, eu conseguia conversar com o pessoal na bancada sem precisar levantar a voz, algo que não é comum entre os depuradores dessa faixa de preço.
A proposta dele é simples e direta. A estrutura é toda em aço e alumínio, com acabamento branco, e o painel frontal tem comandos simples, com botões para as três velocidades e para a luminária. Numa casa alugada, onde cada hóspede chega sem conhecer os aparelhos, isso ajuda bastante: qualquer pessoa entende o funcionamento na primeira vez. Outro ponto a favor é que a EOS conta com uma rede grande de assistência técnica espalhada pelo país, o que dá mais tranquilidade para um modelo de entrada.
A filtragem também foi bem resolvida para o que ele se propõe. O filtro metálico lavável segura a gordura logo na entrada, e o filtro de carvão ativado, além de cuidar dos odores, funciona como uma segunda barreira para as partículas que passam. A fabricante indica a troca anual do carvão, um intervalo mais longo que o de outros modelos, o que deixa a manutenção mais espaçada para quem cozinha só de vez em quando, como acontece numa casa de veraneio.
No uso, ele dá conta do básico com tranquilidade. Ao longo do feriado, preparei arroz, feijão, legumes refogados e peixe grelhado na frigideira, sempre com duas ou três bocas acesas ao mesmo tempo. Na velocidade 2, o vapor das panelas e a fumaça leve do grelhado subiam para o aparelho, e o cheiro não tomou conta da sala nem da varanda. Para a rotina de refeições caseiras, ele cumpriu bem o papel, sem prometer mais do que entrega.
Ao manusear o ECO60DB durante esses dias, alguns pontos me chamaram a atenção. A capacidade de sucção é pensada para preparos leves, então ele é menos indicado para frituras por imersão ou para quem cozinha grandes quantidades com frequência. O design é mais simples que o de outros modelos, sem detalhes que valorizem uma cozinha mais elaborada. E, com 10 cm de altura, o perfil é um pouco mais encorpado que o de alguns depuradores slim mais finos.
Foto de Teste EOS ECO60DB

Como Escolher um Depurador de Ar
Depurador ou exaustor?
O primeiro passo é entender como o aparelho vai trabalhar na sua cozinha. No modo depurador, ele puxa a fumaça, passa o ar pelos filtros de alumínio e carvão ativado e devolve esse ar limpo para o próprio ambiente. Não precisa de duto nem de furo na parede, o que faz dele a opção mais prática para apartamentos e imóveis alugados.
Já no modo exaustor, o ar sugado é levado para fora por um duto, como acontece com uma coifa. Essa forma de uso é mais eficiente, porque tira também o calor e o vapor da cozinha, mas exige uma saída de ar e uma pequena obra. A boa notícia é que a maioria dos aparelhos do mercado são modelos 2 em 1, que funcionam das duas formas, bastando ajustar a instalação.
Por isso, vale verificar desde já se o seu imóvel tem saída de ar ou se existe a possibilidade de criar uma no futuro. Se a resposta for não, foque nos modelos que trabalham bem no modo depurador. Nesse caso, lembre que o filtro de carvão é indispensável, já que é ele quem segura os odores antes de o ar voltar para a cozinha.
Largura e altura certas
A largura do depurador deve acompanhar a do seu fogão ou cooktop. Como regra geral, os modelos de 60 cm atendem fogões de 4 bocas, enquanto os de 80 ou 90 cm são indicados para 5 ou 6 bocas. O ideal é que o aparelho tenha a mesma largura do fogão ou seja um pouco maior, nunca menor.
Quando o depurador é mais estreito que o fogão, as panelas das bocas laterais ficam fora da área de captação, e a fumaça escapa pelos lados. Então, antes de comprar, meça o fogão de ponta a ponta, e não só a área das bocas. Esse cuidado simples evita a frustração de trocar o aparelho depois, ou de ter que cozinhar sempre nas bocas do meio.
A altura de instalação também influencia bastante no resultado. A maioria dos fabricantes recomenda deixar o depurador entre 65 e 80 cm acima do fogão, mas cada modelo tem a sua faixa indicada no manual. Muito baixo, ele atrapalha o manuseio das panelas e fica exposto ao calor das chamas. Muito alto, perde força para puxar a fumaça antes que ela se espalhe.
