A torradeira voltou a ganhar espaço nas cozinhas brasileiras, principalmente entre quem quer um café da manhã rápido, com pão quentinho e crocante, sem precisar ligar o forno ou sujar a frigideira. Mas hoje existem dezenas de modelos, com fendas de larguras diferentes, vários níveis de tostagem e funções extras, o que deixa a escolha bem mais confusa do que parece!
Se você está com essa dúvida, o Mapa da Cozinha vai te mostrar a direção!
Testamos 7 modelos e escolhemos a melhor torradeira da atualidade, em 3 categorias: custo benefício, top de linha e bom e barato. Assim, você encontra desde opções equilibradas que atendem bem a rotina da maioria das casas, até modelos mais avançados para quem é exigente com acabamento e controle de tostagem, além de uma alternativa simples e honesta para quem fazer uma boa torrada gastando pouco.
Vamos aos nossos escolhidos!
Metodologia de Análise
Meu nome é Rafael Macedo, muito prazer! Sou cozinheiro, já trabalhei em diversos restaurantes e hoje trabalho como chef particular para diversos clientes nas regiões Sul e Sudeste. Durante minha trajetória profissional experimentei uma infinidade de produtos alimentícios e operei dezenas de modelos de eletrodomésticos e eletroportáteis, e por isso vou te ajudar a tomar uma decisão de compra mais racional e assertiva nessa análise!
Com base nessa minha experiência, elegi e irei trazer minhas percepções pessoais de teste sobre as 7 melhores torradeiras em 3 categorias distintas, com versões de diferentes preços e características!
Dividimos os produtos nas seguintes categorias:
- Custo Benefício: Versões que custam entre R$ 100 e R$ 250 em média
- Top de Linha: Versões que custam a partir de R$ 250 em média
- Bons e Baratos: Versões que custam até R$ 100 em média
A Melhor Torradeira por Categoria
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Média de preço dos produtos dessa categoria: De R$ 100 a R$ 250.
1. Electrolux ETS10

Nosso Veredito
🥇 Melhor Custo Benefício 🥇
Ficha Técnica:
| QUESITO | INFORMAÇÃO |
|---|---|
| Potência (W) | 800 W |
| Níveis de tostagem | 8 |
| Revestimento | Plástico e inox |
| Dimensões AxLxP (cm) | 19,1 x 28,3 x 17,1 |
Prós:
- 8 níveis de tostagem para ajustar bem o ponto
- Aberturas largas que recebem até pão francês cortado
- Descongela o pão deixando a textura de pão fresco
Contras:
- Plástico brilhante um pouco mais sensível a riscos
- Cabo mais curto, com porta-fio limitado
Ao meu ver, a torradeira com melhor custo benefício é a Electrolux ETS10, porque seus 8 níveis de tostagem dão um controle fino do ponto do pão, e as aberturas de 4 centímetros recebem até pão francês cortado ao meio. A função descongelar devolve ao pão congelado uma textura de pão fresco, e as medidas compactas fazem dela uma opção que atende bem a rotina da maioria das casas.
Essa é a torradeira que fica na bancada da minha casa, então foi a que mais usei entre todas deste teste. Como passo boa parte da semana em cozinhas de clientes e eventos, meu café da manhã costuma ser corrido, e a Electrolux ETS10 entrou na rotina principalmente pelo seletor com 8 níveis de tostagem, um a mais do que a maioria dos modelos dessa faixa.
Costumo comprar pão francês na padaria perto de casa e cortar ao meio para tostar, coisa que nem toda torradeira aceita bem. Aqui as aberturas têm cerca de 4 centímetros de largura, e o pão entra sem amassar a casca. Também testei fatias mais grossas de pão caseiro e waffles congelados, e todos couberam com folga, sem enroscar na hora de subir.
Como minha agenda é irregular, tenho o hábito de congelar o pão para não desperdiçar. A função descongelar resolve isso direto do freezer, e o resultado me agradou bastante, com casca crocante e miolo macio, como se fosse fresco. Os botões acendem em LED branco, o que ajuda a conferir de relance qual função está ativa quando estou com pressa.
O corpo é de plástico preto brilhante, com uma faixa em aço escovado na parte de baixo. Não é o acabamento mais sofisticado da categoria, mas a montagem é firme e a alavanca desce e trava sem folga, mesmo depois de meses de uso quase diário. Com pouco mais de 1 kg, ela é leve para tirar do lugar quando vou limpar a bancada.
Na minha cozinha o espaço é disputado, e as medidas de 28 por 19 centímetros permitiram deixar a torradeira ao lado da cafeteira sem atrapalhar o resto do preparo. A bandeja de migalhas sai pela lateral sem precisar de ferramenta, então a limpeza que faço no fim de semana leva poucos segundos e não exige virar o aparelho de cabeça para baixo.
No nível 4, que é o que mais uso, o pão de forma sai dourado de maneira uniforme, crocante por fora e ainda macio por dentro. O ciclo varia de pouco mais de um minuto no nível 1 a cerca de três minutos e meio no 8. Percebi também que, ao fazer uma segunda leva logo em seguida, vale baixar um nível, já que ela está aquecida e tosta mais rápido.
Depois de alguns meses com ela em casa, alguns pontos me chamaram a atenção. O plástico brilhante é um pouco mais sensível a digitais e riscos, então pede pano macio na limpeza. Os níveis 7 e 8 são intensos para a maioria dos pães, e na prática uso uma faixa menor do seletor. Além disso, o porta-fio da base acomoda só parte do cabo, que já é um pouco curto, com 75 centímetros.
Foto de Teste Electrolux ETS10

