A coifa de parede virou peça central em muitas cozinhas brasileiras, porque ajuda a eliminar a fumaça, a gordura e o cheiro de fritura que se espalham pela casa, principalmente em cozinhas integradas à sala. Mas escolher o modelo certo não é tão simples, já que é preciso entender vazão, largura, modo de funcionamento e até a altura de instalação.
Se você está com essa dúvida, o Mapa da Cozinha vai te mostrar a direção!
Testamos 7 modelos e escolhemos a melhor coifa de parede da atualidade, em 3 categorias: custo benefício, para quem quer bom desempenho na rotina da maioria das cozinhas, top de linha, para quem cozinha com frequência e busca mais potência, recursos e design aprimorado, e bom e barato, para quem quer gastar pouco sem abrir mão de uma exaustão eficiente.
Vamos aos nossos escolhidos!
Metodologia de Análise
Meu nome é Rafael Macedo, muito prazer! Sou cozinheiro, já trabalhei em diversos restaurantes e hoje trabalho como chef particular para diversos clientes nas regiões Sul e Sudeste. Durante minha trajetória profissional experimentei uma infinidade de produtos alimentícios e operei dezenas de modelos de eletrodomésticos e eletroportáteis, e por isso vou te ajudar a tomar uma decisão de compra mais racional e assertiva nessa análise!
Com base nessa minha experiência, elegi e irei trazer minhas percepções pessoais de teste sobre as 7 melhores coifas de parede em 3 categorias distintas, com versões de diferentes preços e características!
Dividimos os produtos nas seguintes categorias:
- Custo Benefício: Versões que custam entre R$ 600 e R$ 1200 em média
- Top de Linha: Versões que custam a partir de R$ 1200 em média
- Bons e Baratos: Versões que custam até R$ 600 em média
A Melhor Coifa de Parede por Categoria
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Média de preço dos produtos dessa categoria: De R$ 600 a R$ 1200.
1. Philco PCO90G

Nosso Veredito
🥇 Melhor Custo Benefício 🥇
Ficha Técnica:
| QUESITO | INFORMAÇÃO |
|---|---|
| Vazão (m³/h) | 900 |
| Nível de ruído (dB) | 65 |
| Painel | Touch |
| Dimensões AxLxP (cm) | 35,3 x 90 x 50 |
Prós:
- Largura de 90 cm cobre fogões de até 6 bocas
- Sucção forte na terceira velocidade, ideal para frituras
- Já vem com duto sanfonado para saída externa
Contras:
- Ruído um pouco mais presente na velocidade máxima
- Fabricante não informa a vazão na ficha técnica
Na minha experiência atual com exaustores, a coifa de parede com melhor custo benefício é a Philco PCO90G, já que ela é o modelo que reúne as características que vão atender de maneira mais eficiente a maior parte das cozinhas atuais. Ela cobre fogões de até 6 bocas com seus 90 cm, tem acabamento firme em inox e vidro curvo e já vem com o duto sanfonado para a saída externa. A sucção é muito forte na terceira velocidade e seus filtros são fáceis de lavar.
Conheci essa Philco na casa de um cliente, onde preparei um jantar de aniversário para 14 pessoas, com pastéis fritos na hora de entrada e peixe assado na sequência. A coifa ficava sobre um fogão de 6 bocas, e a primeira coisa que reparei foi a largura de 90 centímetros, que cobre todas as bocas com folga e pega até a fumaça das panelas das laterais.
O conjunto de inox com vidro temperado curvo chama atenção logo de cara, e não só pela aparência. O vidro tem uma espessura boa, e a estrutura inteira é firme, sem folgas nem aquele barulho de lata quando você encosta. O duto decorativo vem em duas peças que se encaixam uma sobre a outra, o que permite levar o acabamento até o teto em cozinhas com pé-direito mais alto.
Nessa cozinha, a coifa estava a 80 cm do fogão, uma altura que deixa a fumaça bem concentrada sem atrapalhar a movimentação de quem cozinha. O kit já traz o duto sanfonado para a saída externa, que estica até perto de 1,5 m e dá mais liberdade para posicionar a coifa longe da janela. Na saída de ar, reparei que uma aleta só abre quando o motor liga, o que impede a entrada de insetos e vento pelo duto quando a coifa está desligada.
A iluminação usa dois LEDs de 2 W que clareiam bem o fogão inteiro, e isso me ajudou a acompanhar a cor da fritura sem precisar de luz extra. Os filtros de alumínio são leves, saem e voltam ao lugar com uma mão só, e consegui lavar os dois na pia logo depois do serviço, sem dor de cabeça.
Na hora da fritura, a sucção foi o que mais me agradou. Já na primeira velocidade ela prende uma folha de papel na grade, a segunda segurou bem a fumaça de três panelas com óleo quente, e na terceira velocidade a puxada é forte de verdade. O cheiro de fritura ficou na cozinha e não chegou à sala, onde estavam os convidados. No modo depurador, que testei em outra casa, o filtro de carvão ativado deu conta do cheiro de um refogado de alho e cebola.
Depois de usar a PCO90G em alguns serviços seguidos, notei pontos que podem não agradar a todo mundo. Na terceira velocidade, o ruído é um pouco mais presente, principalmente no modo depurador, quando o ar volta para o ambiente. A Philco também não informa a vazão em m³/h na ficha técnica, o que dificulta a comparação com outros modelos. E quem cozinha todos os dias vai precisar trocar o filtro de carvão com mais frequência, algo em torno de seis meses.
Foto de Teste Philco PCO90G

