O forno de embutir a gás ganhou espaço nas cozinhas planejadas porque deixa o ambiente mais organizado e coloca o forno numa altura bem mais confortável para assar e acompanhar o preparo. Mas a escolha exige atenção, já que é preciso considerar as medidas do nicho, o tipo de gás, a instalação e recursos que mudam bastante de um modelo para outro.
Se você está com essa dúvida, o Mapa da Cozinha vai te mostrar a direção!
Testamos e escolhemos o melhor forno de embutir a gás da atualidade, avaliando 7 modelos em 3 categorias: custo benefício, top de linha e bom e barato. Assim, você encontra desde a opção que atende bem a maioria das rotinas de casa, passando por modelos mais avançados para quem cozinha com frequência e exige mais, até uma alternativa de entrada para quem quer gastar pouco sem abrir mão de um bom resultado.
Vamos aos nossos escolhidos!
Metodologia de Análise
Meu nome é Rafael Macedo, muito prazer! Sou cozinheiro, já trabalhei em diversos restaurantes e hoje trabalho como chef particular para diversos clientes nas regiões Sul e Sudeste. Durante minha trajetória profissional experimentei uma infinidade de produtos alimentícios e operei dezenas de modelos de eletrodomésticos e eletroportáteis, e por isso vou te ajudar a tomar uma decisão de compra mais racional e assertiva nessa análise!
Com base nessa minha experiência, elegi e irei trazer minhas percepções pessoais de teste sobre os 7 melhores fornos de embutir a gás em 3 categorias distintas, com versões de diferentes preços e características!
Dividimos os produtos nas seguintes categorias:
- Custo Benefício: Versões que custam entre R$ 1000 e R$ 2000 em média
- Top de Linha: Versões que custam a partir de R$ 2000 em média
- Bons e Baratos: Versões que custam até R$ 1000 em média
O Melhor Forno de Embutir a Gás por Categoria
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Média de preço dos produtos dessa categoria: De R$ 1000 a R$ 2000.
1. Brastemp BOA84AE

Nosso Veredito
🥇 Melhor Custo Benefício 🥇
Ficha Técnica:
| QUESITO | INFORMAÇÃO |
|---|---|
| Capacidade (L) | 78 |
| Convecção? | Não |
| Painel | Touch |
| Dimensões AxLxP (cm) | 62 x 60 x 58 |
Prós:
- 78 litros com sete níveis de altura para as grades
- Botão de temperatura com cliques precisos em cada faixa
- Assa mais rápido que a média, com calor uniforme
Contras:
- Saída de ar frontal pode incomodar sob o cooktop
- Luz interna fica acesa durante todo o preparo
De todos os modelos que que eu já usei, considero que o forno de embutir a gás com melhor custo benefício é o Brastemp BOA84AE. Ele possui 78 litros distribuídos em sete níveis de grade, controle de temperatura preciso, grill elétrico independente e timer touch, ele assa rápido e por igual. Isso faz com que ele seja o modelo mais eficiente na faixa de preço intermediária, sendo suficiente tanto para quem cozinha no dia a dia para a família, quando para quem gosta de receber muitas pessoas em casa com frequência.
Usei o Brastemp BOA84AE na casa de uma cliente que me contratou para um jantar de aniversário com 20 convidados, com entrada, dois pratos assados e sobremesa. O forno ficava embutido logo abaixo do cooktop, e o que primeiro me chamou a atenção foi o espaço interno de 78 litros, dividido em sete níveis de altura para as grades, o que me deu liberdade para encaixar cada preparo onde ficava melhor.
Como o forno é bem fundo, coloquei duas assadeiras de legumes lado a lado numa grade e uma forma grande de lasanha na outra, sem aperto. Um detalhe que facilita bastante é a tabela na porta, que indica a altura da grade para cada tipo de preparo, com carnes e aves mais embaixo, bolos e massas no meio e o grill nos níveis de cima. Para quem ainda está pegando a mão no forno, isso ajuda a acertar de primeira.
O botão de temperatura vai de 160 °C a 280 °C e tem cliques bem definidos em cada faixa. Isso me deu segurança na hora de ajustar, porque eu sabia exatamente onde estava parando, diferente dos botões que giram soltos. Para acender, é preciso apertar, girar e segurar por cerca de cinco segundos, um sistema de segurança que corta o gás se a chama não firmar. Depois das primeiras vezes, vira hábito.
O grill elétrico é acionado girando o mesmo botão para o lado oposto e trabalha sozinho, com o gás desligado. Usei para gratinar o queijo da lasanha e ele dourou a superfície em poucos minutos, então vale acompanhar de perto. O timer touch também foi útil, já que apita sem parar até alguém desligar. Com várias panelas no fogo e conversa na cozinha, esse aviso insistente não deixou passar nenhum tempo de forno.
No resultado dos assados, o BOA84AE chamou a atenção pela rapidez no preparo. O pernil ficou dourado por fora e suculento por dentro antes do tempo que eu tinha planejado, com o calor bem distribuído e sem um lado mais tostado que o outro. Na sobremesa, uma fornada de 12 cupcakes ficou pronta em cerca de 15 minutos, bem abaixo dos 25 que eu costumo contar. Por isso, vale conferir o ponto um pouco antes do que a receita indica.
Depois de passar a noite inteira com o forno funcionando, alguns pontos me chamaram a atenção. A saída de ar quente fica na parte frontal, então, instalado abaixo do cooktop, ele joga calor nas pernas de quem está cozinhando, o que pode incomodar um pouco em preparos longos. A luz interna também fica acesa durante todo o preparo, sem botão para desligar, e o modelo só é vendido em 220 V, já que precisa de energia elétrica para funcionar, mesmo sendo a gás.
Foto de Teste Brastemp BOA84AE