Vazão faz diferença
A vazão, informada em metros cúbicos por hora (m³/h), mostra quanto ar o aparelho consegue movimentar. De forma bem simples, quanto maior a vazão, mais rápido ele renova o ar da cozinha. Os modelos de entrada costumam ficar entre 200 e 300 m³/h, e os de desempenho mais alto passam de 400 m³/h.
Para ter uma referência prática, multiplique o volume da cozinha por 10. Uma cozinha de 3 m por 3 m, com pé-direito de 2,6 m, tem cerca de 23 m³, então pede um aparelho a partir de 230 m³/h. Se você frita com frequência ou costuma usar várias bocas ao mesmo tempo, vale escolher um modelo com uma boa folga acima desse valor.
Também é bom saber que nem todas as marcas medem a vazão da mesma forma. Alguns números são obtidos com o caminho livre, sem filtros, e no modo depurador o desempenho real tende a ser um pouco menor. Por isso, use a vazão como referência para comparar modelos, sempre junto com o tamanho da sua cozinha e o seu jeito de cozinhar no dia a dia.
Parede ou embutir?
Os modelos de parede são os mais comuns e os mais fáceis de instalar. Normalmente bastam dois parafusos com bucha para fixá-los, e muitos já vêm com um gabarito de furação na caixa. As versões slim ocupam pouco espaço debaixo dos armários e são uma boa escolha para quem quer resolver a fumaça sem mexer na marcenaria.
Já os modelos de embutir ou retráteis ficam escondidos dentro do armário, com uma gaveta que avança sobre o fogão na hora de cozinhar. Muitos deles ligam sozinhos ao abrir a gaveta e desligam ao fechar, o que é bem prático na correria. O visual fica muito mais integrado à cozinha, mas o investimento é maior e a instalação exige mais atenção.
Para embutir, é preciso um nicho com medidas específicas, e a caixa do motor ocupa parte do armário superior. Se você está planejando ou reformando a cozinha, passe as medidas do manual para o marceneiro antes de produzir os móveis. Vale também prever um duto para levar o ar até o alto do armário, mesmo no modo depurador, para que a fumaça não fique presa lá dentro.
Filtros e manutenção
Todo depurador trabalha com dois tipos de filtro. As telas de alumínio seguram a gordura e podem ser lavadas com água quente e detergente. Alguns fabricantes liberam a lavagem na lava-louças, mas o alumínio pode escurecer com o tempo, então confira o manual. Quanto mais fácil for retirar essas telas, mais você vai manter a limpeza em dia.
O filtro de carvão ativado, por outro lado, não é lavável e precisa ser trocado periodicamente. Dependendo do modelo e de quanto você cozinha, a troca varia de três meses a um ano. Quando o cheiro de comida começa a ficar no ambiente mesmo com o aparelho ligado, é sinal de que o carvão saturou e precisa ser substituído.
Antes de comprar, pesquise o preço e a disponibilidade do refil. Alguns são vendidos em kits baratos e fáceis de achar, enquanto outros dependem de peças originais, encontradas principalmente em lojas online. Pensar nesse custo de manutenção desde o início ajuda a ter uma ideia mais realista do quanto o aparelho vai custar ao longo dos anos de uso.
Ruído, luz e detalhes
O barulho é um ponto que pesa principalmente em cozinhas integradas à sala. Todo depurador faz algum ruído, e ele aumenta conforme a velocidade. Se essa é uma preocupação para você, procure o nível de ruído em decibéis na ficha técnica e prefira modelos com três velocidades, que permitem usar as mais baixas nos preparos mais leves.
A iluminação também merece atenção. Muitos modelos ainda usam lâmpadas incandescentes de luz amarelada, que esquentam um pouco e clareiam menos a superfície do fogão. Os aparelhos com luz de LED branca mostram melhor a cor real dos alimentos. Se o seu vier com lâmpada comum, verifique se o soquete permite a troca por uma de LED.
Por fim, confira alguns detalhes que parecem pequenos, mas fazem diferença na instalação. O comprimento do cabo costuma ser curto, então veja se a tomada fica perto do local onde o aparelho será fixado. Confirme também a voltagem antes de fechar a compra, já que boa parte dos modelos é vendida em versões específicas para 127 V ou 220 V.










