A máquina de gelo virou uma aliada de quem gosta de receber amigos, faz festas em casa ou simplesmente cansou de depender das forminhas do freezer. Ela entrega gelo pronto em poucos minutos, sem ocupar espaço na geladeira. Mas como os modelos variam muito em capacidade de produção, tamanho do reservatório e formato do gelo, muita gente fica em dúvida na hora de escolher o mais adequado.
Se você está com essa dúvida, o Mapa da Cozinha vai te mostrar a direção!
Escolhemos a melhor máquina de gelo da atualidade em 3 categorias, depois de testar 7 modelos: custo benefício, top de linha e bom e barato. Assim, você encontra desde a opção mais equilibrada, que atende bem a maioria das pessoas, até modelos mais avançados para quem exige alta produção e acabamento caprichado, além de uma alternativa simples e de boa qualidade para quem quer gastar pouco ou vai usar só de vez em quando.
Vamos às nossas escolhidas!
Metodologia de Análise
Meu nome é Rafael Macedo, muito prazer! Sou cozinheiro, já trabalhei em diversos restaurantes e hoje trabalho como chef particular para diversos clientes nas regiões Sul e Sudeste. Durante minha trajetória profissional experimentei uma infinidade de produtos alimentícios e operei dezenas de modelos de eletrodomésticos e eletroportáteis, e por isso vou te ajudar a tomar uma decisão de compra mais racional e assertiva nessa análise!
Com base nessa minha experiência, elegi e irei trazer minhas percepções pessoais de teste sobre as 7 melhores máquinas de gelo em 3 categorias distintas, com versões de diferentes preços e características!
Dividimos os produtos nas seguintes categorias:
- Custo Benefício: Versões que custam entre R$ 450 e R$ 800 em média
- Top de Linha: Versões que custam a partir de R$ 700 em média
- Bons e Baratos: Versões que custam até R$ 450 em média
A Melhor Máquina de Gelo por Categoria
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Máquinas de Gelo com Melhor Custo Benefício
Média de preço dos produtos dessa categoria: De R$ 450 a R$ 800.
1. Mondial MG-12-GI

Nosso Veredito
🥇 Melhor Custo Benefício 🥇
Ficha Técnica:
| QUESITO | INFORMAÇÃO |
|---|---|
| Reservatório de água (L) | 1,3 |
| Reservatório de Gelo (kg) | 0,6 |
| Tempo de ciclo (min) | 8-12 |
| Dimensões AxLxP (cm) | 34 x 32 x 27 |
Prós:
- Solta 9 pedras de gelo a cada 8 minutos
- Inox que disfarça marcas de dedo
- Volta a produzir sozinha quando você tira gelo
Contras:
- Reservatório de água um pouco menor que a média
- Diferença discreta entre gelo pequeno e grande
Na minha percepção, atualmente, a máquina de gelo com melhor custo benefício é a Mondial MG-12-GI, isso porque ela é a máquina de preço intermediário que melhor equilibra a relação de bom desempenho de produção, qualidade dos cubos e acabamento geral. Ela solta 9 pedras a cada 8 minutos e volta a produzir sozinha quando o gelo é retirado do cesto. Ela também tem acabamento em inox que disfarça marcas de dedo, formato compacto, funcionamento silencioso e baixo consumo de energia.
Encontrei a Mondial MG-12-GI na bancada da área gourmet de um cliente. Como o anfitrião queria servir caipirinha a tarde toda, liguei a máquina cedo e cronometrei o primeiro ciclo, que soltou as 9 pedras em 8 minutos e meio, praticamente o tempo que a Mondial informa.
As laterais em inox recebem um tratamento que disfarça marcas de dedo. Com convidados abrindo a tampa o tempo todo para pegar gelo, eu esperava terminar o dia com a máquina cheia de digitais, mas ela continuou com aparência de limpa e só precisou de um pano úmido antes de ser guardada.