2. Electrolux OE8GH

Nosso Veredito
🥈 2º Lugar Custo Benefício 🥈
Ficha Técnica:
| QUESITO | INFORMAÇÃO |
|---|---|
| Capacidade (L) | 80 |
| Convecção? | Sim |
| Painel | Digital/Mecânico |
| Dimensões AxLxP (cm) | 59,6 x 59,6 x 61,3 |
Prós:
- Convecção com posição própria no botão
- Gratinar com timer que desliga sozinho
- Vidro interno removível facilita a limpeza da porta
Contras:
- Grades espaçadas exigem cuidado com formas pequenas
- Um pouco mais profundo, pode ficar saliente no móvel
O Electrolux OE8GH era o forno da copa de uma empresa onde preparei um almoço de confraternização para 40 funcionários. Com tanta gente para servir, o que fez diferença logo de cara foi a cavidade de 80 litros, com quase 50 centímetros de profundidade. Consegui colocar duas assadeiras grandes na mesma grade, o que me ajudou a tirar as porções em menos fornadas.
O principal recurso do modelo é o PerfectCook360, que junta a convecção e cavidade selada. A convecção é uma ventoinha no fundo do forno que espalha o ar quente por todo o interior, e ela tem uma posição própria no botão, então eu ligo só quando o preparo pede. Já a cavidade tem cantos arredondados e borrachas de vedação na porta, que seguram o calor lá dentro. No almoço, deixei a convecção ligada para os assados e desliguei para o bolo da sobremesa.
A função gratinar e dourar usa uma resistência elétrica na parte de cima e tem um detalhe que facilitou bastante minha rotina. Ao escolher essa função, o timer aparece para ser programado e, quando o tempo acaba, ele interrompe o gratinado sozinho. Usei para finalizar folhados de presunto e queijo, com três minutos para formar uma casquinha dourada, e pude cuidar das saladas sem medo de passar do ponto. O mesmo recurso deixou a borda das mini pizzas bem crocante.
Na hora da limpeza, o vidro interno removível foi uma mão na roda. Depois de assar coxas de frango, sobrou gordura respingada na porta, e bastou soltar a alça do vidro e puxar para lavar as duas faces, inclusive o espaço entre um vidro e outro, onde a sujeira costuma ficar presa. Para quem usa o forno diariamente para grandes quantidades, isso economiza bastante tempo no fim do serviço.
Nos assados, o resultado foi o que mais me agradou. Com a convecção ligada, as coxas e sobrecoxas saíram douradas por igual, sem aquele lado mais pálido que obriga a girar a assadeira no meio do preparo. As batatas que foram junto ficaram sequinhas por fora e macias por dentro, e um bolo de banana assado na sequência, só no calor do gás, cresceu certinho e ficou úmido.
Ao usar o OE8GH durante todo o serviço, percebi alguns pontos de atenção. As grades são mais espaçadas, então formas pequenas, como as de pão, tendem a ficar um pouco inclinadas se não estiverem bem apoiadas. A luz interna também fica acesa sempre que a convecção está ligada, e a profundidade de 61,3 centímetros pode deixar o forno um pouco saliente em relação ao móvel, dependendo do tipo de instalação.
Foto de Teste Electrolux OE8GH