2. Electrolux 70CS

Nosso Veredito
🥈 2º Lugar Custo Benefício 🥈
Ficha Técnica:
| QUESITO | INFORMAÇÃO |
|---|---|
| Vazão (m³/h) | 1.040 |
| Nível de ruído (dB) | 55 |
| Painel | Soft Touch |
| Dimensões AxLxP (cm) | 59,4-114,5 x 70 x 50 |
Prós:
- Vazão de 1040 m³/h dá conta de grelhados
- Indicador avisa a hora de trocar o filtro
- Filtros de alumínio podem ir à lava-louças
Contras:
- Duto para modo exaustor é vendido à parte
- Chaminé pode exigir extensão em pé-direito alto
Usei a Electrolux 70CS na cozinha de apoio de um escritório em Pinheiros, onde preparei um almoço corporativo com medalhões grelhados e legumes salteados. Ela ficava sobre um cooktop de 5 bocas da mesma marca, e a primeira coisa que me chamou atenção foi o tamanho. Com 70 cm, ela atende cooktops de até 76 cm e ocupa menos parede que os modelos de 90 cm.
O corpo em inox é firme e bem acabado, sem rebarbas nas dobras, e a base tem uma máscara captora de ar que ajuda a concentrar a fumaça na direção do motor. Mesmo pesando 15 kg, ela fica bem assentada na parede, e as duas grades da parte de baixo saem pela frente sem precisar de ferramenta.
Os comandos ficam no painel Soft Touch, com teclas de toque leve numa superfície lisa de inox. Isso facilitou bastante a limpeza no fim do serviço, porque não há frestas onde a gordura se acumula. As três velocidades são bem identificadas, e trocar de uma para outra com a chapa no fogo foi rápido, sem precisar procurar o botão certo.
Outro detalhe de que gostei foi o indicador de saturação no painel, que acende uma luz quando o filtro de carvão precisa ser trocado, então ninguém fica adivinhando a hora da troca no modo depurador. Os filtros de alumínio podem ir direto para a lava-louças, e foi assim que limpei depois do almoço, com bom resultado e sem esfregar nada à mão.
Na hora dos grelhados, a vazão de 1040 m³/h fez diferença. Com a chapa soltando bastante fumaça dos medalhões, a velocidade intermediária já segurou bem, e na máxima a fumaça subia direto para a coifa, sem se espalhar pela cozinha de apoio, que era pequena e tinha pouca ventilação. No fim do almoço, o cheiro de carne não tinha chegado à sala de reunião ao lado.
Depois de usar a 70CS durante todo o serviço, alguns pontos me chamaram a atenção. O duto para o modo exaustor é vendido à parte, então quem quer jogar o ar para fora precisa incluir essa compra no orçamento. A chaminé chega a uns 114 cm de altura, o que pode pedir uma extensão em cozinhas com pé-direito mais alto, e o filtro de carvão de reposição é encontrado com mais facilidade nas assistências autorizadas da marca.
Foto de Teste Electrolux 70CS