2. Oster OTOR600

Nosso Veredito
🥈 2º Lugar Custo Benefício 🥈
Ficha Técnica:
| QUESITO | INFORMAÇÃO |
|---|---|
| Potência (W) | 750 W |
| Níveis de tostagem | 7 |
| Revestimento | Inox |
| Dimensões AxLxP (cm) | 17,2 x 15,2 x 26,5 |
Prós:
- Corpo todo em aço inox com aparência caprichada
- Apenas 15 centímetros de largura, ideal para bancadas estreitas
- Torrada no nível 3 pronta em cerca de um minuto e meio
Contras:
- Um lado da fatia doura um pouco menos
- Bandeja de migalhas mais delicada, pede cuidado ao lavar
Usei a Oster OTOR600 no apartamento de um casal de clientes para quem preparo um brunch de domingo uma vez por mês. A cozinha é estreita, e a torradeira fica num canto entre a pia e a parede, o que só funciona porque ela tem 15 centímetros de largura, uma das mais finas que já usei nessa faixa de preço.
O corpo é todo em aço inox, nas laterais, na frente e no topo, o que dá a ela uma aparência mais caprichada do que se espera de um modelo intermediário. Mesmo assim, ela pesa menos de 900 gramas e fica fácil de tirar do canto na hora de limpar a bancada. Os pés antiderrapantes também deixam a torradeira firme no granito quando abaixo a alavanca com mais força.
Os controles ficam reunidos em um painel lateral, com o seletor de 7 níveis e os botões de reaquecer, descongelar e cancelar. Como a torradeira fica encostada na parede pelo fundo, consigo ajustar tudo de lado sem puxá-la para a frente. O cabo, com cerca de 80 centímetros, chegou até a tomada do outro lado da pia sem precisar de extensão.
Durante o brunch, as torradas costumam esfriar enquanto termino os ovos. A função reaquecer resolveu bem isso, devolvendo a temperatura sem tostar de novo, e o pão voltou morno e com a mesma cor. Já o botão cancelar ejeta a fatia na hora, e usei isso algumas vezes para corrigir o nível quando percebi que tinha escolhido forte demais.
No nível 3, que acabou virando meu padrão ali, a torrada fica pronta em cerca de um minuto e meio, com a superfície dourada e crocante e o miolo ainda macio. Esse ciclo curto ajuda muito quando preciso servir várias levas seguidas para a mesa, e o nível 5 já entrega um dourado bem mais intenso para quem gosta de torrada mais firme.
Usando a OTOR600 nesses brunches, alguns detalhes me chamaram a atenção. O lado da fatia voltado para as garras de apoio doura um pouco menos que o outro, então às vezes viro o pão para uniformizar. A bandeja de migalhas é bem fininha e pede cuidado ao lavar, e fatias mais grossas, como as de pão caseiro, às vezes não sobem por completo ao fim do ciclo.
Foto de Teste Oster OTOR600

