O liquidificador é um velho aliado nas cozinhas brasileiras, sendo um dos aparelhos mais usados no dia a dia. Mas, mesmo sendo tão comum, começaram a surgir modelos com tecnologias e recursos inovadores, que acabaram deixando a escolha do produto ideal mais difícil.
Se você está com essa dúvida, o Mapa da Cozinha vai te mostrar o caminho!
Testamos e elegemos o melhor liquidificador do mercado, em 3 categorias, com modelos que vão atender bem a todas as necessidades, desde quem procuro um produto eficiente com bom custo benefício para sucos e vitaminas simples no dia a dia, até quem quer um aparelho mais elaborado, que permita preparar receitas mais complicadas, que exigem mais força!
Vamos aos nossos escolhidos!
Regras de Escolha
Meu nome é Rafael Macedo, muito prazer! Sou cozinheiro, já trabalhei em diversos restaurantes e hoje trabalho como chef particular para diversos clientes nas regiões Sul e Sudeste. Durante minha trajetória profissional experimentei uma infinidade de produtos alimentícios e operei dezenas de modelos de eletrodomésticos e eletroportáteis, e por isso vou te ajudar a tomar uma decisão de compra mais racional e assertiva nessa análise!
Com base nessa minha experiência, elegi e irei trazer minhas percepções pessoais de teste sobre os 7 melhores liquidificadores em 3 categorias distintas, com versões de diferentes preços e características!
Dividimos os produtos nas seguintes categorias:
- Custo Benefício: Versões que custam entre R$ 100 e R$ 300 em média
- Top de Linha: Versões que custam a partir de R$ 300 em média
- Bons e Baratos: Versões que custam até R$ 100 em média
O Melhor Liquidificador por Categoria
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Liquidificadores com Melhor Custo Benefício
Média de preço dos produtos dessa categoria: De R$ 100 a R$ 300.
1. Philips Walita RI2242

Nosso Veredito
🥇 Melhor Liquidificador 🥇
Ficha Técnica:
| QUESITO | INFORMAÇÃO |
|---|---|
| Volume (Total / Útil) | 3 L / 2,2 L |
| Potência | 1200 W |
| Velocidades | 12 |
| Ruído | 87 dB |
Prós:
- Liquidificador com melhor custo benefício de maneira geral
- Boa movimentação dos alimentos em trituração seca, resultado bem uniforme
- Jarra Tritan resistente, leve e com vedação eficiente mesmo em sucos mais ralos
Contras:
- Marcações do seletor são pequenas e difíceis de enxergar
- Limpeza chata em alguns pontos fixos do corpo e da base
Após testar diversos modelos, considero que o melhor liquidificador é o Philips Walita RI2242, pensando em custo benefício geral. Ele entrega boa força para sucos, trituração de ingredientes secos e até preparos mais exigentes, como massas e pastas, sem passar sensação de fragilidade. A jarra em Tritan ajuda bastante na durabilidade e na praticidade do uso, além de vedar bem mesmo com líquidos girando forte. O motor trabalha de forma estável, com variação de velocidades útil e desempenho consistente na maioria das receitas comuns. É um modelo que atende bem diferentes necessidades sem exagerar em complexidade.
Testei o liquidificador RI2242 da Philips Walita durante um almoço maior na casa de um cliente, com preparo de sucos cítricos, massa de bolo e alguns testes mais exigentes com ingredientes secos. O aparelho já fazia parte da cozinha e entrou direto na rotina, permitindo observar bem como ele responde quando a demanda aumenta e quando o preparo muda bastante de textura.
O corpo tem um desenho mais quadrado, típico da Série 5000, e passa uma sensação clara de robustez. O acabamento entre as partes plásticas é bem feito, com encaixes precisos e sem folgas aparentes. A faixa superior em inox ajuda a dar um visual mais cuidado, mas o que mais conta é a estabilidade: mesmo em velocidades mais altas, a base se mantém firme na bancada, com pouca vibração, o que traz segurança durante preparos mais longos.
O controle de velocidades tem um giro firme e bem definido, transmitindo confiança no manuseio. A variação entre a velocidade mínima e a máxima é ampla, o que permite adaptar bem o ritmo conforme o preparo. Nas velocidades mais baixas, o funcionamento é perceptivelmente mais silencioso, algo que faz diferença quando o liquidificador precisa ficar ligado por mais tempo sem atrapalhar o ambiente da cozinha.
A jarra em Tritan, do tipo inquebrável, é um dos pontos fortes do conjunto. Ela é mais leve que uma jarra de vidro e aguenta bem impactos e variações de temperatura, facilitando o uso em diferentes receitas. Em sucos de limão, a vedação se mostrou excelente, com o líquido girando forte dentro da jarra sem qualquer sinal de vazamento. O desenho interno favorece a circulação dos ingredientes, criando um redemoinho consistente.
No teste de corte seco, triturando ingredientes mais duros, o desempenho foi acima do esperado. Os alimentos se movimentaram bem dentro da jarra, com pouca necessidade de intervenção manual, e o resultado final ficou bem uniforme. Esse bom deslocamento interno também apareceu nos testes com líquidos, onde o turbilhonamento foi intenso e constante, mostrando que o conjunto de lâminas trabalha de forma eficiente.
Em massas de bolo, começando pelos líquidos e ingredientes mais macios, o liquidificador levou um tempinho para embalar, mas depois entregou uma mistura homogênea. O motor se manteve estável durante todo o processo, sem aparentar esforço excessivo, mesmo quando a massa ficou mais pesada. Em um teste mais extremo, preparando pasta de amendoim, ele conseguiu cumprir a tarefa, exigindo paciência e uso frequente de espátula, mas mostrando que tem força para ir além do básico.
Alguns detalhes acabam aparecendo com o uso contínuo. As marcações de velocidade são pequenas e dificultam a leitura rápida. Certos pontos fixos do corpo e da base da jarra podem acumular sujeira e dão mais trabalho na limpeza. Também notei desgaste em alguns dentes da lâmina após testes mais agressivos com ingredientes secos, e as ventosas da base seguram bem, mas poderiam ter uma sucção um pouco mais forte.
Foto de Teste Philips Walita RI2242