Ela também é bem compacta, com cerca de 22 cm de frente, e ocupou um cantinho da bancada sem atrapalhar a montagem dos petiscos. Para quem tem cozinha pequena, isso pesa bastante na escolha. Só tomei o cuidado de deixar um palmo livre nas laterais e atrás, já que é por ali que ela puxa e solta o ar da refrigeração, e assim ela trabalhou a tarde inteira sem esquentar.
O cesto comporta cerca de 600 g de gelo e, no meu teste, encheu em pouco mais de uma hora. Nessa hora acende a luz de cheio e a produção para, mas bastou tirar algumas pedras com a pazinha para ela voltar a produzir sozinha. Deixei a máquina ligada e os convidados foram se servindo, e para um almoço desse tamanho o ritmo deu conta sem precisar de gelo comprado.
Outro ponto que me agradou foi o consumo. Com potência entre 120 W e 130 W, pela minha conta cada quilo de gelo saiu por volta de 15 centavos de energia, bem abaixo do preço de um saco de gelo comprado no mercado. E ela é silenciosa, durante o almoço quase ninguém percebeu que ela estava funcionando ali do lado.
As pedras saem no formato vazado, bem geladas e firmes, e se mantiveram no cesto por horas sem derreter enquanto a máquina seguia ligada. Usei o tamanho grande nas caipirinhas e o pequeno nos copos de refrigerante. O gelo grande tem a borda mais espessa, então durou mais no copo e não aguou a bebida antes do tempo.
Depois de usar a MG-12-GI durante uma tarde inteira, alguns pontos me chamaram a atenção. O reservatório de 1,3 litro é um pouco menor que o de outros modelos, e precisei reabastecer depois de umas duas horas de produção contínua. A diferença entre o gelo pequeno e o grande é mais discreta do que eu esperava, e a primeira leva costuma sair com algumas pedras irregulares, o que se resolve já no segundo ciclo.
Foto de Teste Mondial MG-12-GI

2. EOS EMG06P

Nosso Veredito
🥈 2º Lugar Custo Benefício 🥈
Ficha Técnica:
| QUESITO | INFORMAÇÃO |
|---|---|
| Reservatório de água (L) | 1,2 |
| Reservatório de Gelo (kg) | 1,0 |
| Tempo de ciclo (min) | ~9-10 |
| Dimensões AxLxP (cm) | 29,4 x 22 x 29 |
Prós:
- Inox preto com montagem firme e compacta
- Programa de autolimpeza que circula água pelo sistema
- Gelo bullet grande e firme, que não quebra
Contras:
- Pedras do fundo derretem um pouco mais rápido
- Ruído aumenta um pouco com pouca água
A EOS EMG06P estava na copa de um escritório de advocacia onde preparei um coquetel de fim de tarde para uns 15 convidados. Os drinks saíam de um balcão pequeno ao lado da pia, e a máquina ficou ali durante as quatro horas de evento, soltando 9 pedras a cada 9 minutos, mais ou menos, o que deu conta de repor o gelo dos copos sem eu precisar recorrer ao freezer.
A versão All Black tem a carcaça em inox na cor preta, e ela combinou com os móveis escuros da copa sem destoar do ambiente, o que importa quando o aparelho fica à vista dos convidados. A montagem é firme, sem folgas na tampa, e ela ficou ainda mais compacta que a EMG04P, a versão anterior da EOS, ocupando pouco mais que o espaço de uma cafeteira na bancada.
O painel é dos mais simples que já usei. Tem basicamente o botão de liga e desliga, além dos avisos de falta de água e de cesto cheio, então o garçom que me ajudava conseguiu operar a máquina sem eu explicar nada. Para quem nunca teve uma máquina de gelo, isso tira qualquer insegurança no primeiro uso.
Antes de começar, rodei o programa de autolimpeza, que é acionado segurando o botão de energia por alguns segundos. A máquina circula a água por todo o sistema e depois é só drenar e reabastecer. Num aparelho que fica guardado entre um evento e outro, esse recurso me deixou mais tranquilo com a higiene do gelo que seria servido.
