A coifa de ilha se tornou importante nas cozinhas abertas e integradas à sala, já que é ela que segura a fumaça, a gordura e o cheiro da comida antes que se espalhem pela casa. Mas, por ficar suspensa no meio do ambiente, a escolha envolve detalhes como altura do teto, potência de sucção e barulho, e muita gente fica em dúvida sobre qual modelo comprar.
Se você está com essa dúvida, o Mapa da Cozinha vai te mostrar a direção!
Selecionamos a melhor coifa de ilha da atualidade em 3 categorias diferentes, a partir de 7 modelos testados: custo benefício, top de linha e bom e barato. As opções custo benefício atendem bem à maioria das cozinhas. As top de linha são para quem é mais exigente e topa investir mais em potência, tecnologia e acabamento. Já a boa e barata é para quem quer gastar pouco ou usa o fogão com menos frequência, sem abrir mão de uma coifa que funcione direito.
Vamos aos nossos escolhidos!
Metodologia de Análise
Meu nome é Rafael Macedo, muito prazer! Sou cozinheiro, já trabalhei em diversos restaurantes e hoje trabalho como chef particular para diversos clientes nas regiões Sul e Sudeste. Durante minha trajetória profissional experimentei uma infinidade de produtos alimentícios e operei dezenas de modelos de eletrodomésticos e eletroportáteis, e por isso vou te ajudar a tomar uma decisão de compra mais racional e assertiva nessa análise!
Com base nessa minha experiência, elegi e irei trazer minhas percepções pessoais de teste sobre as 7 melhores coifas de ilha em 3 categorias distintas, com versões de diferentes preços e características!
Dividimos os produtos nas seguintes categorias:
- Custo Benefício: Versões que custam entre R$ 1200 e R$ 2200 em média
- Top de Linha: Versões que custam a partir de R$ 2200 em média
- Bons e Baratos: Versões que custam até R$ 1200 em média
A Melhor Coifa de Ilha por Categoria
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Coifas de Ilha com Melhor Custo Benefício
Média de preço dos produtos dessa categoria: De R$ 1200 a R$ 2200.
1. Gallant Milano

Nosso Veredito
🥇 Melhor Custo Benefício 🥇
Ficha Técnica:
| QUESITO | INFORMAÇÃO |
|---|---|
| Vazão (m³/h) | ~1.050 |
| Painel/Controles | Touch (1 lado) |
| Nível de ruído (dB) | ≤66 |
| Dimensões A x L x P (cm) | 59 x 89,5 x 60 |
Prós:
- Sucção eficiente pelas três grades, incluindo as laterais
- Painel touchscreen com desligamento automático de 5 minutos
- Acompanha duto flexível de 1,5 m e filtro de carvão
Contras:
- Velocidade 3 um pouco mais barulhenta que as demais
- Inox mais sensível a marcas, pede limpeza frequente
A coifa de ilha com melhor custo benefício é a Gallant Milano, porque reúne recursos que atendem bem a maioria das cozinhas integradas. Ela puxa o ar pelas três grades de filtro, roda silenciosa nas velocidades do dia a dia e tem painel touchscreen com desligamento automático. Além disso, já vem com duto flexível e filtro de carvão.
Testei a Milano num jantar de aniversário para doze convidados na casa de uma cliente. Lá a cozinha é integrada à sala, e o cooktop de cinco bocas fica numa ilha central. A primeira coisa que reparei foi o painel touchscreen na faixa frontal. Ele é uma novidade da versão mais recente do modelo e deixa os comandos mais discretos e fáceis de limpar.
A vazão de 1.050 m³/h no modo exaustor rende bem na prática, porque a coifa puxa o ar pelas três grades de filtro ao mesmo tempo, incluindo as laterais. Assim, ela captou também o vapor das panelas que estavam nas bocas das pontas, e não só o que subia bem no centro. Numa coifa de ilha, que fica exposta por todos os lados, esse detalhe faz diferença.
Durante quase todo o jantar, deixei a coifa na velocidade 1, e ela deu conta tranquilamente de um risoto e duas panelas de molho ao mesmo tempo. Quando passei para a velocidade 2, o ruído continuou bem baixo, a ponto de os convidados conversarem na sala sem perceber que ela estava ligada.
O corpo em aço inox tem um acabamento caprichado, com as chapas bem encaixadas. A faixa frontal preta deixa o visual mais moderno e combina com cozinhas abertas. Com quase 23 kg, ela passa uma sensação de robustez. Também achei bacana que o duto flexível de 1,5 m e o filtro de carvão já venham com o produto, o que permite usar a coifa como exaustor ou depurador sem gastar com itens extras.
No fim do serviço, usei bastante o desligamento automático de 5 minutos. Acionei a função enquanto levava as travessas à mesa, e a coifa continuou puxando o cheiro que ainda restava antes de desligar sozinha. A iluminação, com quatro lâmpadas LED de 1,5 W, deixa o cooktop bem claro, o que me ajudou a conferir o ponto da redução de vinho.
Depois de usar a Milano em vários serviços, alguns pontos me chamaram a atenção. A velocidade 3 é mais barulhenta que as outras, e acabei usando pouco, já que a 1 e a 2 resolveram quase tudo. O inox também marca com facilidade, e qualquer respingo ou toque de dedo aparece, o que pede uma limpeza mais frequente.
Foto de Teste Gallant Milano