2. Oster Full 1400

Nosso Veredito
🥈 2º Lugar Custo Benefício 🥈
Ficha Técnica:
| QUESITO | INFORMAÇÃO |
|---|---|
| Volume (Total / Útil) | 3,2 L / 2,0 L |
| Potência | 1400 W |
| Velocidades | 15 |
| Ruído | 95 dB |
Prós:
- Jarra grande facilita sucos, vitaminas e receitas em maior volume
- Tritura gelo e ingredientes duros com força e lâminas resistentes
- Motor potente mantém rotação estável em líquidos e misturas encorpadas
Contras:
- Velocidade mínima alta dificulta preparos mais delicados
- Ruído elevado e necessidade de espátula em massas mais pesadas
Testei o liquidificador Full 1400 da Oster durante um almoço mais movimentado na casa de um cliente, com uma sequência grande de preparos que iam de sucos a massas. Ele ficou praticamente o tempo todo na bancada, sendo usado para receitas em volume maior, o que ajudou bastante a entender como esse modelo se comporta quando a exigência é constância e capacidade.
Comecei pelos sucos, preparando limonada e depois uma mistura de frutas com gelo. A jarra grande facilita muito quando se trabalha com mais de um litro de líquido, evitando ter que repetir o preparo. As lâminas criam um movimento bem forte logo no início, triturando o gelo sem dificuldade e deixando o líquido bem aerado. A abertura superior ampla ajudou a ir ajustando açúcar e água durante o processo, sem precisar desligar o aparelho o tempo todo.
Na sequência, preparei uma vitamina mais encorpada, com banana, aveia e leite. Conforme a mistura ficou mais viscosa, o controle do movimento melhorou e o liquidificador manteve um redemoinho consistente. O motor mostrou que tem potência de sobra para esse tipo de receita, mantendo rotação alta sem dar sinais de queda. A jarra, mesmo cheia, se manteve bem firme no encaixe, sem jogo ou sensação de instabilidade.
No preparo do bolo de cenoura, comecei batendo cenoura crua com ovos e óleo. As lâminas deram conta de quebrar bem os pedaços, mas exigiram atenção no início para garantir que tudo descesse até o fundo. Depois que a mistura ficou mais líquida, o trabalho fluiu melhor. Ao adicionar açúcar e farinha, foi necessário usar a espátula para trazer os ingredientes das laterais, e só depois disso o movimento ficou uniforme e contínuo.
Também fiz um teste triturando gelo puro para observar o comportamento das lâminas. Mesmo com impactos repetidos, elas se mantiveram intactas, sem sinais de desgaste visível. O resultado foi um gelo bem quebrado, com pedaços relativamente homogêneos, algo que costuma ser pedido para drinques e sobremesas geladas. Esse tipo de preparo deixa claro que o conjunto lâmina e motor foi pensado para tarefas mais pesadas.
Outro ponto positivo apareceu na rotina de limpeza após os preparos. A jarra tem cantos acessíveis e não apresenta ângulos vivos por dentro, o que facilita alcançar o fundo mesmo sem base removível. O corpo externo também ajuda, já que não acumula sujeira em excesso, e o seletor pode ser retirado caso caia algum líquido ali, trazendo mais tranquilidade no uso contínuo em cozinha cheia.
Alguns limites aparecem conforme o uso avança. A velocidade mínima é alta, dificultando preparos que pedem mais delicadeza. Em receitas muito líquidas, o movimento intenso pode causar transbordamento se o volume passar de certo ponto, mesmo com a tampa bem posicionada. Massas mais pesadas exigem espátula no começo, o nível de ruído é elevado em comparação com outros modelos, e o cabo de energia curto pede mais cuidado na organização da bancada.
Foto de Teste Oster Full 1400