O gelo que derrete no cesto escorre de volta para o reservatório e vira água da próxima leva. Junto com o sensor infravermelho, que pausa a produção quando o cesto enche, isso fez o reservatório de 1,2 litro render bem, e só precisei completar a água duas vezes durante a noite. Ela ainda tem proteção contra superaquecimento, o que me deu segurança para deixá-la ligada por horas seguidas.
As pedras saem no formato bullet, mais alongadas e com o miolo oco, e me surpreenderam pelo tamanho. Servi gin-tônica e água com gás, e o gelo saiu grande e bem firme, sem quebrar quando era pego com a pazinha. No copo, ele manteve a bebida gelada por bastante tempo, e os convidados nem perceberam que o gelo estava sendo feito ali do lado.
Agora falando sobre o que não me agradou tanto na EMG06P. O cesto não tem refrigeração própria, só isolamento, então as pedras do fundo derretem um pouco mais rápido quando ficam muito tempo paradas. Também notei que o ruído aumenta quando o nível de água está baixo, e como o dreno fica embaixo, precisei levar a máquina até a beirada da pia para esvaziá-la no fim do evento.
Foto de Teste EOS EMG06P

3. Tronos B12-B

Nosso Veredito
🥉 3º lugar Custo Benefício 🥉
Ficha Técnica:
| QUESITO | INFORMAÇÃO |
|---|---|
| Reservatório de água (L) | 2,0 |
| Reservatório de Gelo (kg) | 0,7 |
| Tempo de ciclo (min) | 8-15 |
| Dimensões AxLxP (cm) | 32 x 22 x 31 |
Prós:
- Reservatório de 2 litros dá mais autonomia
- Gelo pequeno passa pelo gargalo de garrafinhas
- Gabinete prata discreto e fácil de limpar
Contras:
- Pá coletora um pouco mais frágil que a média
- Ciclo um pouco mais lento em dias quentes
Usei a Tronos B12-B numa casa de praia em Ubatuba, onde cozinhei para uma família de dez pessoas durante um feriado prolongado. A máquina já estava na cozinha da casa e ficou ligada das 10h ao fim da tarde todos os dias, abastecendo sucos, caipirinhas e as garrafinhas de água que o pessoal levava para a areia.
O gabinete é de plástico na cor prata, com um visual discreto que não chama atenção na bancada. Não tem o refinamento do inox, mas as peças são bem encaixadas, a tampa fecha sem folga e a superfície limpa fácil com um pano úmido, o que ajudou numa cozinha de praia com areia e respingos de água o tempo todo.
O reservatório comporta 2 litros de água, mais do que costumo ver em máquinas desse tamanho. Com isso, eu passava mais tempo sem precisar mexer nela entre um abastecimento e outro, o que fez diferença com a cozinha cheia de panelas no fogo. E ela é silenciosa, nem quem estava na sala ao lado percebia que estava funcionando.
Como a família consumia bastante gelo, criei uma rotina: deixava a máquina trabalhando de manhã e ia guardando o gelo em porções de 500 g no congelador. Quando o cesto enchia, o sensor pausava a produção, e bastava esvaziar para ela retomar. Assim, à tarde sempre tinha gelo estocado, além do que continuava saindo a cada ciclo, e em nenhum momento precisei comprar saco de gelo.
O gelo sai firme e bem gelado, e o tamanho pequeno tem uma vantagem curiosa: ele passa pelo gargalo das garrafinhas de água, então dava para encher várias antes de descer para a praia. O tamanho grande ficou reservado para as caipirinhas e segurou bem no copo, sem derreter rápido demais nem aguar a bebida antes do último gole.