3. Philco PTR03A

Nosso Veredito
🥉 3º lugar Custo Benefício 🥉
Ficha Técnica:
| QUESITO | INFORMAÇÃO |
|---|---|
| Potência (W) | 800 W |
| Níveis de tostagem | 7 |
| Revestimento | Inox e Plástico |
| Dimensões AxLxP (cm) | 15,5 x 28,0 x 18,0 |
Prós:
- 800W de potência que douram as fatias rápido
- Altura de 15,5 cm cabe sob prateleiras
- Descongela e tosta o pão em um ciclo
Contras:
- Alavanca um pouco mais firme para travar
- Escala de tostagem avança rápido, pede atenção
Encontrei a Philco PTR03A na copa de uma empresa onde montei o café de boas-vindas de um treinamento corporativo, com cerca de quarenta pessoas chegando quase ao mesmo tempo. O que mais pesou ali foram os 800W de potência, que fazem as fatias dourarem rápido e me deixaram manter o ritmo da reposição sem fila na bancada.
O acabamento em inox é bem resolvido, sem rebarbas nas bordas e com os encaixes alinhados, e ela passa a impressão de ser um aparelho mais caro do que realmente é. Outro detalhe que me ajudou foi a altura de 15,5 centímetros, mais baixa que a média, o que permitiu deixá-la embaixo da prateleira da copa com uma boa folga.
Na véspera, o pão de forma tinha ido para o freezer da copa, e usei a função descongelar para levar as fatias direto do pacote para a torradeira, em um único ciclo, sem esperar o pão amolecer antes. O pão saiu descongelado por inteiro e já levemente tostado. Ao final, enrolei o cabo no porta-fio da base, e a bancada ficou organizada para a equipe que usaria o espaço depois.
Para os canapés, usei o nível 2, que já entrega uma torrada dourada e firme o bastante para receber patês sem quebrar. O nível 1 praticamente só aquece o pão, e serviu bem para os brioches do café, que não podem ressecar. Com a potência mais alta, cada leva saía num tempo curto, e as torradas ficavam douradas por fora sem deixar o miolo cru.
Depois de uma manhã inteira de uso intenso, alguns pontos ficaram claros. A alavanca é um pouco mais firme que a de outras torradeiras e pede uma pressão maior para travar. A escala de tostagem também avança rápido, então a partir do nível 3 é bom acompanhar de perto para o pão não passar do ponto, principalmente em levas seguidas.
Foto de Teste Philco PTR03A

Torradeiras Tops de Linha
Média de preço dos produtos dessa categoria: A partir de R$ 250.
4. Arno Soleil

Nosso Veredito
🥇 Melhor Torradeira 🥇
Ficha Técnica:
| QUESITO | INFORMAÇÃO |
|---|---|
| Potência (W) | 850 W |
| Níveis de tostagem | 7 |
| Revestimento | Plástico e inox |
| Dimensões AxLxP (cm) | 19,5 x 18,2 x 31,0 |
Prós:
- Design retrô com pintura brilhante e acabamento caprichado
- Alavanca de alta elevação retira até pedaços pequenos
- Tostagem homogênea em toda a superfície da fatia
Contras:
- Modelo mais caro que a média da categoria
- Pão francês mais alto pode não descer completamente
Considero que hoje em dia a melhor torradeira é a Arno Soleil, porque une um design retrô com pintura brilhante e acabamento caprichado a uma tostagem homogênea em toda a superfície da fatia. Somado a isso, temos a alavanca de alta elevação que facilita retirar até os pedaços menores, e o funcionamento silencioso. Isso tudo fazem ela atender muito bem quem quer desempenho e estética no mesmo aparelho.
Testei a Arno Soleil num chá da tarde de aniversário que montei na casa de uma cliente, com mesa posta e serviço para umas vinte convidadas. Ela tinha a linha Soleil completa no aparador, com cafeteira, chaleira e torradeira, e o primeiro ponto que chama atenção é o design retrô, pensado para ficar à mostra e compor a decoração da cozinha.
O acabamento é o que coloca esse modelo num patamar acima. A cor marfim tem um tom off-white levemente puxado para o café, com pintura brilhante e uniforme, e os detalhes prateados dão um contraste discreto. As linhas arredondadas lembram um rádio antigo, os encaixes são bem alinhados e não encontrei nenhuma rebarba, mesmo olhando de perto.
Para o chá, preparei minitorradas cortadas em pedaços pequenos, e aí a alavanca de alta elevação fez diferença. Ao final do ciclo, ela sobe as fatias bem acima da borda da abertura, então consegui retirar até os pedaços menores sem precisar enfiar pegador ou dedo lá dentro, o que deixa o serviço mais rápido e mais seguro.
Ela aceita bem fatias finas e grossas, e alternei durante a tarde entre pão de forma fino para os canapés e brioche cortado mais alto para servir com geleia. Os dois tostaram sem enroscar nas laterais. Também passei alguns waffles congelados, que saíram quentes por dentro e com a casca firme.
Outro detalhe que me agradou foi o funcionamento silencioso. Com a casa cheia e conversa na sala, a torradeira trabalha praticamente sem ruído até o momento em que as fatias sobem. Os botões de parar, descongelar e reaquecer, cada um com sua luz indicadora, ficam agrupados ao lado do seletor sem quebrar a proposta visual do aparelho.
No nível 4, a torrada sai dourada de maneira homogênea em toda a superfície da fatia, sem bordas mais claras ou manchas no centro. O nível 3 já entrega uma crocância mais marcada, e o ciclo é rápido o bastante para manter a reposição da mesa em dia, mesmo com várias levas seguidas. No fim do evento, bastou enrolar o cabo no compartimento da base para guardar.
Depois de uma tarde inteira usando a Soleil, tenho algumas ressalvas. É um modelo mais caro que a média, e parte desse valor está no design. Com pão francês mais alto, uma das metades pode não descer por completo, então ela se sai melhor com pão de forma e fatias cortadas. A parte superior também fica bem quente durante o uso, e vale ter um pegador por perto.
Foto de Teste Arno Soleil