3. Mondial L-1400

Nosso Veredito
🥉 3º lugar Custo Benefício 🥉
Ficha Técnica:
| QUESITO | INFORMAÇÃO |
|---|---|
| Volume (Total / Útil) | 2,2 L / 1,5 L |
| Potência | 1400 W |
| Velocidades | 12 |
| Ruído | 97 dB |
Prós:
- Jarra de vidro grossa não pega cheiro e facilita higienização
- Tritura gelo e faz sucos, vitaminas e massas leves com boa eficiência
- Lâminas desmontáveis ajudam na limpeza e deixam a mistura homogênea
Contras:
- Jarra pesada cansa ao despejar receitas maiores
- Exige apertar bem a base da lâmina para evitar vazamentos
Testei o liquidificador L-1400 da Mondial durante um almoço mais simples na casa de um cliente, com preparo de sucos, vitaminas, massa de bolo e trituração de gelo. Foi aquele cenário bem comum de cozinha em funcionamento contínuo, em que o liquidificador entra para diferentes tarefas ao longo do preparo e precisa responder bem sem exigir muito cuidado extra.
A primeira coisa que chama atenção é a jarra de vidro. Ela é grossa, bem pesada e passa uma sensação clara de resistência quando colocada sobre a base. Para quem prepara sucos com frutas cítricas ou receitas com alho, cebola ou temperos mais fortes, o vidro ajuda bastante, já que não pega cheiro nem gosto. No preparo de suco de laranja e limonada, a jarra manteve o sabor limpo e facilitou bastante a limpeza logo depois.
O conjunto de seis lâminas desmontáveis funciona bem para esse tipo de receita líquida. Em vitaminas com banana, leite e aveia, o resultado foi homogêneo em pouco tempo, sem deixar pedaços grandes. As lâminas serrilhadas ajudam a quebrar melhor os ingredientes mais firmes, enquanto as lisas contribuem para dar acabamento na mistura. A função pulsar foi útil para ajustar a textura antes de servir.
No teste com gelo, seguindo a orientação de usar um pouco de líquido junto, o liquidificador conseguiu triturar sem dificuldade. O gelo foi quebrado de forma consistente, sem barulhos estranhos ou trancos excessivos, mostrando que o conjunto lâmina e motor aguenta bem esse tipo de preparo. Isso ajuda bastante para quem faz sucos mais gelados ou bebidas batidas com frequência.
Ao preparar uma massa de bolo simples, começando pelos líquidos e depois entrando com açúcar e farinha, o liquidificador deu conta do processo. A mistura ficou bem incorporada após alguns instantes, e a potência ajuda a acelerar o preparo. As marcações da jarra são claras e fáceis de ler, o que ajuda bastante na hora de medir volumes sem precisar de outro recipiente.
A tampa dosadora também se mostrou prática durante os testes. Ela tem marcações bem visíveis e facilita adicionar óleo, leite ou outros líquidos aos poucos, sem precisar desligar o aparelho. A base conta com ventosas que seguram bem na bancada, evitando que o liquidificador fique andando mesmo em velocidades mais altas, algo importante quando se trabalha com jarra de vidro.
Na limpeza, o conjunto desmontável faz diferença. A lâmina, a borracha de vedação e a base podem ser separadas, permitindo higienizar tudo com mais cuidado. A jarra de vidro aceita bem lavagem manual e também pode ir à lava-louças, o que facilita bastante depois de um preparo mais pesado como massa de bolo.
Alguns pontos pedem atenção com o uso contínuo. A jarra de vidro é pesada e pode cansar um pouco ao despejar receitas maiores. No encaixe da base da lâmina, é preciso apertar bem para evitar vazamentos, exigindo mais força na montagem. O limite de volume precisa ser respeitado, porque acima disso pode vazar durante o uso, e o conjunto todo acaba sendo menos prático para quem busca algo mais leve no dia a dia.
Foto de Teste Mondial L-1400