Depois de alguns dias usando a B12-B, tenho algumas ressalvas sobre esse modelo. A pá coletora é mais frágil que a de outros modelos e pede cuidado ao raspar o gelo do cesto. Em dias mais quentes, o ciclo passou dos 8 e chegou perto dos 15 minutos, e o plástico de proteção interno, que precisa sair antes do primeiro uso, é um pouco chato de remover.
Foto de Teste Tronos

Máquinas de Gelo Tops de Linha
Média de preço dos produtos dessa categoria: A partir de R$ 700.
4. EOS EMG02T

Nosso Veredito
🥇 Melhor Máquina de Gelo 🥇
Ficha Técnica:
| QUESITO | INFORMAÇÃO |
|---|---|
| Reservatório de água (L) | 2,2 |
| Reservatório de Gelo (kg) | 0,8 |
| Tempo de ciclo (min) | ~10 |
| Dimensões AxLxP (cm) | 32 x 24 x 36 |
Prós:
- Produz até 15 kg de gelo por dia
- Painel sensível ao toque com seleção de tamanho
- Cesto de 800 g dá fôlego nos picos
Contras:
- Um pouco mais pesada que a média
- Exige uma bancada um pouco mais funda
Depois de testar diversos modelos em festas e eventos particulares, considero que a melhor máquina de gelo é a EOS EMG02T. Ela produz até 15 kg de gelo por dia, tem acabamento em titânio bem uniforme, base firme com pezinhos e painel sensível ao toque para escolher entre gelo pequeno e grande. Com um cesto de cerca de 800 g, ela mantém um ritmo constante mesmo em eventos longos e com muitos convidados.
Trabalhei com a EOS EMG02T na cozinha do salão de festas de um condomínio, onde preparei o jantar de 50 anos de uma cliente para cerca de 40 convidados. A máquina já fazia parte do equipamento do salão e ficou dedicada ao bar de drinks, e o que mais pesou ali foi a produção de até 15 kg por dia, 3 kg a mais que a versão de 12 kg da linha Ice Compact.
A construção passa uma sensação de aparelho mais robusto. O acabamento na cor titânio é bem uniforme, sem rebarbas nas junções, e a base tem pezinhos que deixam a máquina firme na bancada. Com 8,5 kg, ela não arrastou nem balançou em nenhum momento, mesmo com o barman abrindo e fechando a tampa a cada drink servido.
O painel é sensível ao toque e responde bem até com a ponta do dedo molhada, o que é comum atrás de um balcão de bar. Além do liga e desliga, tem um botão para alternar entre gelo pequeno e grande, com indicadores claros do tamanho escolhido, de cesto cheio e de falta de água, e o barman pegou o jeito em poucos minutos.
O cesto comporta cerca de 800 g, uma reserva maior do que a das máquinas compactas que costumo encontrar, e isso deu fôlego nos momentos de pico, quando saíam vários drinks ao mesmo tempo. Como ela solta 9 cubos a cada 10 minutos e o reservatório leva 2,2 litros, o ritmo se manteve constante durante as cinco horas de festa sem que eu precisasse ficar de olho na água.
Ela também usa gás ecológico na refrigeração e tem dreno na parte de baixo, então no fim da noite esvaziei o reservatório direto na pia do salão, sem precisar inclinar o aparelho. Para quem vai usar a máquina com frequência em eventos, essa facilidade na hora de guardar faz diferença no fim de uma jornada longa.
O gelo sai no formato bullet, firme e bem gelado, e o tamanho grande foi o mais pedido nos drinks com destilado, porque demora mais a derreter no copo. Para deixar as pedras mais bonitas, usei uma dica que aplico no meu dia a dia: fervi a água e deixei esfriar antes de abastecer, e o gelo saiu bem mais transparente, o que valorizou a apresentação dos copos no bar.
Ao usar a EMG02T durante toda a festa, levantei algumas questões mais negativas sobre o aparelho. Os 8,5 kg a deixam um pouco mais pesada que a média, então ela é mais indicada para ficar fixa num lugar do que para ser levada de um lado para o outro. Os 36 cm de profundidade também pedem uma bancada um pouco mais funda, e o ciclo de 10 minutos é ligeiramente mais longo que o de modelos menores.