2. Oster OCFA590

Nosso Veredito
🥈 2º Lugar Custo Benefício 🥈
Ficha Técnica:
| QUESITO | INFORMAÇÃO |
|---|---|
| Vazão (m³/h) | 1.400 |
| Painel/Controles | Touch (2 lados) |
| Nível de ruído (dB) | 77 |
| Dimensões A x L x P (cm) | 62,5-111 x 90 x 50 |
Prós:
- Painel touch duplo permite comandar dos dois lados
- Vazão de 1.400 m³/h no modo exaustor
- Interior em inox, grades e filtros fáceis de remover
Contras:
- Chapas laterais mais finas, exigem cuidado no manuseio
- Grades amassam com facilidade e podem desalinhar
Usei a Oster OCFA590 num workshop de culinária para a equipe de uma empresa, montado numa cozinha-estúdio com um cooktop de seis bocas na ilha central. Logo no início chamou minha atenção o duplo painel touch, com comandos nos dois lados da coifa. Dá para ligar, trocar a velocidade e acender a luz de qualquer lado da ilha.
Na prática, isso fez muita diferença, porque eu tinha participantes cozinhando dos dois lados ao mesmo tempo. Ninguém precisava dar a volta na bancada para mexer na coifa, cada um ajustava do seu lado. Os painéis ficam sob vidro temperado e respondem bem ao toque, e o do lado direito ainda mostra um relógio digital, que acabou servindo para controlar os tempos das receitas.
A coifa tem acabamento externo em inox polido e um visual bem alinhado. Mas o detalhe que mais me agradou apareceu quando tirei as grades: a parte de dentro também é em inox, e não em plástico como em vários modelos dessa faixa. Isso dá mais confiança para limpar a gordura acumulada sem medo de manchar ou ressecar o material com o tempo.
A limpeza, aliás, é bem prática. As três grades de alumínio são laváveis e saem com um só aperto, e dá para recolocá-las com uma mão só. O filtro de carvão fica logo acima e sai com um simples giro, sem precisar de ferramenta, o que facilita a manutenção no dia a dia.
Na hora de selar cortes de fraldinha na chapa e fritar bolinhos de bacalhau, a fumaça subia rápida e direta para dentro da coifa. São 1.400 m³/h no modo exaustor, e com seis bocas em uso o ambiente não ficou carregado, nem com cheiro de fritura no fim do workshop. Já no modo depurador a vazão cai para 500 m³/h, então ela rende mais quando tem saída de ar para fora.
Depois de algumas semanas usando a OCFA590, notei pontos que podem não agradar. As chapas laterais são mais finas e maleáveis que a média, então pedem cuidado no manuseio. As grades também amassam com mais facilidade e, às vezes, não ficam perfeitamente alinhadas. Além disso, ficam dois furos de fixação aparentes na estrutura, sem um arremate de borracha.
Foto de Teste Oster OCFA590