Liquidificadores Tops de Linha
Média de preço dos produtos dessa categoria: A partir de R$ 300.
4. Ninja Standalone

Nosso Veredito
🥇 Melhor Top de Linha 🥇
Ficha Técnica:
| QUESITO | INFORMAÇÃO |
|---|---|
| Volume (Total / Útil) | 2,1 L / 1,5 L |
| Potência | 1200 W |
| Velocidades | 4 |
| Ruído | 97 dB |
Prós:
- Tritura gelo, frutas e ingredientes duros com muita força e constância
- Sistema de lâminas em coluna processa grandes volumes rapidamente
- Aguenta receitas pesadas como drinks congelados e manteiga de amendoim
Contras:
- Incorpora ar demais em smoothies, deixando textura menos lisa
- No Brasil está disponível somente mediante importação
Testei o liquidificador Standalone da Ninja durante um almoço maior na casa de um cliente, com uma sequência de preparos que foi de sucos e smoothies até receitas bem mais pesadas, como drinks congelados e manteiga de amendoim. Foi aquele cenário ideal para colocar um liquidificador top de linha à prova, exigindo força, constância e controle em diferentes tipos de ingredientes e texturas.
Logo nos primeiros preparos, como um suco de tomate com cebola e um fio de azeite, o Ninja mostrou um comportamento bem diferente dos liquidificadores tradicionais. O sistema de lâminas em coluna trabalha o conteúdo em vários níveis da jarra, e isso fica evidente na velocidade com que os ingredientes se quebram. Em poucos minutos, o suco ficou bem processado, com aparência homogênea, sem necessidade de pausas para mexer ou redistribuir o conteúdo.
Nos testes com bebidas congeladas, preparei uma margarita com gelo, limão, tequila e adoçante. O Ninja lidou com o gelo de forma direta, quebrando tudo rapidamente e formando uma bebida bem gelada e consistente. A sensação é de sobra de potência, sem engasgos ou necessidade de começar em velocidade baixa. O resultado final ficou encorpado, com gelo bem triturado, ideal para esse tipo de preparo mais agressivo.
Em smoothies verdes, com banana, gelo, líquidos, folhas, sementes mais duras e pós, o liquidificador mostrou bastante eficiência em triturar ingredientes difíceis. O copo ficou cheio, o motor trabalhou em alta rotação e a mistura ganhou bastante volume, incorporando ar ao preparo. Para quem gosta de smoothies mais aerados e leves, esse comportamento agrada bastante e entrega uma bebida visualmente bonita e bem misturada.
O teste mais pesado veio com a manteiga de amendoim. Coloquei amendoim torrado e deixei o Ninja trabalhar por vários minutos. Mesmo sendo um preparo que exige muito do motor e gera bastante atrito, ele conseguiu evoluir a mistura até chegar em uma pasta espalhável. Não é um preparo comum para todo mundo, mas mostra claramente o nível de força do conjunto motor e lâminas, que aguenta tarefas que muitos liquidificadores domésticos simplesmente não conseguem executar.
A construção do conjunto também passa confiança. A base é firme, o encaixe da jarra trava bem e o sistema de segurança impede o funcionamento se tudo não estiver corretamente posicionado. Isso traz tranquilidade quando se trabalha com receitas quentes ou volumes maiores. A jarra de plástico é robusta, aguenta bem o tranco das lâminas e não transmite sensação de fragilidade, mesmo com preparos mais longos.
Alguns pontos exigem atenção no uso contínuo. O sistema de lâminas empilhadas pode incorporar ar demais em algumas receitas, deixando a textura menos lisa em preparos como smoothies com sementes. No Brasil ele só está disponível mediante importação em algumas lojas específicas, e o nível de ruído é alto quando trabalha em rotações máximas. Também não é um liquidificador indicado para quem busca controle fino de textura mais cremosa, já que o foco dele é força e agressividade no processamento.
Foto de Teste Ninja Standalone