3. Suggar TP3062IX

Nosso Veredito
🥉 3º lugar Custo Benefício 🥉
Ficha Técnica:
| QUESITO | INFORMAÇÃO |
|---|---|
| Vazão (m³/h) | 820 |
| Nível de ruído (dB) | 65 |
| Painel | Mecânico |
| Dimensões AxLxP (cm) | 46 x 60 x 48 |
Prós:
- Tela filtrante única, fácil de tirar e lavar
- Consumo de apenas 124 W com boa sucção
- Segura bem a fumaça mesmo funcionando como depurador
Contras:
- Ruído um pouco acima da média na velocidade máxima
- Rende melhor em fogões de 4 bocas
Testei a Suggar Esmeralda TP3062IX num jantar particular em um apartamento, com cozinha compacta e fogão de 4 bocas, onde fritei bolinhos de bacalhau para 8 pessoas. Com 60 cm de largura, ela ocupa pouco espaço na parede e fica bem alinhada às bocas de um fogão desse tamanho, sem sobrar coifa para os lados nem ficar desproporcional no ambiente.
A frente combina inox escovado com uma faixa de vidro temperado, um visual sóbrio que deixa a cozinha mais arrumada. A estrutura é bem montada, sem partes soltas ou folgas na chaminé. Com cerca de 10 kg, ela é bem mais leve que os modelos de 90 cm, o que deixa a fixação mais tranquila em paredes de apartamento, que nem sempre aguentam muito peso.
A parte de baixo tem uma tela filtrante única de alumínio, em vez de duas ou três grades. Para tirar, basta soltar a trava e puxar, e na hora de recolocar não é preciso ficar alinhando várias peças. Depois do jantar, lavei a tela na pia em poucos minutos e já deixei a coifa pronta para o próximo uso.
O motor trabalha com 124 W de potência, um consumo baixo para uma coifa que declara 820 m³/h de vazão livre. Isso deixa mais tranquilo quem precisa usá-la por bastante tempo, como numa fritura feita em várias levas. A luz de LED também clareou bem as panelas e me ajudou a acompanhar a cor dos bolinhos sem acender a luz da cozinha.
Na fritura, a sucção me surpreendeu para o tamanho. Mesmo funcionando como depurador, sem saída externa, ela segurou bem a fumaça das duas panelas de óleo, e o cheiro de fritura chegou bem mais fraco à sala, que era integrada à cozinha. Na terceira velocidade, o vapor subia direto para a tela, sem embaçar o vidro dos armários ao lado.
Usando a Esmeralda ao longo do jantar, notei alguns pontos que podem incomodar. Na velocidade máxima, o ruído é mais alto que a média dos modelos que testei, então, em cozinhas integradas, vale preferir a velocidade intermediária quando der. Ela também rende melhor em fogões de 4 bocas, porque panelas em bocas mais afastadas escapam um pouco da área de captação, e o inox escovado pede produtos suaves na limpeza para não desgastar o acabamento.
Coifas de Parede Tops de Linha
Média de preço dos produtos dessa categoria: A partir de R$ 1200.
4. Fischer Infinity Digital