3. EOS ECO90ITD

Nosso Veredito
🥉 3º lugar Custo Benefício 🥉
Ficha Técnica:
| QUESITO | INFORMAÇÃO |
|---|---|
| Vazão (m³/h) | 750 |
| Painel/Controles | Digital touch (1 lado) |
| Nível de ruído (dB) | 72 |
| Dimensões A x L x P (cm) | 120 x 89,5 x 60 |
Prós:
- Iluminação LED forte, serve como luz de trabalho
- Filtros de cinco camadas vão direto na lava-louças
- Acabamento em inox resistente após um ano de uso
Contras:
- Velocidade 1 um pouco fraca com várias bocas acesas
- Ruído mais perceptível que a média nas velocidades altas
Há cerca de um ano cozinho 1x por mês no apartamento de um casal de clientes, e a cozinha deles tem uma EOS ECO90ITD sobre a ilha. Esse tempo me deu uma boa noção de como ela se comporta no dia a dia. As quatro lâmpadas LED iluminam a bancada com tanta clareza que, à noite, costumo cozinhar sem acender as outras luzes da cozinha.
A estrutura é toda em inox, com uma frente em vidro preto espelhado que combina bem com cooktops e eletros pretos. Os comandos são digitais touch e respondem sem falhar. Depois de um ano de uso frequente, o acabamento segue conservado, sem marcas de desgaste no painel ou na estrutura, e isso mostra uma boa qualidade de material para uma marca de preço mais acessível.
O sistema de filtragem é um ponto forte. São três filtros de alumínio de cinco camadas, e as grades saem com um clique para frente e vão direto para a lava-louças, o que poupa um trabalho chato. Nas laterais ficam dois filtros de carvão ativado, que se trocam com um simples rosqueio a cada seis meses ou um ano, dependendo do uso.
Como o apartamento fica num prédio, qualquer fritura logo se espalha pelos andares, e foi aí que o motor de 220 W mostrou serviço. Fritando pastéis e selando carne de panela, a fumaça foi toda captada pela coifa. Meu costume é ligar na velocidade 1 uns cinco minutos antes e deixar na 3 por mais cinco minutos depois, para ela tratar o ar do ambiente todo.
Depois de tanto tempo usando a ECO90ITD, alguns pontos me chamaram a atenção. A velocidade 1 é um pouco fraca quando tem mais de uma boca acesa, então para o preparo de verdade é preciso subir para a 2 ou a 3. Nessas velocidades, o ruído fica mais perceptível que a média, o que pode incomodar quem tem a cozinha integrada à sala.
Foto de Teste EOS ECO90ITD

Coifas de Ilha Tops de Linha
Média de preço dos produtos dessa categoria: A partir de R$ 2200.
4. Electrolux CE9IF