5. Oster New Osterizer

Nosso Veredito
🥈 2º Lugar Top de Linha 🥈
Ficha Técnica:
| QUESITO | INFORMAÇÃO |
|---|---|
| Volume (Total / Útil) | 1,25 L / 0,9 L |
| Potência | 1000 W |
| Velocidades | 4 |
| Ruído | 90 dB |
Prós:
- Motor muito forte entrega resultados rápidos em sucos, massas e gelo
- Jarra de vidro resistente permite bater preparos quentes sem preocupação
- Conjunto de lâminas eficiente cria boa movimentação mesmo com copo pequeno
Contras:
- Jarra com capacidade limitada para receitas maiores
- Ruído alto e ausência da função pulsar
Testei o New Osterizer da Oster durante um almoço mais caprichado na casa de um cliente, com preparo de sucos cítricos, massas de bolo, trituração de gelo e até caldo quente batido direto da panela. É aquele tipo de liquidificador que já fica na bancada pela manhã e segue sendo usado ao longo do preparo inteiro, o que ajuda bastante a entender como ele responde em situações diferentes.
A primeira sensação ao usar é de robustez. O corpo metálico dá um peso bom ao conjunto e transmite aquela ideia de equipamento feito para durar. Ele não passa aparência de produto frágil nem de algo descartável. Mesmo ligado em velocidades mais altas, a base se mantém firme na bancada, sem aquela sensação de que vai sair andando, o que traz mais confiança quando se trabalha com jarra de vidro.
A jarra de vidro é pequena, mas muito bem construída. Aguenta bem variações de temperatura e permite bater preparos quentes sem receio, como sopas e caldos recém-saídos do fogo. Em sucos de limão com casca e água, a mistura ficou bem homogênea em pouco tempo, sem pedaços grandes sobrando. O vidro também ajuda bastante na higiene, não retém cheiro nem gosto de ingredientes mais fortes.
O conjunto de lâminas é um dos pontos mais fortes do modelo. Elas são afiadas e posicionadas de forma a puxar os ingredientes para cima e para baixo ao mesmo tempo. Em massas de bolo simples, mesmo com a jarra menor, consegui bater cerca de meio quilo de massa sem dificuldade. O movimento interno é eficiente e dispensa longas pausas para mexer o conteúdo com espátula.
Na trituração de gelo, o New Osterizer mostrou por que é tão conhecido pela potência. Com uma quantidade razoável de cubos, o gelo foi quebrado rapidamente, formando uma textura uniforme em poucos segundos. Esse mesmo comportamento apareceu em vitaminas mais densas e em whey batido com leite e gelo, que ficaram cremosos muito rápido, exigindo atenção para não passar do ponto.
O seletor de velocidades é simples, com três níveis bem definidos. Mesmo na velocidade mais baixa, o motor já entrega bastante rotação, o que acelera muito os preparos. Em receitas do dia a dia, dá para fazer quase tudo sem precisar ir para a velocidade máxima. Essa combinação de copo pequeno com motor forte favorece quem busca rapidez e resultado consistente.
Alguns pontos exigem adaptação. A jarra tem capacidade limitada e não atende bem receitas maiores, sendo mais indicada para poucas pessoas. O encaixe não tem trava, então é preciso segurar a tampa durante o uso, especialmente com líquidos. O nível de ruído é alto nas velocidades mais fortes, e a falta da função pulsar reduz o controle fino da textura em alguns preparos mais delicados.
Foto de Teste Oster New Osterizer