5. Electrolux TOP70

Nosso Veredito
🥈 2º Lugar Top de Linha 🥈
Ficha Técnica:
| QUESITO | INFORMAÇÃO |
|---|---|
| Potência (W) | 900 W |
| Níveis de tostagem | 7 |
| Revestimento | Inox |
| Dimensões AxLxP (cm) | 20,1 x 31,4 x 18,3 |
Prós:
- Suporte removível aquece pão francês inteiro e croissants
- Função Lift and Check retoma o ciclo de onde parou
- Pintura texturizada com topo em inox polido
Contras:
- Alavanca às vezes pede uma segunda tentativa para travar
- Modelo um pouco maior e mais pesado que a média
Usei a Electrolux Expert TOP70 numa casa de temporada na serra, onde cozinhei para uma família durante um feriado prolongado. Logo no primeiro café da manhã, o que mais chamou atenção foi o suporte removível que encaixa no topo e transforma a torradeira num aquecedor para pão francês inteiro, croissant e até pão de queijo, sem precisar cortar nada. É um recurso pouco comum nessa categoria.
O acabamento é claramente de outro nível. As laterais têm uma pintura texturizada em cinza, com um brilho discreto que lembra pequenas pedras, e o topo é em inox polido bem refletivo. Com quase 1,9 kg, ela transmite firmeza na bancada, o seletor gira com cliques bem definidos, e a gaveta de migalhas sai com um clique, num encaixe preciso que não fica balançando.
A função Lift and Check foi a que mais usei, com as crianças pedindo torradas em pontos diferentes. Levanto a alavanca no meio do ciclo, confiro a cor do pão e, se precisar de mais, é só abaixar de novo, que ela continua de onde parou em vez de reiniciar a contagem, o que evita queimar a fatia.
Os 7 níveis são pensados por tipo de massa, e isso fez sentido na prática. Para o pão de forma e o brioche que a família comprava, os níveis de 1 a 4 deram conta, enquanto a ciabatta da padaria pediu os níveis mais altos, que aguentam a casca mais grossa. Na versão de 127V, os 900W deixam o ciclo ágil mesmo nas fatias mais firmes.
No nível 4, o pão de forma saiu torrado por igual, com a mesma textura em toda a fatia, crocante por fora e com o miolo macio. O pão francês aquecido no suporte, girado algumas vezes durante o ciclo, ficou com a casca crocante e o interior quente e macio, sem ressecar, o que agradou bastante a família logo cedo.
Ao longo do feriado, alguns pontos me chamaram a atenção. A alavanca às vezes precisa de uma segunda tentativa para travar. Ela também é maior e mais pesada que a média, então ocupa um espaço considerável na bancada. E como a parte interna não tem abertura para limpeza, vale cuidado para não deixar pedaços de pão caírem lá dentro.
Foto de Teste Electrolux TOP70