Nosso Veredito
🥇 Melhor Coifa de Ilha 🥇
Ficha Técnica:
| QUESITO | INFORMAÇÃO |
|---|---|
| Vazão (m³/h) | 800 |
| Painel/Controles | Full Touch (1 lado) |
| Nível de ruído (dB) | 72,3 |
| Dimensões A x L x P (cm) | 55-105 x 89,8 x 60,4 |
Prós:
- Conexão Hob2Hood liga a coifa junto com o cooktop
- Iluminação com três tonalidades de cor ajustáveis
- Construção premium em inox escovado e vidro temperado
Contras:
- Grades de alumínio sensíveis, pedem limpeza de molho
- Modelo mais caro que a média da categoria
Depois de me deparar com diversos modelos avançados, acredito que a melhor coifa de ilha é a Electrolux CE9IF, já que ela possui os melhor desempenho e qualidade de construção entre os modelos dessa lista. Ela tem conexão Hob2Hood com o cooktop de indução, iluminação em três tonalidades e construção premium em inox escovado com vidro temperado. A sucção é forte já na velocidade mínima.
Usei a CE9IF num jantar harmonizado para oito pessoas, numa casa de condomínio onde a ilha tem um cooktop de indução da mesma marca. O recurso que mais se destaca é a conexão Hob2Hood. Bastou ligar a primeira zona do cooktop para a coifa acender e começar a puxar o ar sozinha, e ela foi ajustando a sucção conforme eu acionava mais zonas.
A construção está num nível acima dos outros modelos que testei. O corpo é de inox escovado bem trabalhado, sem nenhuma imperfeição nas dobras, e a frente leva um vidro temperado onde ficam os comandos touch. Com mais de 24 kg, ela passa uma sensação de solidez que combina com a proposta de um produto premium.
A iluminação tem três tonalidades de cor, e isso fez diferença na prática. Usei a luz mais fria para conferir o ponto do magret e o tom do caramelo, e a mais quente durante o serviço, deixando o ambiente mais aconchegante para os convidados. O filtro de carvão também é bem carregado, e um indicador avisa quando ele precisa ser trocado.
A sucção impressiona já na velocidade mínima. Quando aproximei um pedaço de papel toalha da parte de baixo da coifa, ele ficou grudado nas grades, sem cair. Selando o magret e flambando as bananas da sobremesa, a fumaça e o vapor do conhaque subiam direto para a coifa, e a sala não ficou com cheiro de gordura no fim do jantar.
Depois de manusear a CE9IF com mais atenção, notei alguns pontos que podem não agradar. As grades de alumínio amassam com facilidade, então o ideal é deixá-las de molho com detergente em vez de esfregar com bucha. Além disso, ela é mais cara que a média das coifas de ilha, e o Hob2Hood só funciona com cooktops compatíveis da Electrolux.
Foto de Teste Electrolux CE9IF

5. Suggar TP3522IX

Nosso Veredito
🥈 2º Lugar Top de Linha 🥈
Ficha Técnica:
| QUESITO | INFORMAÇÃO |
|---|---|
| Vazão (m³/h) | 1.100 |
| Painel/Controles | Touch (1 lado) |
| Nível de ruído (dB) | 65 |
| Dimensões A x L x P (cm) | 8 x 35 x 35 |
Prós:
- Design cilíndrico compacto, com apenas 35 cm de diâmetro
- Motor de 432 W com vazão de 1.100 m³/h
- Boa captação de fumaça mesmo no modo depurador
Contras:
- Som do motor mais presente em cozinhas integradas
- Altura mínima maior, mais indicada para pé-direito alto
Testei a Suggar Quartzo TP3522IX numa confraternização para vinte pessoas, servida num espaço gourmet de cobertura com um cooktop de quatro bocas na ilha. O que mais chama a atenção nela é o formato cilíndrico de apenas 35 cm de diâmetro. Ela foge completamente do visual de coifa tradicional e funciona quase como uma luminária pendente sobre a bancada.
O corpo é uma peça única em inox polido, sem quinas aparentes, e mesmo de perto o acabamento passa a sensação de produto premium. Os comandos ficam na parte de baixo, em botões de pressão firmes, e uma luz indica a velocidade escolhida. A iluminação LED fica concentrada logo acima das panelas.
Mesmo sendo tão compacta, ela carrega um motor de 432 W, o mais forte entre os modelos que testei. Com isso, chega a 1.100 m³/h de vazão, e essa força toda fica concentrada num diâmetro pequeno, então o ar é puxado de forma bem direta de cima do cooktop. As três velocidades permitem ajustar a sucção conforme o preparo, e as telas de alumínio saem para lavar sem complicação.
Nesse espaço gourmet não havia saída de ar para fora, então usei a coifa no modo depurador, com o filtro de carvão ativado. Mesmo assim, fritando pastéis e selando picanha na chapa para os convidados, a fumaça subia direto para a coifa, e o cheiro de gordura não tomou conta do ambiente, que era aberto para a área da piscina.
Depois de alguns eventos usando a Quartzo, notei pontos que podem não agradar. Nas velocidades mais altas, o ruído é maior que a média, o que pode incomodar quem tem a cozinha integrada à sala. Além disso, a altura mínima de 95 cm faz com que ela seja mais indicada para ambientes com pé-direito mais alto.
Foto de Teste Suggar TP3522IX