3. Continental OC8GM

Nosso Veredito
🥉 3º lugar Custo Benefício 🥉
Ficha Técnica:
| QUESITO | INFORMAÇÃO |
|---|---|
| Capacidade (L) | 80 |
| Convecção? | Não |
| Painel | Mecânico |
| Dimensões AxLxP (cm) | 59,6 x 59,6 x 57,5 |
Prós:
- Compacto por fora, com 80 litros por dentro
- Laterais e bancada não esquentam durante o uso
- Pode ser aceso com fósforo se faltar energia
Contras:
- Grades um pouco mais delicadas com peso excessivo
- Timer apenas avisa no modo a gás
Usei o Continental OC8GM no apartamento de uma cliente que me chamou para um almoço de domingo com a família toda, umas 14 pessoas, numa cozinha bem pequena. O forno é compacto por fora, na altura e na largura, e encaixa bem num móvel apertado, mas por dentro tem 80 litros e cinco níveis para as duas grades, que saem fácil, é só levantar e puxar para frente. Consegui colocar a assadeira da carne embaixo e ainda sobrou espaço para a forma do bolo em cima.
Numa cozinha desse tamanho, o calor costuma ser um problema, e aqui o forno se saiu bem. A saída de ar fica na frente, então as laterais e a bancada praticamente não esquentaram, mesmo com pouca folga ao redor do móvel. Quem estava no fogão ao lado não sentiu a pedra quente. Também gostei da regulagem da chama, que vai de um fogo alto bem forte até um fogo baixo bem baixinho, o que me deu controle para assar a carne devagar sem ressecar.
A cavidade é toda esmaltada, e isso facilitou a limpeza. A carne respingou gordura nas paredes e, depois que o forno esfriou, tudo saiu com detergente neutro e esponja macia. A chapa que cobre o queimador também é removível, e esse detalhe tem outra vantagem: se faltar energia, dá para tirar essa peça e acender o forno com fósforo, algo que muitos modelos com exaustão elétrica não permitem.
No resultado, o que mais me agradou foi o bolo de canela da sobremesa, assado a 180 °C por cerca de 35 minutos. Ele cresceu com a massa na mesma altura em toda a forma, sem aquele lado mais baixo, ficou macio por dentro, e a crostinha de açúcar e canela no fundo dourou por igual. Como o forno assa rápido, conferi o ponto com palito alguns minutos antes do previsto. A carne também assou bem e, no fim, usei o grill elétrico para dar cor à capa de gordura em poucos minutos.
Depois de passar o dia com o OC8GM, alguns pontos me chamaram a atenção. As grades são mais delicadas, então não é uma boa ideia guardar travessas pesadas de vidro dentro do forno, porque elas podem entortar com o tempo. No modo a gás, o timer só avisa com um apito e não desliga a chama, e o forno sai de fábrica para gás de botijão, exigindo conversão por técnico para quem tem gás encanado, com a primeira feita sem custo pela assistência.
Foto de Teste Continental OC8GM

Fornos de Embutir a Gás Tops de Linha
Média de preço dos produtos dessa categoria: A partir de R$ 2000.
4. Brastemp BOH84AR