Foto de Teste EOS EMG02T

5. Suggar MG1501PR

Nosso Veredito
🥈 2º Lugar Top de Linha 🥈
Ficha Técnica:
| QUESITO | INFORMAÇÃO |
|---|---|
| Reservatório de água (L) | 2,2 |
| Reservatório de Gelo (kg) | 0,8 |
| Tempo de ciclo (min) | ~10 |
| Dimensões AxLxP (cm) | 32,7 x 30 x 36,5 |
Prós:
- Produz 500 g de gelo por hora
- Aviso sonoro alerta quando o cesto lota
- Gelo firme que não agua bebidas mais densas
Contras:
- Acabamento prata mais sensível a riscos
- Alerta sonoro pode soar insistente em silêncio
A Suggar MG1501PR estava na copa de uma agência de publicidade onde montei um café da manhã corporativo, com estação de café gelado e sucos para cerca de 50 pessoas. Ela ficou responsável pelo gelo das bebidas durante toda a manhã, e o ritmo de 500 g por hora foi o que me deixou tranquilo para atender a fila sem recorrer a gelo comprado.
O modelo faz parte da Linha Premium da Suggar, e isso aparece na construção, mais parruda do que a média das máquinas portáteis que encontro por aí. O corpo prata tem um peso considerável, o que deixa a máquina com a base bem assentada na bancada, sem deslizar quando alguém abre a tampa às pressas. As peças internas encaixam com firmeza, e o cesto e a pá têm boa espessura para o uso intenso de um evento.
Além das luzes de falta de água e de cesto cheio, ela tem um aviso sonoro quando o cesto lota. Com a copa cheia de gente conversando e eu atento ao preparo do café, ouvir o alerta foi bem mais útil do que ficar olhando o painel, porque eu esvaziava o cesto na hora e a produção voltava sem atraso.
Cada leva de 9 cubos saiu em cerca de 7 minutos depois que a máquina estabilizou, e com o reservatório de 2 litros cheio ela trabalhou por horas sem pedir água. Essa constância, somada à capacidade de até 15 kg por dia, faz dela uma opção bem pensada para quem usa gelo o dia inteiro, como cafeterias, escritórios e famílias que recebem com frequência.
O gelo sai firme, com o formato vazado bem definido, e foi justamente no café gelado que ele mostrou seu valor. As pedras resistiram bem no copo e derreteram devagar, o que manteve a bebida sem aguar o café durante o tempo que o pessoal levou para tomar, algo que faz diferença quando o sabor é o principal.
Depois de manusear a MG1501PR durante a manhã inteira, tenho algumas ressalvas. O acabamento plástico prata é mais sensível a riscos, então pede cuidado na limpeza e no transporte. O aviso sonoro pode soar um pouco insistente em ambientes silenciosos, e quando guardei parte do gelo no congelador, as pedras tenderam a grudar umas nas outras.
Foto de Teste Suggar MG1501PR

6. Philco PMG01PI

Nosso Veredito
🥉 3º Lugar Tops de Linha 🥉
Ficha Técnica:
| QUESITO | INFORMAÇÃO |
|---|---|
| Reservatório de água (L) | 1,85 |
| Reservatório de Gelo (kg) | 0,8 |
| Tempo de ciclo (min) | 7-15 |
| Dimensões AxLxP (cm) | 32,5 x 23 x 31,5 |
Prós:
- Frente em aço escovado com acabamento superior
- Visor transparente mostra o gelo sem abrir a tampa
- Modo de limpeza acessível direto no painel
Contras:
- Preço um pouco acima da média da categoria
- Cesto conserva o gelo por cerca de duas horas
Testei a Philco PMG01PI num jantar harmonizado que preparei na cobertura de um casal de clientes. Logo na chegada eu servi um frozen de maracujá, e o que mais me ajudou foi a diferença de tempo entre os tamanhos: no gelo pequeno, cada leva de 9 pedras saía em 6 a 8 minutos, enquanto o grande levava de 8 a 10.