6. Franke Linea Touch

Nosso Veredito
🥉 3º Lugar Tops de Linha 🥉
Ficha Técnica:
| QUESITO | INFORMAÇÃO |
|---|---|
| Vazão (m³/h) | 600 |
| Painel/Controles | Touch (2 lados) |
| Nível de ruído (dB) | 52 |
| Dimensões A x L x P (cm) | 65-120 x 89,5 x 60 |
Prós:
- Filtros em aço inox rígidos e laváveis na lava-louças
- Desligamento programável de 1 a 9 minutos
- Velocidade 1 muito silenciosa, com apenas 52 dB
Contras:
- Velocidade intensiva mais audível que as demais
- Duto flexível vendido à parte, diferente de concorrentes
Usei a Franke Linea Touch num jantar de degustação para a diretoria de uma empresa, preparado na cozinha de eventos do próprio escritório, que tem um cooktop de seis bocas numa ilha. O primeiro detalhe que me chamou a atenção foram os filtros em aço inox. Eles são mais rígidos que as grades de alumínio comuns, não deformam no manuseio e podem ir à lava-louças sem perder a forma.
O acabamento combina inox com vidro temperado preto e transmite o padrão de uma marca com tradição em cozinhas profissionais. A coifa pesa 24 kg, e as junções são precisas, sem folgas ou rebarbas aparentes. O painel touch tem LED branco e fica nos dois lados da coifa, o que facilitou bastante a vida da equipe que trabalhava em volta da ilha.
O recurso que mais usei foi o desligamento programável, que vai de 1 a 9 minutos. Basta segurar o botão por três segundos, escolher o tempo e a coifa desliga sozinha no fim. Ao contrário dos modelos com tempo fixo, eu ajustava conforme o prato: deixava em 3 minutos depois de um cozimento leve e em 9 depois de uma fritura.
A captação da fumaça me surpreendeu justamente pelo silêncio. Na velocidade 1, com apenas 52 dB, ela deu conta do risoto de cogumelos e do molho de vinho sem atrapalhar a apresentação dos pratos, que acontecia ali do lado. Só precisei da velocidade intensiva para selar o filé-mignon, e mesmo assim a fumaça subiu direto para a coifa, sem chegar ao salão.
Depois de usar a Linea Touch com mais calma, tenho algumas ressalvas a fazer. A velocidade intensiva chega a 65 dB e fica bem mais audível que as outras, mas é preciso recorrer a ela poucas vezes. Além disso, o duto flexível não vem com a coifa, ao contrário de outros modelos que testei, e a parte de cima da chaminé pede limpeza regular para o inox não perder o brilho com o tempo.
Foto de Teste Franke Linea Touch

Coifas de Ilha Boas e Baratas
Média de preço dos produtos dessa categoria: Até R$ 1200.
7. EOS ECO90IV