Nosso Veredito
🥇 Melhor Coifa de Parede 🥇
Ficha Técnica:
| QUESITO | INFORMAÇÃO |
|---|---|
| Vazão (m³/h) | 700 |
| Nível de ruído (dB) | 72 |
| Painel | Touch Screen |
| Dimensões AxLxP (cm) | 74-114 x 90 x 50,5 |
Prós:
- Painel touch em vidro preto com visual sofisticado
- Memória retoma a última velocidade usada automaticamente
- Pressão diferenciada mantém sucção com dutos longos
Contras:
- Vidro espelhado marca digitais com certa facilidade
- Um pouco mais pesada, pede parede firme
Pra mim, a melhor coifa de parede é a Fischer Infinity Digital, que une acabamento em inox 430 escovado e vidro temperado de 5 mm a comandos touch com memória de velocidade. Com 700 m³/h de vazão e excelente pressão, ela segura a fumaça de várias bocas acesas e atende bem quem cozinha com frequência e exige desempenho e sofisticação.
Usei essa coifa na cozinha de um espaço de eventos durante um casamento, quando preparei camarões salteados e risoto finalizado na hora. Antes de acender o fogo, o que me chamou atenção foi o painel de vidro preto espelhado com comandos touch screen, que dá à coifa um visual sofisticado e bem diferente dos modelos com botões aparentes.
O corpo é feito em aço inox 430 escovado, e o vidro temperado tem 5 mm de espessura, um conjunto que transmite solidez assim que você encosta. As junções são precisas, sem folgas entre o vidro e o inox, e a coifa pesa pouco mais de 17 kg segundo a ficha da fabricante, o que mostra que a estrutura não economiza material. Ela também é vendida nas cores preta, branca e eiger, o que ajuda a combinar com cozinhas planejadas.
O espaço de eventos tinha pé-direito alto, e a coifa estava instalada com o acabamento chegando até o teto sem emendas aparentes. Isso acontece porque o duto deslizante se combina com uma parte fixa e regula a chaminé entre 70 cm e 1,10 m de altura. Na prática, a cozinha ficou com um visual limpo, sem aquele vão entre a chaminé e o forro que é comum em modelos com regulagem menor.
Os comandos respondem a um toque leve, e o visor digital mostra a velocidade com leitura nítida mesmo com a cozinha cheia de vapor. A memória de velocidade foi um detalhe que me agradou no corre-corre da cozinha, porque a coifa volta automaticamente ao último nível usado. Entre uma leva e outra de camarão, bastava religar sem precisar ajustar nada de novo.
Com cinco bocas acesas ao mesmo tempo, a coifa segurou a fumaça e o vapor sob a campana com rapidez, sem deixar escapar para os lados. Os 700 m³/h de vazão trabalham junto com uma ótima pressão, o que mantém a sucção firme no modo exaustor mesmo com dutos mais longos, como era o caso ali. O cheiro de camarão salteado ficou na cozinha e não chegou ao salão onde estavam os convidados.
Depois de usar a Infinity durante todo o casamento, notei pontos que podem não agradar a todo mundo. O vidro preto espelhado marca digitais com facilidade, então é bom ter um pano de microfibra por perto para manter o visual. E, por ser um modelo um pouco mais pesado que a média, a instalação pede uma parede firme e uma fixação bem feita.
Foto de Teste Fischer Infinity Digital

5. Electrolux CE9TF

Nosso Veredito
🥈 2º Lugar Top de Linha 🥈
Ficha Técnica:
| QUESITO | INFORMAÇÃO |
|---|---|
| Vazão (m³/h) | 800 |
| Nível de ruído (dB) | 72,3 |
| Painel | Full Touch |
| Dimensões AxLxP (cm) | 44-82 x 90 x 45 |
Prós:
- Hob2Hood liga e ajusta a coifa pelo cooktop
- Sucção de 800 m³/h elimina a fumaça rapidamente
- Timer desliga a coifa sozinha após o preparo
Contras:
- Automação exige cooktop compatível da própria Electrolux
- Defletor para o modo depurador é vendido à parte
Testei a Electrolux CE9TF num jantar de degustação para 10 pessoas, onde a coifa ficava sobre um cooktop de indução da mesma marca. Logo no primeiro prato, um atum selado em fogo alto, percebi o diferencial dela: o sistema Hob2Hood, que conecta a coifa ao cooktop e faz com que ela ligue sozinha assim que uma zona é acionada.
A automação vai além de ligar e desligar. A coifa identifica o número de zonas em uso e ajusta a velocidade por conta própria, então, quando acendi a segunda e a terceira bocas para as guarnições, ela subiu de nível sem que eu tocasse em nada. No meio de um serviço com vários pratos saindo em sequência, isso me deixou com as mãos livres para cuidar só das panelas.
O acabamento segue o padrão de um produto premium. O corpo em aço escovado se combina com detalhes em vidro, e a superfície frontal é plana, sem frestas ou botões aparentes onde a gordura costuma se acumular. As junções são bem alinhadas, e o conjunto passa uma sensação de produto robusto e bem projetado, que valoriza a cozinha mesmo desligado.
Quando preferi usar a coifa no modo manual, o painel Full Touch respondeu bem aos toques e trouxe ajustes que não são comuns na categoria. Dá para regular a intensidade da luz dos dois LEDs e até silenciar os bipes do painel, um detalhe que agradou à anfitriã, já que a cozinha era integrada à sala de jantar e o som das teclas atrapalhava a conversa.
Outro recurso que usei no fim do serviço foi o timer de 15 minutos, que mantém a coifa ligada depois que as panelas saem do fogo e a desliga sozinha, com opções também de 5 e 10 minutos. Os filtros de alumínio seguram por volta de 75% da gordura, e, ao abrir a coifa no dia seguinte, a parte interna estava bem mais limpa do que costumo ver em modelos de entrada.
Na hora das batatas fritas, servidas com o prato principal, a sucção foi a mais rápida entre as coifas que testei recentemente. Os 800 m³/h medidos por norma deram conta da fumaça do óleo quente sem deixar escapar nada pelas laterais, e o ar da cozinha ficou renovado em menos de dois minutos. Quando os convidados chegaram à mesa, não havia cheiro de fritura no ambiente.
Agora falando sobre o que não me agradou tanto na CE9TF, o Hob2Hood só funciona com um cooktop compatível da Electrolux, então quem tem fogão de outra marca vai usar a coifa apenas no modo manual. Na velocidade máxima, o ruído é um pouco mais presente que a média, e quem pretende instalar no modo depurador precisa comprar à parte o defletor de ar para a saída.
Foto de Teste Electrolux CE9TF