O acabamento é o que mais diferencia a PMG01PI das máquinas compactas comuns. A frente é em aço escovado, e as laterais e a parte de trás têm acabamento preto brilhante, num plástico grosso e resistente. Colocada na ilha da cozinha, ela combinou com os eletros embutidos da casa e passou a impressão de um aparelho de linha superior.
Na tampa, um visor transparente mostra a fabricação e o nível do cesto o tempo todo. Durante o serviço, eu conferia de longe se já tinha gelo suficiente para a próxima rodada de drinks, sem abrir a tampa e sem deixar o frio escapar, o que ajuda a máquina a manter o ritmo de produção.
O painel iluminado concentra tudo numa única tecla de seleção, que alterna entre gelo pequeno, gelo grande e modo de limpeza. Gostei de a limpeza estar à vista, sem combinação escondida de botões. Os avisos de falta de água e de cesto cheio também ficam bem legíveis, mesmo com a luz baixa do jantar. No dia seguinte, rodei o ciclo de limpeza antes de guardar e a anfitriã já sabia repetir o processo sozinha.
O reservatório de 1,85 litro deu conta do jantar inteiro com apenas uma reposição, e o cesto de 800 g acumulava uma boa reserva entre uma rodada e outra. Para esvaziar, ela tem um dreno na parte de baixo com o pino preso à máquina, um detalhe simples, mas que evita perder a peça. É só puxar, deixar a água escorrer e tampar de novo.
O gelo saiu firme e bem formado já nas primeiras levas. No liquidificador, o tamanho pequeno quebrou com facilidade e rendeu um frozen bem lisinho, sem pedaços duros no copo. O grande ficou para a água com gás e os drinks com destilado, e como abasteci com água já gelada, as pedras saíram mais compactas e em menos tempo.
Depois de usar a PMG01PI por uma noite inteira, percebi alguns pontos podem não agradar. Ela é mais cara que a média das máquinas de 12 kg e não é bivolt, então é preciso escolher a voltagem certa na compra. O cesto não tem refrigeração própria e segura o gelo por cerca de duas horas, então vale ir usando conforme ele é produzido.
Foto de Teste Philco PMG01PI

Máquinas de Gelo Boas e Baratas
Média de preço dos produtos dessa categoria: Até R$ 450.
7. Agratto MG-01

Nosso Veredito
🥇 Melhor Boa e Barata 🥇
Ficha Técnica:
| QUESITO | INFORMAÇÃO |
|---|---|
| Reservatório de água (L) | 2,2 |
| Reservatório de Gelo (kg) | 0,5 |
| Tempo de ciclo (min) | ~6 |
| Dimensões AxLxP (cm) | 32 x 25 x 31 |
Prós:
- Alça de transporte facilita levar para outros ambientes
- Corpo com tratamento soft-touch que disfarça marcas
- Gelo miúdo gela sucos e refrigerantes rapidinho
Contras:
- Cesto um pouco mais lento para encher
- Pedras menores que as da concorrência
Usei a Agratto MG-01 num sítio em Atibaia, onde preparei um churrasco para uma família pequena. A máquina ficava guardada na cozinha da casa, e como o almoço seria servido no quiosque do lado de fora, levei ela até lá pela alça de transporte, algo que raramente encontro em modelos dessa faixa de preço.
O corpo é de plástico ABS preto com tratamento soft-touch, que deixa a superfície com um toque emborrachado e esconde bem as marcas de mão. Não é um acabamento sofisticado, mas é bem resolvido para uma máquina de entrada, e as peças encaixam direitinho. Ela também é compacta, e coube no canto da bancada do quiosque sem atrapalhar o preparo das carnes.