6. Arno Ultraforce LN95

Nosso Veredito
🥉 3º Lugar Tops de Linha 🥉
Ficha Técnica:
| QUESITO | INFORMAÇÃO |
|---|---|
| Volume (Total / Útil) | 1,75 L / 1,4 L |
| Potência | 1100 W |
| Velocidades | 10 |
| Ruído | 85 dB |
Prós:
- Cozinha e bate automaticamente, entregando sopas e cremes prontos
- Faz sorvetes e receitas geladas com textura cremosa e controlada
- Programas automáticos que controlam potência e auto limpeza
Contras:
- Limpeza completa exige mais etapas por causa da vedação
- Ocupa mais espaço e é mais pesado que um liquidificador comum
Testei o liquidificador LN95 da Arno durante um almoço em casa de cliente com foco em preparos completos, daqueles que vão do começo ao fim sem passar pelo fogão. Ele entrou em cena para fazer sobremesa gelada, caldo quente e ainda dar conta da limpeza depois, tudo no mesmo fluxo de trabalho, o que ajuda muito a entender o propósito desse modelo dentro da cozinha.
O grande diferencial dele aparece logo no primeiro uso: além de bater, ele cozinha. No preparo de um caldo de legumes com batata, moranga e ervas, bastou colocar os ingredientes crus, ajustar a quantidade de água e selecionar o programa de sopa cremosa. O liquidificador cuidou de todo o processo, aquecendo, cozinhando e depois triturando até chegar numa textura bem lisa. O resultado foi um caldo encorpado, quente e uniforme, sem precisar mexer, desligar ou ajustar nada no meio do caminho.
A jarra de vidro passa bastante confiança nesse tipo de preparo. Ela aguenta bem altas temperaturas e também preparos gelados, sem aquela sensação de fragilidade. Em termos de capacidade, atende bem uma família pequena, permitindo fazer porções generosas de sopa ou creme. O vidro também ajuda muito na higiene, não pega cheiro e facilita perceber quando tudo já está bem limpo.
Nos testes com receitas geladas, preparei um sorvete à base de banana congelada, cacau e pasta de amendoim. Usando o programa de gelo, o LN95 conseguiu quebrar as bananas sem transformar tudo em líquido, entregando uma textura cremosa, parecida com frozen. O controle automático de tempo e rotação ajuda bastante nesse tipo de preparo, evitando passar do ponto e perder a consistência desejada.
O conjunto de lâminas trabalha muito bem tanto com ingredientes duros quanto com misturas mais delicadas. A trituração é eficiente e cria uma textura bem homogênea, sem deixar pedaços grandes sobrando. A potência aparece quando necessário, mas de forma controlada, especialmente nos programas automáticos, que ajustam o funcionamento conforme a receita escolhida.
Outro ponto que gostei bastante foi a proposta de auto limpeza. Depois de finalizar o caldo, coloquei água e acionei a função específica. O liquidificador aquece a água e faz a circulação interna, soltando resíduos que ficam grudados após receitas mais pesadas. Ainda exige uma limpeza manual depois, mas reduz bastante o trabalho inicial, principalmente quando se usa alimentos mais viscosos.
Alguns pontos pedem adaptação no uso diário. A limpeza completa, apesar de possível, envolve mais peças e etapas por conta da vedação e do sistema de aquecimento. O tempo de preparo das sopas é mais longo do que no fogão, já que ele cozinha e bate no mesmo ciclo. O conjunto é maior e mais pesado que um liquidificador comum, exigindo espaço fixo na bancada, e o preço naturalmente acompanha o nível de tecnologia embarcada.
Foto de Teste Arno Ultraforce LN95

Liquidificadores Bons e Baratos
Média de preço dos produtos dessa categoria: Até R$ 100.
7. Mondial Turbo Power L-99