6. Suggar Granada

Nosso Veredito
🥉 3º Lugar Tops de Linha 🥉
Ficha Técnica:
| QUESITO | INFORMAÇÃO |
|---|---|
| Vazão (m³/h) | 820 |
| Nível de ruído (dB) | 65 |
| Painel | Touch |
| Dimensões AxLxP (cm) | 101,5 x 90 x 50 |
Prós:
- Painel touch com display mostra a velocidade em números
- Ruído de 65 dB, entre os mais silenciosos
- Classificação energética A com consumo de 0,24 kWh
Contras:
- Faixa de altura de instalação mais restrita
- Filtros de reposição um pouco mais caros que a média
Usei a Suggar Granada Slim Touch num almoço de domingo numa chacára, com picanha na chapa e mandioca frita saindo do fogão de 6 bocas. Assim que comecei a cozinhar, o que chamou minha atenção foi o painel touch com display, que mostra a velocidade em números e responde a toques leves, um comando mais moderno que o dos modelos de botão da mesma marca.
O corpo em inox tem bordas bem acabadas e encaixes precisos, e o perfil slim da base deixa a coifa com um visual mais leve que o das campanas tradicionais, sem perder a rigidez. O painel em vidro se integra bem ao inox, e a Suggar também vende a mesma coifa na versão preta, uma boa opção para quem tem cozinha planejada em tons escuros.
A cozinha era integrada à área da churrasqueira, onde os convidados ficaram a maior parte do tempo, e isso me fez reparar no ruído. Com 65 dB declarados, ela é uma das coifas mais silenciosas que testei, e mesmo na velocidade intermediária dava para conversar com quem estava no balcão sem precisar levantar a voz.
Outro ponto que considero um diferencial é a classificação energética A, com consumo de 0,24 kWh, o que ajuda quem deixa a coifa ligada durante um almoço longo como aquele. Os dois LEDs da base iluminam bem as seis bocas, e consegui acompanhar a crosta da picanha na chapa sem precisar acender outra luz na cozinha.
Na hora de selar a carne e fritar a mandioca, com quatro bocas acesas ao mesmo tempo, os 820 m³/h de vazão livre deram conta da fumaça e do vapor sem deixar a cozinha embaçada. No modo exaustor, que era o da instalação ali, a fumaça da chapa subia direto para a coifa, e no fim do almoço o cheiro de fritura não tinha chegado à área da churrasqueira.
Ao usar a Granada Slim Touch durante todo o almoço, notei pontos que podem não agradar a todo mundo. A Suggar indica uma faixa de instalação entre 70 e 85 cm do fogão, mais restrita que a de outros modelos, então vale planejar bem a altura antes da compra. Os filtros de reposição da marca também custam um pouco mais que a média, o que pesa em quem usa a coifa no modo depurador e precisa trocá-los com mais frequência.
Foto de Teste Suggar Granada