Cada leva de 9 pedras saiu em 6 a 10 minutos, dependendo do calor da tarde. É um ritmo que atende bem uma família pequena ou um encontro com poucas pessoas, desde que a máquina seja ligada com antecedência. Nesse churrasco, liguei uma hora antes e fui guardando o excedente no congelador, o que resolveu bem. Ela não foi feita para abastecer festa grande, e isso fica claro logo nas primeiras horas de uso.
O que me surpreendeu foi encontrar recursos que costumam ficar de fora nas máquinas mais baratas. Ela tem programa de limpeza automática e sensor de cesto cheio, então dá para higienizar o sistema antes de guardar e deixar a produção correndo sem medo de o gelo transbordar. E ela é silenciosa, mal dava para ouvir com o pessoal conversando ao redor.
O gelo sai em pedras bem miúdas, mesmo no tamanho grande, e isso tem seu lado bom no dia a dia. Nos copos de suco e refrigerante, as pedrinhas se acomodaram bem e gelaram a bebida rapidinho, sem aquele espaço vazio que o gelo grande deixa no copo. Para quem usa a máquina mais para bebidas do cotidiano, esse tamanho funciona muito bem.
Ao usar a MG-01 durante o almoço, tenho algumas observações importantes pra fazer. O cesto levou perto de duas horas para encher, um pouco mais que a média das máquinas que testei. As pedras também são menores que as dos concorrentes, então em drinks que pedem gelo mais encorpado elas derretem um pouco mais rápido no copo.
Foto de Teste Agratto MG-01

Como Escolher uma Máquina de Gelo
Quanto gelo você precisa
O número que aparece na caixa, como 12 kg ou 15 kg por dia, representa o ritmo de produção em 24 horas, e não a quantidade de gelo que fica pronta de uma vez. Na prática, essas máquinas soltam de 8 a 9 pedras a cada ciclo de 6 a 15 minutos, e vão repondo o gelo conforme ele é retirado do cesto.
Por isso, o dado mais importante para o dia a dia é a capacidade do cesto de gelo, que costuma ficar entre 500 g e 1 kg nos modelos portáteis. É essa a quantidade que você terá à disposição em determinado momento, e o cesto costuma levar de uma a duas horas para encher do zero.
Para uma casa com até quatro pessoas, que usa gelo em sucos, refrigerantes e alguns drinks no fim de semana, um modelo de 12 kg por dia atende muito bem. Já para quem recebe amigos com frequência, faz festas em casa ou vai usar a máquina num escritório, vale olhar os modelos de 15 kg, que entregam um ritmo um pouco maior.
Em encontros com muita gente, uma dica que funciona bastante é ligar a máquina com antecedência e ir guardando o excedente em sacos no congelador. Assim, quando os convidados chegarem, você terá uma reserva pronta, enquanto a máquina continua repondo o gelo durante a festa.
Reservatório de água
As máquinas portáteis não precisam de ligação hidráulica, então toda a água é colocada manualmente num reservatório. Esse reservatório varia bastante de um modelo para outro, indo de cerca de 1,2 litro a 2,2 litros, e isso faz diferença na frequência com que você vai precisar reabastecer.
Com um reservatório menor, a máquina pede água a cada duas horas de produção contínua, mais ou menos. Com um de 2 litros ou mais, você ganha mais autonomia entre os abastecimentos, o que é bem útil quando você está ocupado cozinhando ou recebendo pessoas e não quer ficar de olho na máquina.
Outro detalhe é que a maioria desses aparelhos reaproveita a água do gelo que derrete no cesto, que escorre de volta para o reservatório. Isso ajuda a água a render mais, mas também significa que ela fica circulando por mais tempo dentro do sistema, por isso é recomendado trocar a água diariamente quando a máquina fica ligada direto.
Sobre a água em si, o ideal é usar água filtrada em temperatura ambiente, ou até um pouco gelada para acelerar os primeiros ciclos. Evite água quente, que atrasa a produção, e qualquer outro líquido, como suco, chá ou água de coco, que pode sujar ou entupir o sistema interno.