Nosso Veredito
🥇 Melhor Bom e Barato 🥇
Ficha Técnica:
| QUESITO | INFORMAÇÃO |
|---|---|
| Volume (Total / Útil) | 2,2 L / 1,6 L |
| Potência | 550 W |
| Velocidades | 4 |
| Ruído | 93 dB |
Prós:
- Copo grande permite preparar sucos e vitaminas em boa quantidade
- Tritura frutas, gelo e folhas com resultado homogêneo
- Base firme e encaixe simples facilitam o uso no preparo
Contras:
- Potência limitada para receitas mais pesadas
- Copo plástico exige cuidado extra e ruído é alto na velocidade máxima
Usei o liquidificador Turbo Power L-99 da Mondial durante um almoço simples na casa de um cliente, com preparo de suco de abacaxi com hortelã, gelo e depois uma vitamina mais encorpada para acompanhar a sobremesa. É aquele tipo de situação em que o liquidificador precisa resolver rápido, sem frescura, e foi exatamente assim que ele entrou na rotina da cozinha.
Logo no manuseio inicial, o copo chama atenção pelo tamanho. São 2,2 litros de capacidade total, com indicação clara de uso até cerca de 1,6 litro, o que ajuda bastante a não exagerar no volume e evita surpresas durante o preparo. Para sucos maiores, isso facilita muito, porque dá para bater tudo de uma vez. O material do copo é plástico, mas passa uma sensação boa de espessura e resistência, além de ter aparência que lembra vidro à primeira vista.
No preparo do suco de abacaxi com hortelã, coloquei os pedaços de fruta sem picar demais, bastante folha de hortelã, gelo e um pouco de água. Mesmo forçando um pouco a receita, o liquidificador conseguiu triturar tudo com rapidez. A mistura ficou homogênea, com espuma leve e textura agradável. O cheiro da hortelã se espalhou rápido, mostrando que as lâminas realmente trabalham bem o conteúdo dentro do copo.
O conjunto de lâminas em aço inox dá conta do recado dentro da proposta do produto. Elas trituram bem frutas, gelo e folhas, criando uma boa circulação interna. A função pulsar ajuda bastante nesses momentos, tanto para quebrar pedaços maiores quanto para dar o ajuste final na mistura antes de servir. Também é útil para soltar resíduos grudados no fundo durante a limpeza.
Outro ponto positivo é a estabilidade do conjunto durante o funcionamento. A base conta com pés antiderrapantes que seguram bem o liquidificador na bancada, mesmo quando a jarra está mais cheia e a velocidade é aumentada. Durante os testes, ele não saiu do lugar nem transmitiu sensação de insegurança, algo importante principalmente quando se trabalha com gelo e volumes maiores.
O encaixe do copo na base é direto, sem necessidade de rosquear. Basta posicionar e pronto. Isso deixa o uso mais rápido, especialmente quando o liquidificador entra várias vezes em ação durante a refeição. Esse sistema simples facilita o manuseio e evita desgaste excessivo nas peças com o passar do tempo.
Alguns pontos merecem atenção com o uso contínuo. A potência de 550W atende bem receitas simples, mas não é indicada para preparos muito pesados. O copo, por ser plástico, exige mais cuidado em quedas. O cabo é curto, o que pode limitar um pouco a posição na bancada, e o nível de ruído aumenta bastante na velocidade máxima, algo comum nessa faixa de produto.
Foto de Teste Mondial Turbo Power L-99