Nosso Veredito
🥇 Melhor Forno de Embutir a Gás 🥇
Ficha Técnica:
| QUESITO | INFORMAÇÃO |
|---|---|
| Capacidade (L) | 78 |
| Convecção? | Sim |
| Painel | Touch |
| Dimensões AxLxP (cm) | 62 x 60 x 58,4 |
Prós:
- Termômetro Meat Control mede a temperatura interna da carne
- Timer desliga o forno automaticamente ao fim
- Turbo grill grelha bifes finos direto no forno
Contras:
- Preço mais alto que a média dos modelos
- Modelo mais difícil de encontrar atualmente
Nos últimos tempos testei muitos aparelhos bem sofisticados, mas na minha opinião, o melhor forno de embutir a gás é o Brastemp BOH84AR. Com acabamento em inox, painel touch, termômetro Meat Control, convecção para assar dois pratos ao mesmo tempo e timer com desligamento automático, ele reúne os recursos mais avançados para quem exige precisão e resultados de alto nível na cozinha.
O Brastemp BOH84AR estava na cozinha gourmet de um empresário que me contratou para um jantar de negócios. Logo de cara, o acabamento em inox e o painel touch mostram que é um forno de outro nível. A temperatura fica num botão giratório, de 160 °C a 280 °C, e as demais funções são acionadas por toque, o que deixa a operação rápida e o visual bem limpo na marcenaria. São 78 litros internos com duas grades, espaço suficiente para um serviço desse porte.
O recurso que mais usei foi o termômetro Meat Control, uma sonda que se conecta na parte de cima do forno e vai espetada na carne. Com ela, acompanhei a temperatura interna de um lombo suíno pelo painel, sem abrir a porta e perder calor. Para carne de porco, que precisa atingir uma temperatura específica para ser consumida com segurança, isso elimina o achismo. No ponto ideal, tirei o lombo e deixei descansar, sem precisar cortar para conferir.
Outro diferencial é o timer com desligamento automático, que aceita programações de até 22 horas e apaga o forno ao fim do tempo, além de avisar com sinal sonoro, um recurso que poucos fornos a gás oferecem. Num jantar em vários tempos, isso me permitiu programar o assado e focar no empratamento. Já o turbo grill resolveu uma tarefa que normalmente vai para a frigideira: grelhei bifes finos de contrafilé direto no forno, bem selados por fora.
No resultado, a convecção foi o ponto alto. A ventoinha faz o ar quente circular de forma uniforme e me permitiu assar dois pratos juntos, o lombo na grade de baixo e uma torta de frutas vermelhas na de cima. Nenhum cheiro ou sabor passou de um para o outro, e os dois douraram por igual. O lombo saiu suculento, sem ressecar nas bordas, e a massa da torta ficou crocante e bem assada no fundo. Isso encurtou bastante o tempo total de forno no serviço.
Depois de comandar o jantar inteiro com ele, notei alguns pontos que podem pesar para alguns. É um forno mais caro que a média dos modelos a gás convencionais, reflexo dos recursos extras que oferece. Ele também é um pouco mais pesado, com 27 kg, e depende de tomada 220 V para o grill e o painel, então a instalação pede mais planejamento. Também é um modelo difícil de achar na atualidade.
Foto de Teste Brastemp BOH84AR

5. Electrolux OE8GF

Nosso Veredito
🥈 2º Lugar Top de Linha 🥈
Ficha Técnica:
| QUESITO | INFORMAÇÃO |
|---|---|
| Capacidade (L) | 80 |
| Convecção? | Sim |
| Painel | Digital/Mecânico |
| Dimensões AxLxP (cm) | 59,6 x 59,6 x 61,3 |
Prós:
- FoodSensor avisa quando a carne atinge o ponto
- Grades deslizantes facilitam manusear assadeiras pesadas
- Frente em vidro cinza com display digital
Contras:
- Ajuste do relógio um pouco menos intuitivo
- Disponível apenas no acabamento cinza, sem inox
Encontrei o Electrolux OE8GF num chalé alugado na serra, onde fui contratado para cozinhar durante um fim de semana gastronômico para dois casais. Ele chama atenção pelo acabamento: a frente em vidro cinza, com puxador escovado e display digital, deixa o forno com cara de cozinha planejada de alto padrão. O painel mostra relógio e timer, e os 80 litros internos acomodaram com folga a assadeira de costela da primeira noite.
O grande diferencial do modelo é o FoodSensor com alerta. É uma sonda que eu espeto no centro da carne e conecto ao forno, e no painel defino a temperatura interna que quero alcançar, de acordo com o ponto, seja mal passado, ao ponto ou bem passado. Enquanto o forno trabalha, o display mostra a temperatura atual da peça e, quando ela chega no valor escolhido, o ícone pisca e o forno apita. Isso me liberou para preparar os acompanhamentos sem ficar vigiando.
As grades deslizantes também fazem diferença para quem cozinha com frequência. Elas correm para frente com estabilidade, o que me deu segurança para puxar a assadeira pesada de costela e regar com o caldo sem precisar tirar tudo do forno. Outro ponto que notei foi o funcionamento silencioso, já que, além dos avisos do timer e do sensor, praticamente não se ouve nada, algo bacana num chalé com sala e cozinha integradas.
No resultado, o OE8GF entregou carnes no ponto exato. Programei 55 °C no sensor para um rosbife, e ele saiu rosado e uniforme do centro até perto das bordas, com a casca bem formada. Com a convecção e a cavidade selada do PerfectCook360 trabalhando juntas, as batatas da grade de cima ficaram douradas de todos os lados, e uma passagem rápida na função gratinar e dourar deixou a crosta de parmesão crocante. Na noite seguinte, a costela suína também chegou à temperatura certa sem ressecar.
Depois de usar o forno durante todo o fim de semana, alguns pontos podem não agradar. O ajuste do relógio é um pouco menos intuitivo e pede uma olhada no manual na primeira vez. O modelo só é vendido no acabamento cinza, sem opção em inox. Quando instalado logo abaixo do cooktop, vale conferir antes se a conexão de gás do cooktop não vai encostar no topo do forno, algo simples de resolver no projeto da marcenaria.
Foto de Teste Electrolux OE8GF