Coifas de Parede Boas e Baratas
Média de preço dos produtos dessa categoria: Até R$ 600.
7. Fogatti Slim

Nosso Veredito
🥇 Melhor Boa e Barata 🥇
Ficha Técnica:
| QUESITO | INFORMAÇÃO |
|---|---|
| Vazão (m³/h) | 550 |
| Nível de ruído (dB) | 65 |
| Painel | Easy Touch |
| Dimensões AxLxP (cm) | 93 x 80 x 45 |
Prós:
- Disponível em cinco larguras, de 60 a 90 cm
- Continua ligada por três minutos após desligar
- Tela metálica fácil de limpar de molho
Contras:
- Área de sucção um pouco menor que o vidro
- Kit para modo exaustor é vendido à parte
Testei a Fogatti CVC Slim num almoço de família pequeno, com frango a passarinho e arroz feito na hora. A coifa ficava sobre um cooktop de 5 bocas, e logo me chamou atenção ela ser vendida em cinco larguras diferentes, de 60 a 90 cm. A cliente escolheu a de 80 cm, que cobria o cooktop com folga e segurava bem o vapor das panelas.
A construção é simples, mas bem resolvida. O corpo em inox, com perfil fino, recebe uma faixa de vidro curvo na frente, e o conjunto não tem folgas nem partes soltas. A combinação de metal e vidro também facilita a limpeza, porque um pano úmido com um pouco de detergente tira a gordura do dia sem esforço.
Os comandos Easy Touch são botões de clique leve, que não afundam. Gostei de um detalhe pouco comum nessa faixa de preço: ao apertar para desligar, a coifa cai para a velocidade mínima e funciona por mais três minutos antes de desligar sozinha. Isso puxou o vapor que ainda saía das panelas tampadas depois que o fogo foi apagado.
A tela metálica sai e volta ao lugar com facilidade, e o jeito mais fácil de limpar é deixá-la de molho em água morna com detergente e depois passar só o lado macio da esponja, sem esfregar. Os dois LEDs da base também clareiam bem o cooktop, e consegui acompanhar a cor do frango mesmo com a luz da cozinha apagada.
Na fritura do frango, deixei a coifa na velocidade máxima, e os 550 m³/h deram conta da fumaça do óleo sem deixar gordura nas paredes e nos armários ao lado. Para o arroz, a velocidade intermediária bastou. Como a instalação ali era no modo exaustor, o cheiro de fritura ficou concentrado na cozinha e não chegou aos quartos, o que é um bom resultado para um modelo de entrada.
Depois de usar a Fogatti Slim durante todo o almoço, alguns pontos me chamaram a atenção. A área de sucção é um pouco menor que a largura do vidro, então parte do vapor das bocas da frente escapa para fora. O duto sanfonado e a saída externa para o modo exaustor são vendidos à parte, e a primeira velocidade é mais fraca, então no dia a dia acabei usando mais a intermediária e a máxima.
Foto de Teste Fogatti Slim