Nosso Veredito
🥇 Melhor Boa e Barata 🥇
Ficha Técnica:
| QUESITO | INFORMAÇÃO |
|---|---|
| Vazão (m³/h) | 750 |
| Painel/Controles | Mecânico (frontal) |
| Nível de ruído (dB) | ~55 |
| Dimensões A x L x P (cm) | 120 x 89,5 x 60 |
Prós:
- Vidro curvo dá visual elaborado para modelo de entrada
- Botões físicos simples, fáceis para qualquer pessoa usar
- Filtro de carvão trocado sem ferramentas, só com travinhas
Contras:
- Comandos básicos, sem timer ou desligamento automático
- Vidro marca com facilidade e exige cuidado no manuseio
Testei a EOS ECO90IV na cozinha de apoio de um buffet de festas infantis, onde o fogão de seis bocas fica numa ilha e fica ligado a tarde inteira. Ela é uma coifa de entrada, sem recursos sofisticados, mas o vidro curvo na base dá a ela um visual mais elaborado do que se espera de um modelo dessa faixa de preço.
O corpo é em inox, e o vidro fica bem assentado no suporte em formato de U, sem folgas nem partes soltas. A chaminé regulável se ajusta à altura do teto e cobre a tubulação de forma limpa. Não é uma construção pesada como a dos modelos premium, mas para o dia a dia ela se mostrou firme e bem acabada.
Os comandos são botões físicos simples: liga e desliga, lâmpada e três velocidades. Não tem painel touch nem timer. Por outro lado, a equipe da cozinha, que muda bastante de um evento para outro, aprendeu a usar na hora, sem precisar de explicação. As lâmpadas LED embutidas iluminam bem a área do fogão.
A manutenção é bem descomplicada. Os filtros metálicos saem para lavar sem esforço, e o filtro de carvão ativado se troca soltando apenas umas travinhas, sem nenhuma ferramenta. Num buffet, onde a limpeza precisa ser rápida entre uma festa e outra, isso ajudou bastante.
Fritando coxinhas e bolinhas de queijo em sequência, a coifa trabalhou o tempo todo na velocidade 3, que é bem forte. Com 750 m³/h de vazão, ela segurou a maior parte da fumaça e do cheiro de óleo, e o salão de festas, logo ao lado, não ficou com aquele odor de fritura. Não é a coifa mais potente que testei, mas deu conta do volume.
Depois de algumas semanas usando a ECO90IV, notei pontos que podem não agradar. Os comandos são mais básicos, sem timer nem desligamento automático, então é preciso lembrar de desligar a coifa no fim do preparo. O vidro curvo também marca com facilidade e pede uma limpeza mais frequente, além de cuidado no manuseio.
Foto de Teste EOS ECO90IV