6. Fischer 36450

Nosso Veredito
🥉 3º Lugar Tops de Linha 🥉
Ficha Técnica:
| QUESITO | INFORMAÇÃO |
|---|---|
| Capacidade (L) | 78 |
| Convecção? | Não |
| Painel | Mecânico |
| Dimensões AxLxP (cm) | 60 x 59,5 x 62,3 |
Prós:
- Grill funciona ao mesmo tempo que o forno
- Sistema de resfriamento protege a marcenaria do calor
- Cavidade alta acomoda peru inteiro com folga
Contras:
- Painel mais simples, sem display ou convecção
- Temperatura máxima um pouco menor que concorrentes
Usei o Fischer Infinity 78L numa casa de condomínio onde preparei um jantar. A versão que encontrei tinha acabamento em inox, com porta de vidro duplo, e fazia conjunto com o cooktop e a coifa da mesma linha Infinity, deixando a cozinha planejada com um padrão bem uniforme. Os 78 litros internos, com temperatura de 160 °C a 260 °C e acendimento superautomático, deram conta do cardápio completo.
O recurso que mais diferencia esse modelo é o grill junto ao forno. A resistência elétrica da parte de cima pode ser ligada ao mesmo tempo que o queimador a gás, sem precisar desligar um para usar o outro. Na prática, isso me permitiu dourar a pele do peru nos últimos minutos, enquanto o calor de baixo terminava de assar a peça. Para quem gosta de finalizar assados com casquinha, é um ganho bacana em relação aos fornos que alternam entre as duas funções.
O Infinity também tem um sistema de resfriamento do móvel, que ajuda a proteger a marcenaria do calor durante longas horas de uso. No evento, o forno ficou ligado praticamente a tarde inteira, e o armário ao redor se manteve tranquilo ao toque. Outro ponto relevante é a versão em 127 V, já que muitos fornos de embutir com grill elétrico só existem em 220 V, o que facilita a instalação em casas sem essa voltagem.
No resultado, a altura interna de 38,3 centímetros fez diferença para assar um peru inteiro sem que o peito ficasse colado na resistência do grill. A ave saiu com a pele dourada e crocante de ponta a ponta, e a carne do peito continuou úmida, sem aquele aspecto ressecado comum em peças grandes. A farofa, que foi para o forno na reta final, ganhou uma camada tostada por cima com o grill ligado por poucos minutos.
Depois de passar o evento manipulando o Infinity, percebi alguns pontos que podem não agradar. O painel é mais simples, com comandos mecânicos e sem display digital, termômetro ou convecção, recursos que aparecem em outros modelos da mesma faixa. A temperatura máxima, de 260 °C, também é um pouco menor que a de alguns concorrentes, e a grade conta com três níveis de altura, o que pede um pouco mais de planejamento na hora de distribuir as assadeiras.
Foto de Teste Fischer 36450

Fornos a Gás de Embutir Bons e Baratos
Média de preço dos produtos dessa categoria: Até R$ 1000.
7. Venax Nero GIII