Tamanho e formato
A maioria das máquinas portáteis faz o gelo no formato bullet, aquela pedra alongada com o miolo oco, que se forma em volta das hastes metálicas que ficam dentro do aparelho. É um gelo que gela rápido e encaixa bem em copos e garrafas, e atende a maior parte das bebidas do dia a dia.
Muitos modelos oferecem a opção de gelo pequeno ou grande. Na prática, a diferença costuma estar mais na espessura da parede da pedra do que no comprimento. O gelo grande fica mais tempo em contato com as hastes geladas, então demora um pouco mais para sair, mas derrete mais devagar no copo, o que é ótimo para drinks com destilado.
O gelo pequeno, por outro lado, sai mais rápido e é ótimo para sucos, refrigerantes e frozen, já que quebra com facilidade no liquidificador. Se você prepara bebidas variadas, uma máquina com seleção de tamanho dá mais flexibilidade, mas se o uso for mais simples, um modelo de tamanho único também cumpre bem o papel.
Vale lembrar que as primeiras levas costumam sair irregulares, mais finas ou com menos pedras, até o sistema atingir a temperatura ideal. Isso é normal e se resolve depois de dois ou três ciclos, por isso ligar a máquina um pouco antes de precisar do gelo sempre ajuda.
Espaço e ventilação
Antes de comprar, meça o lugar onde a máquina vai ficar. Os modelos de 12 kg costumam ter por volta de 22 cm de largura e 29 cm de profundidade, enquanto os de 15 kg são um pouco maiores e mais pesados, podendo chegar a 36 cm de profundidade. Esse detalhe pesa bastante em bancadas mais estreitas.
Além do tamanho da máquina, é preciso pensar no espaço livre ao redor dela. Esses aparelhos funcionam como uma pequena geladeira, puxando e soltando ar pelas laterais e pela traseira para resfriar o sistema. Por isso, eles não podem ficar encaixados dentro de nichos ou armários fechados enquanto estão ligados.
O recomendado é deixar cerca de um palmo livre nas laterais e atrás, além de espaço em cima para abrir a tampa. Também é importante manter a máquina longe do sol e de fontes de calor, como fogão e forno, porque isso força o compressor e deixa a produção de gelo mais lenta.
Se você pretende levar a máquina para outros lugares, como casa de praia ou sítio, observe o peso e a presença de alça. Alguns modelos pesam por volta de 6 kg e são fáceis de carregar, enquanto outros passam dos 8 kg e são mais indicados para ficar fixos num cantinho da casa.
Painel e recursos
O painel das máquinas de gelo costuma ser bem simples, mas alguns recursos fazem diferença no uso. Os mais comuns são os avisos de falta de água e de cesto cheio, que pausam a produção automaticamente e evitam que a máquina trabalhe sem água ou que o gelo transborde. Hoje, praticamente todos os modelos trazem esses dois sensores.
Um recurso que vale a pena procurar é o programa de autolimpeza, que circula a água por todo o sistema para higienizar as partes internas. Ele é útil antes do primeiro uso, depois de longos períodos sem usar a máquina ou quando algum líquido cai acidentalmente no cesto. Em alguns modelos ele aparece no painel, em outros é ativado segurando um botão.
Outro item importante é o dreno na parte de baixo, que permite esvaziar o reservatório sem precisar virar a máquina. Isso é fundamental, porque esses aparelhos não podem ser inclinados demais. Para facilitar, deixe a máquina perto da pia na hora de esvaziar, ou use um recipiente embaixo do dreno.
Detalhes como tampa com visor transparente, painel sensível ao toque e aviso sonoro de cesto cheio não são obrigatórios, mas deixam o uso mais confortável. O visor, por exemplo, permite conferir a quantidade de gelo sem abrir a tampa, o que ajuda a manter o frio lá dentro.