Como Escolher uma Coifa de Parede
Largura igual ao fogão
O primeiro ponto que eu olho em uma coifa de parede é a largura, porque ela precisa cobrir todas as bocas do fogão. A regra que uso é simples: a coifa deve ter a mesma largura do fogão ou ser um pouco maior. Assim, a fumaça das panelas que ficam nas bocas laterais também sobe direto para a área de sucção, sem escapar pelos lados.
Na prática, os modelos de 60 cm atendem fogões e cooktops de 4 bocas, as larguras de 70 a 80 cm são indicadas para 5 bocas e as coifas de 90 cm ficam para fogões de 6 bocas. Antes de comprar, vale medir o fogão de ponta a ponta, incluindo a borda da mesa, e comparar com a medida da coifa na ficha técnica.
Outro detalhe que faz diferença é a área de sucção. Em alguns modelos, a parte que realmente puxa o ar é menor que o vidro frontal, e parte do vapor das bocas da frente pode escapar. Se puder, observe fotos da parte de baixo da coifa e prefira modelos em que a grade de filtragem ocupe boa parte da base.
Exaustor ou depurador?
A maioria das coifas de parede funciona de duas formas, e entender a diferença ajuda muito na escolha. No modo exaustor, o ar sai da cozinha por um duto que atravessa a parede ou a laje, levando fumaça, gordura e cheiro para o lado de fora. É o modo mais eficiente, mas exige um furo e uma saída de ar externa.
No modo depurador, a coifa puxa o ar, passa por um filtro de carvão ativado e devolve o ar limpo para o ambiente. É a opção para quem mora em apartamento e não pode furar parede ou laje. O resultado é bom para tirar o cheiro, mas parte da umidade e da gordura volta para a cozinha, então os armários próximos pedem limpeza com mais frequência.
Antes de fechar a compra, confira o que vem na caixa. Algumas coifas já trazem o duto sanfonado e a válvula de saída, enquanto outras vendem esses itens à parte. Esse custo extra, somado ao da mão de obra para furar a parede, deve entrar no seu orçamento se você pretende usar o modo exaustor.
Vazão e poder de sucção
A vazão, medida em metros cúbicos por hora (m³/h), mostra quanto ar a coifa consegue movimentar. Para ter uma ideia do que você precisa, multiplique o volume da sua cozinha (largura x comprimento x altura) por 10 ou 12, que é o número de vezes que o ar deve ser renovado em uma hora. Uma cozinha de 10 m² com pé-direito de 2,6 m pede algo perto de 300 m³/h.
Esse cálculo é o mínimo. Se você frita com frequência, faz grelhados ou tem uma cozinha integrada à sala, vale escolher um modelo com folga, acima de 600 m³/h. Assim, a coifa trabalha na velocidade intermediária na maior parte do tempo e você deixa a máxima só para os momentos de mais fumaça.
Fique atento também à forma como o fabricante informa esse número. A vazão livre é medida sem duto e sem filtro, então costuma ser maior do que a coifa entrega na cozinha. Quando a ficha técnica traz a medição pela norma IEC 61591, o número fica mais próximo da realidade e permite comparar modelos de forma mais justa.
Atenção ao ruído
O barulho é uma das coisas que mais incomodam no dia a dia, principalmente quando a cozinha é aberta para a sala. O ruído é medido em decibéis (dB), e cada 3 dB a mais representam quase o dobro de energia sonora. Na prática, uma coifa de 65 dB soa bem mais tranquila que uma de 72 dB, mesmo que a diferença pareça pequena no papel.
Vale lembrar que o número informado costuma ser o da velocidade máxima. Nas velocidades mais baixas, a maioria das coifas fica bem mais silenciosa, e é nelas que você vai cozinhar na maior parte do tempo. Por isso, uma coifa com boa vazão consegue dar conta da fumaça sem precisar ser ligada no máximo, o que também ajuda no conforto.
O modo de instalação interfere no barulho. No modo depurador, o ar volta para o ambiente e o som do motor fica mais presente. No exaustor, parte do ruído vai embora com o ar pelo duto. Se o silêncio for prioridade para você, procure o valor em dB na ficha técnica e desconfie de modelos que não informam esse dado.
Filtros e manutenção
As coifas de parede usam dois tipos de filtro. Os filtros de alumínio seguram a gordura e podem ser lavados, alguns até na lava-louças. O ideal é limpá-los pelo menos uma vez por mês, ou com mais frequência se você frita bastante, porque a gordura acumulada reduz a sucção e pode até virar risco de incêndio.
O filtro de carvão ativado é usado no modo depurador e não pode ser lavado, só trocado. Em geral, a troca acontece a cada seis meses, mas isso varia com o uso. Alguns modelos têm um indicador de saturação no painel que avisa a hora certa. Antes de comprar, pesquise o preço e a disponibilidade dos filtros de reposição, porque esse custo se repete ao longo dos anos.
Por fim, pense na limpeza da parte externa. O inox escovado esconde melhor as marcas, mas pede produtos suaves e pano macio para não riscar nem tirar o acabamento. Vidros escuros ou espelhados ficam muito bonitos, mas mostram digitais com mais facilidade, então quem quer menos trabalho no dia a dia pode preferir acabamentos mais claros ou foscos.