Como Escolher um Liquidificador
Potência e desempenho no uso real
Quando falo de potência de liquidificador, eu sempre penso no que a pessoa realmente vai bater no dia a dia. Em casa comum, a maioria quer fazer vitamina, molho, massa leve de bolo, sopa e às vezes triturar gelo. Para isso, potência suficiente é aquela que trabalha sem engasgar e sem cheiro de motor quente. Não adianta escolher um modelo fraco que sofre com banana congelada nem um exagerado que ocupa espaço e pesa no bolso.
Na prática, desempenho não vem só do motor, vem do conjunto inteiro. Um motor equilibrado, bem ventilado e com acoplamento firme entrega mais resultado do que um motor só potente no papel. Eu já vi muito liquidificador forte que perde força porque vibra demais ou esquenta rápido. O ideal é observar se o aparelho mantém velocidade estável, não pula na bancada e aguenta receitas mais densas sem pedir descanso constante.
Copo ideal para cada rotina
O copo é uma das partes mais ignoradas na escolha e uma das que mais causam arrependimento depois. Copos de plástico são leves, não quebram fácil e funcionam bem para quem usa todo dia e lava com pressa. O problema é que alguns riscam rápido, pegam cheiro e mancham com alimentos mais fortes. Já atendi muitas cozinhas onde o copo estava funcional, mas visualmente cansado.
Copos de vidro são mais pesados e passam sensação de robustez, além de não absorverem cheiro nem cor. Em contrapartida, exigem mais cuidado no manuseio e podem quebrar com impacto. Existe também o copo de inox, mais raro, ótimo para quem quer durabilidade e não se importa em não ver o conteúdo. O melhor copo é aquele que combina com seu ritmo, seu espaço e sua paciência na limpeza.
Lâminas e eficiência de corte
As lâminas fazem toda a diferença no resultado final. Um liquidificador com lâminas mal desenhadas bate, mas não tritura de verdade. Eu sempre observo se as lâminas têm inclinação variada e boa espessura, porque isso ajuda a puxar o alimento para baixo e evita que tudo fique rodando sem cortar. Lâmina fina demais perde fio rápido e não encara ingredientes mais duros.
Outro ponto importante é o material. Aço de boa qualidade mantém o corte por mais tempo e resiste melhor à oxidação. Também vale notar se o conjunto de lâminas é removível, pois isso facilita muito a limpeza e a manutenção. Na rotina real, quanto mais fácil for limpar sem medo de corte, mais prazer a pessoa tem em usar o liquidificador com frequência.
Velocidades e controles que ajudam
Mais importante do que ter muitas velocidades é ter controles que façam sentido. Na prática, poucas opções bem ajustadas resolvem quase tudo. Uma velocidade mais baixa ajuda a começar receitas densas sem espirrar, enquanto uma mais alta finaliza com textura lisa. A função pulsar, quando bem calibrada, é ótima para triturar gelo ou dar aquele último ajuste sem exagerar.
Eu sempre recomendo prestar atenção no botão e na resposta do aparelho. Botões muito duros cansam, botões moles passam insegurança. Controle giratório costuma ser intuitivo, enquanto botões individuais podem facilitar para quem não quer pensar muito. O importante é sentir que o liquidificador responde rápido ao comando, sem atraso, sem tranco e sem sustos durante o uso.
Ruído, estabilidade e conforto
Barulho é uma reclamação constante nas casas que visito. Liquidificador barulhento incomoda, especialmente em apartamento ou quando alguém ainda está dormindo. Nenhum liquidificador é silencioso, mas alguns são mais equilibrados e transmitem menos vibração para a bancada. Base antiderrapante ajuda muito e evita que o aparelho ande enquanto trabalha.
O encaixe do copo na base também influencia no conforto. Quando o copo entra firme, sem folga, o funcionamento fica mais estável e o ruído diminui. Tampa bem vedada evita respingos e sujeira ao redor. Tudo isso parece detalhe, mas no uso diário faz diferença enorme. Um liquidificador confortável é aquele que você usa sem tensão e sem precisar segurar com força.
Limpeza, manutenção e durabilidade
Na vida real, ninguém quer perder tempo desmontando mil peças para lavar. Um bom liquidificador precisa ser simples de limpar, com poucas frestas e acesso fácil às lâminas. Copos que podem ir direto para a água sem medo facilitam muito. Eu sempre digo que, se a limpeza é chata, o aparelho acaba ficando parado no armário.
Durabilidade vem de materiais bem escolhidos e montagem correta. Base firme, eixo resistente e peças que não folgam com pouco tempo de uso são sinais positivos. Também vale pensar na reposição de peças, como copo e lâminas, porque acidentes acontecem. Um liquidificador bem escolhido acompanha a rotina por anos e vira aliado, não dor de cabeça, na cozinha do dia a dia.

Olá! Muito prazer, sou o Rafa Macedo, fundador do blog Mapa da Cozinha!
Aqui minha missão vai ser sempre te mostrar o mapa da cozinha, ou seja, nós vamos revelar todos os segredos desse lugarzinho preferido da casa que tanto amamos!
E quem sou eu? Tenho grande experiência quando o assunto é cozinha, já tendo trabalhado em vários restaurantes Brasil afora. Hoje trabalho como chef e cozinheiro particular, trabalho diretamente na cozinha de meus clientes, e isso me fez conhecer diversos produtos alimentícios, ingredientes, e também dezenas de modelos de eletrodomésticos e eletroportáteis! Nesse Blog vou compartilhar tudo com vocês! Minha missão é fazer com que vocês façam escolhas mais racionais e ponderadas ao escolher seu produto para a cozinha!
Vai ser um grande prazer!