Nosso Veredito
🥇 Melhor Bom e Barato 🥇
Ficha Técnica:
| QUESITO | INFORMAÇÃO |
|---|---|
| Capacidade (L) | 51,8 |
| Convecção? | Não |
| Painel | Mecânico |
| Dimensões AxLxP (cm) | 61 x 51,7 x 61,5 |
Prós:
- Compacto, embute sem sacrificar os armários da bancada
- Botões grossos e removíveis facilitam a limpeza
- Grill com timer próprio de até 120 minutos
Contras:
- Timer não funciona no modo a gás
- Grill um pouco menos potente que concorrentes maiores
Usei o Venax Totale Nero GIII no apartamento de um casal recém-casado que me contratou para uma aula particular de culinária, com receitas simples para o dia a dia. A cozinha era pequena, e o tamanho compacto do forno foi justamente o que permitiu embutir sem sacrificar os armários da bancada. São 50 litros, bem menos que os modelos maiores, mas o espaço acomodou sem aperto uma forma redonda grande de bolo e uma assadeira média de frango, o suficiente para uma família de até quatro ou cinco pessoas.
Não é um forno cheio de recursos, mas alguns detalhes de construção me chamaram a atenção para a faixa de preço. Os botões grossos e removíveis passam firmeza ao girar e dá para tirá-los para limpar o painel, algo que evita aquele desgaste comum em modelos de entrada. A ventilação também fica na parte de cima, então a frente não tem furinhos que acumulam gordura, e o acabamento em preto fosco esmaltado deixa o conjunto com um visual bem caprichado.
O forno conta com grill com timer próprio, com até 120 minutos de programação, e isso ajudou bastante na aula. Ensinei o casal a gratinar uma travessa de couve-flor com queijo, programando o tempo para o grill desligar sozinho, sem risco de queimar a cobertura. As duas grades são deslizantes e a porta de vidro duplo panorâmico deixa acompanhar o preparo de fora, e, para quem mora em imóvel sem 220 V, ainda existe a versão em 127 V.
No resultado, o que mais impressionou foi o bolo fofinho de chocolate, assado a 180 °C na grade de baixo. Ele ficou pronto mais rápido que o tempo indicado na receita, cresceu bem e saiu macio, sem aquela parte solada no meio que aparece quando o bolo demora demais no forno. Na sequência, uma fornada de pão de queijo saiu bem crescida, com a casquinha dourada e o miolo puxando, mostrando que, apesar de simples, o Venax cumpre bem o papel de forno do dia a dia.
Agora falando sobre o que não me agradou tanto no Nero GIII, alguns pontos merecem atenção. O timer funciona apenas no grill, então, no modo a gás, é preciso controlar o tempo de forno pelo celular ou por outro relógio. O grill de 700 W também é um pouco menos potente que o de concorrentes maiores e pede alguns minutos a mais para dourar, e os 50 litros tornam o modelo menos indicado para quem costuma assar peças grandes, como um pernil inteiro.
Foto de Teste Venax Nero GIII