Como Escolher uma Coifa de Ilha
Largura e formato certos
O primeiro passo para escolher uma coifa de ilha é comparar a largura com o fogão. O ideal é que ela seja igual ou um pouco maior que a área de cocção, porque a fumaça não sobe reta: ela se espalha para os lados antes de chegar à coifa. Para cooktops de cinco ou seis bocas, os modelos de 90 cm são o padrão mais seguro.
Numa ilha, isso pesa ainda mais, porque a coifa fica exposta por todos os lados, sem uma parede para ajudar a direcionar o ar. Qualquer corrente vinda de uma janela ou de uma porta pode desviar a fumaça. Uma coifa com sobra de alguns centímetros em relação ao cooktop dá mais margem para captar o vapor das panelas das bocas da ponta.
O formato também conta. As retangulares cobrem melhor cooktops largos e costumam ter três grades de filtro distribuídas ao longo da base. As redondas e cilíndricas chamam mais atenção no visual, mas têm diâmetro menor, então funcionam melhor com cooktops de quatro bocas ou quando o design é prioridade no projeto da cozinha.
Vazão na medida
A vazão, informada em metros cúbicos por hora (m³/h), mostra quanto ar a coifa consegue puxar. Uma conta simples ajuda: multiplique o volume da cozinha por 10. Uma cozinha integrada de 4 m por 5 m, com pé-direito de 2,7 m, tem 54 m³, então pede uma coifa de pelo menos 540 m³/h. Se a cozinha se abre para a sala, inclua a área da sala na conta.
Vale ficar atento ao número que aparece na caixa. Muitos fabricantes informam a vazão no modo exaustor, e no modo depurador esse valor cai bastante, às vezes para menos da metade. Alguns ainda informam a chamada vazão livre, medida sem duto e sem filtro, que fica acima do que a coifa entrega depois de instalada.
As três velocidades são o padrão do mercado, e cada uma tem sua função. A primeira resolve cozimentos leves, como arroz e molhos. A segunda dá conta da maior parte das refeições. A terceira, ou a velocidade intensiva, fica para frituras, grelhados e preparos com várias bocas acesas ao mesmo tempo, que geram mais fumaça e gordura no ar.
Altura e pé-direito
A coifa de ilha precisa ficar a uma distância certa do cooktop para funcionar bem. Na maioria dos casos, os fabricantes indicam algo entre 65 e 80 cm da bancada até a base da coifa. Abaixo disso, ela atrapalha a visão e o manuseio das panelas. Acima, perde força para captar a fumaça antes que ela se espalhe.
O ponto que muita gente só descobre depois é a altura mínima da chaminé. Cada modelo tem uma medida mínima total, e em apartamentos com pé-direito baixo ou com forro rebaixado a coifa pode acabar ficando baixa demais. Por isso, meça a distância entre a bancada e o teto antes de comprar e compare com a altura mínima informada na ficha técnica.
Também vale olhar a faixa de regulagem da chaminé. Os modelos com chaminé telescópica se adaptam a pés-direitos diferentes sem complicação. Outro cuidado é o peso: coifas de ilha podem passar de 20 kg, e o teto precisa aguentar essa carga com segurança. Esse é um ponto para conversar com quem vai fazer a montagem.
Ruído e comandos
O barulho é uma das maiores queixas de quem tem coifa em cozinha integrada. O ruído é medido em decibéis (dB), e como referência, uma conversa normal fica por volta de 55 a 60 dB. Modelos que trabalham nessa faixa nas velocidades mais baixas deixam conversar e assistir TV sem incômodo, enquanto valores acima de 65 dB já ficam bem perceptíveis.
Na prática, quase todas as coifas fazem mais barulho na velocidade máxima, e isso é normal, já que o motor trabalha mais forte. O que vale observar é como ela se comporta na velocidade do dia a dia. Uma coifa que resolve a maior parte dos preparos na primeira ou na segunda velocidade acaba sendo bem mais silenciosa no uso real.
Os comandos também mudam a experiência. Os botões físicos são simples e duráveis, enquanto o painel touch é mais fácil de limpar. Recursos como desligamento automático programável, painel dos dois lados da ilha e conexão automática com o cooktop deixam o uso mais prático, mas aparecem nos modelos mais caros. Vale pensar quais desses recursos você realmente vai usar.
Filtros e manutenção
Os filtros de gordura ficam na base da coifa e seguram as partículas de óleo que sobem das panelas. Os mais comuns são de alumínio em várias camadas, leves e baratos de repor, mas que amassam com mais facilidade. Os de aço inox são mais rígidos e duráveis, e costumam aparecer nos modelos de categoria mais alta.
A limpeza desses filtros deve ser frequente, mais ou menos a cada mês, dependendo de quanto você cozinha. Confira no manual se eles podem ir à lava-louças, o que facilita muito a rotina. Quando não podem, o melhor é deixá-los de molho em água morna com detergente, sem esfregar com força, para não deformar as grades.
Por fim, observe o acabamento externo. O inox polido e o vidro dão um visual bonito, mas marcam com respingos e dedos, então pedem limpeza com pano macio e produto neutro. Alguns modelos ainda avisam quando o filtro de carvão está saturado, o que ajuda a lembrar da troca. Pensar na manutenção antes da compra evita surpresas depois.