Como Escolher um Forno de Embutir a Gás
Comece pelo nicho
Antes de olhar recursos ou acabamento, o primeiro passo é conferir as medidas do nicho onde o forno vai ficar. Cada fabricante informa no manual a altura, a largura e a profundidade exatas do espaço no móvel, e esses números variam de um modelo para outro, mesmo entre fornos com capacidade parecida. Poucos centímetros de diferença já podem impedir o encaixe.
Vale entender também os dois tipos de instalação. No modo alinhado, a frente do forno fica no mesmo plano do móvel, com um visual mais limpo. No modo sobreposto, a moldura do forno fica um pouco para fora, apoiada na frente do armário. Fornos mais profundos costumam ficar levemente salientes, então converse com o marceneiro antes de fechar o projeto.
Se o forno vai ficar logo abaixo do cooktop, confira se há espaço entre os dois aparelhos. A conexão de gás e a parte de baixo do cooktop precisam de folga para não encostar no topo do forno. O ideal é comprar os dois juntos, ou pelo menos ter os manuais em mãos, para que a marcenaria seja feita já pensando nas duas peças.
Capacidade na medida certa
Os fornos de embutir a gás costumam aparecer em duas faixas: os compactos de 50 litros e os maiores, entre 78 e 80 litros. Os compactos ocupam menos espaço e atendem bem uma família de até quatro ou cinco pessoas que assa bolos, frangos e massas no dia a dia. São uma boa escolha para cozinhas pequenas, em que cada armário faz falta.
Já os modelos de 78 a 80 litros fazem mais sentido para quem recebe visitas com frequência ou prepara peças grandes, como pernil, peru ou duas assadeiras ao mesmo tempo. Nessa hora, não olhe só a litragem: a altura interna e a quantidade de níveis para as grades dizem muito sobre o quanto você vai conseguir aproveitar o espaço.
Uma dica que costumo dar é pensar na sua forma mais usada. Anote as medidas da assadeira que mais sai do armário na sua casa e compare com as dimensões internas informadas pelo fabricante. Assim você evita comprar um forno grande demais para a sua rotina ou pequeno demais para aquele assado de fim de ano.
Gás, tomada e voltagem
Quase todos os fornos de embutir saem de fábrica preparados para gás de botijão (GLP). Se a sua casa ou prédio usa gás encanado, será preciso converter o forno, trocando ou ajustando o bico injetor. Muitas marcas oferecem a primeira conversão sem custo pela assistência técnica, dentro de um prazo após a compra, então vale conferir essa condição antes de fechar o pedido.
Mesmo sendo a gás, o forno precisa de energia elétrica para o acendimento automático, a luz interna, o grill e, em alguns modelos, para o sistema que expulsa o ar quente. Por isso, confira a voltagem disponível na sua cozinha. Vários modelos só existem em 220 V, enquanto outros têm versão em 127 V, o que facilita para quem não tem essa opção em casa.
Outro ponto importante é a posição da tomada. Os fabricantes pedem que ela fique ao lado ou acima do nicho, nunca atrás do forno, porque a parte traseira esquenta bastante. A ligação do gás também deve ser feita com mangueira metálica, conforme o manual. Seguir essas orientações protege a sua segurança e evita problemas com a garantia.
Recursos que fazem diferença
A convecção é um dos recursos mais úteis. Ela usa uma ventoinha no fundo do forno para espalhar o ar quente por igual, o que ajuda a dourar assados de todos os lados e permite usar as duas grades ao mesmo tempo com resultados mais parecidos. Sem convecção, muitas vezes é preciso trocar as formas de posição no meio do preparo.
O grill elétrico também merece atenção. Em alguns fornos, ele funciona sozinho, com o gás desligado, e em outros pode ser ligado junto com o forno. Repare ainda no timer: em boa parte dos modelos, ele só avisa com um apito e não desliga a chama, enquanto outros desligam o forno ou o grill automaticamente ao fim do tempo programado.
Para quem assa carnes com frequência, os termômetros de carne são um recurso bacana. Eles vêm com uma sonda que vai espetada na peça e mostram a temperatura interna no painel, alguns com aviso sonoro quando o ponto escolhido é atingido. Não é algo indispensável, mas ajuda bastante quem quer acertar o ponto sem precisar cortar a carne.
Limpeza e acabamento
Um forno fácil de limpar faz toda a diferença no dia a dia. Prefira modelos com interior esmaltado de fácil limpeza, que cada marca chama por um nome diferente, e com cantos arredondados, sem frestas onde a gordura se acumula. Assim, na maioria das vezes, um pano úmido com detergente neutro resolve, sem precisar de produtos abrasivos.
Repare também na porta. Os fornos com vidro interno removível permitem limpar o espaço entre os dois vidros, onde costuma aparecer aquela mancha de gordura difícil de alcançar. Em alguns modelos, dá para tirar o vidro puxando uma alça e, em outros, a própria porta sai, o que deixa a limpeza completa bem mais rápida.
Quanto ao acabamento externo, o vidro preto ou cinza combina com cozinhas modernas e é simples de limpar, enquanto o inox tem um visual mais clássico e pede um pouco mais de cuidado para não manchar. Se você pretende montar uma cozinha com cooktop e coifa da mesma marca, vale escolher uma linha que mantenha o mesmo padrão visual entre as peças.
Onde instalar o forno
A posição do forno muda bastante a experiência de uso. Debaixo do cooktop, ele aproveita bem o espaço, mas obriga a abaixar para manusear as assadeiras. Na torre quente, que é aquele móvel alto que reúne forno e micro-ondas, ele fica mais perto da altura dos olhos, o que deixa mais confortável acompanhar o preparo e tirar formas pesadas.
Também é bom saber de onde sai o ar quente. Em muitos modelos, a saída fica na parte da frente, logo acima da porta. Quando o forno está embaixo do cooktop, esse ar acaba indo direto nas pernas de quem cozinha, o que pode incomodar em preparos longos. Na torre quente, esse incômodo praticamente desaparece.
Por fim, considere a instalação pela assistência autorizada. Algumas marcas oferecem a primeira instalação gratuita e outras cobram à parte, mas, em todos os casos, o técnico confere a ligação do gás, a vedação das conexões e a tomada. Isso dá mais tranquilidade no uso e ajuda a preservar a garantia do produto.