6. Ariete 155

Nosso Veredito
🥉 3º Lugar Tops de Linha 🥉
Ficha Técnica:
| QUESITO | INFORMAÇÃO |
|---|---|
| Potência (W) | 750 W |
| Níveis de tostagem | 6 |
| Revestimento | Inox |
| Dimensões AxLxP (cm) | 20,0 x 19,0 x 30,0 |
Prós:
- Corpo todo em metal com cromados e pintura pastel
- Pinças inclusas para tostar sanduíches já recheados
- Laterais frias ao toque mesmo após horas de uso
Contras:
- Modelo menos compacto, pede mais espaço na bancada
- Ajuste menos fino
Usei a Ariete 155 num brunch de batizado que servi numa casa de campo, numa cozinha decorada em estilo provençal, onde ela já fazia parte da linha Vintage da cliente. A versão verde pastel, com linhas suaves e cromados, é daquelas torradeiras que entram na cozinha também como peça de decoração, e isso fica claro assim que você coloca a mão nela.
O corpo é todo em metal, com pintura em tom pastel bem aplicada e uma base cromada que lembra os eletros italianos antigos, num nível de acabamento acima da média da categoria. Mesmo depois de horas de uso, as laterais ficaram frias ao toque, o que me deixou tranquilo com as crianças circulando pela cozinha. Ao fim do serviço, ela esfria rápido e já pode ser guardada.
O que mais aproveitei foram as pinças que acompanham a torradeira. Com elas, tostei sanduíches de presunto e queijo já montados, que saíram com o pão crocante e o recheio aquecido, sem sujar o interior do aparelho. Na hora de retirar, as pinças também evitam contato com as partes quentes. No brunch, isso me permitiu servir lanches quentes direto da torradeira, sem ocupar o forno.
Nas fatias comuns, a centralização automática posiciona o pão no meio da abertura, o que ajuda o dourado a sair mais parelho dos dois lados. Os 6 níveis são bem distribuídos, e entre o 2 e o 3 já consegui uma torrada dourada e crocante para servir com manteiga e geleia. As aberturas largas também aceitaram bem as fatias grossas do pão de fermentação natural.
Depois de uma manhã inteira de uso, percebi alguns pontos menos vantajosos. Ela não é das mais compactas, com 30 centímetros de largura, e pede um bom espaço de bancada. O material tem uma sensação um pouco mais delicada do que o visual sugere, então vale cuidado no manuseio. E, com 6 níveis, o ajuste é um pouco menos fino que o de modelos com mais opções.
Foto de Teste Ariete 155

Torradeiras Boas e Baratas
Média de preço dos produtos dessa categoria: Até R$ 100.
7. Cadence Croc

Nosso Veredito
🥇 Melhor Boa e Barata 🥇
Ficha Técnica:
| QUESITO | INFORMAÇÃO |
|---|---|
| Potência (W) | 750 W |
| Níveis de tostagem | 7 |
| Revestimento | Plástico |
| Dimensões AxLxP (cm) | 17,0 x 25,5 x 14,0 |
Prós:
- Menor torradeira do teste, cabe em bancadas mínimas
- Torradinhas crocantes e firmes, ideais para canapés
- Leve, com porta-fio e pés antiderrapantes
Contras:
- Dourado um pouco menos uniforme nas bordas externas
- Não tem funções de descongelar ou reaquecer
Encontrei a Cadence Croc na cozinha de apoio do salão de festas de um condomínio, onde preparei os salgados e canapés de um aniversário infantil. A bancada ali era mínima, e foi justamente o tamanho que me chamou atenção. Com 22,5 centímetros de largura e 17 de altura, ela é a menor torradeira deste teste e coube num cantinho ao lado do micro-ondas.
O corpo é de plástico preto, simples e sem detalhes metálicos, o que já deixa claro que é um modelo de entrada. Mesmo assim, a montagem é correta, e os pés antiderrapantes seguraram bem a torradeira no lugar, mesmo com o entra e sai de gente na cozinha. Com cerca de 850 gramas e o porta-fio na base, ela é fácil de tirar do armário e guardar depois do uso.
O seletor tem 7 níveis, e a regulagem atende bem gostos diferentes, do pão só aquecido até a torrada mais escura. A luz indicadora mostra quando o ciclo está em andamento, e a bandeja coletora tirou as migalhas da bancada sem complicação, o que ajudou a manter a cozinha de apoio limpa durante a festa.
Para os canapés, usei o nível 3, que entregou torradinhas crocantes e firmes o suficiente para receber patê e requeijão sem quebrar. Com 750W, cada leva ficava pronta rápido, e consegui preparar todas as bandejas sem atrasar a montagem. É uma torradeira que faz o básico, mas faz direito, e atende bem quem quer gastar pouco e usar no dia a dia.
Depois de usar a Croc por uma tarde inteira, alguns pontos ficaram evidentes. O dourado não sai totalmente uniforme, com as faces externas e a parte de baixo da fatia um pouco mais tostadas que o restante. O acabamento em plástico e os botões são mais simples e pedem um pouco mais de cuidado no manuseio. E ela não tem funções de descongelar ou reaquecer, então o pão congelado precisa ser descongelado antes.
Foto de Teste Cadence Croc

Como Escolher uma Torradeira
Potência e voltagem certas
A potência das torradeiras de 2 fatias costuma ficar entre 650W e 900W, e isso tem relação direta com o tempo de preparo. Modelos com mais de 800W douram o pão mais rápido, o que faz diferença quando você prepara várias levas seguidas pela manhã. Já os de 650W a 750W resolvem bem o dia a dia de quem faz duas ou quatro torradas por vez, só levando um pouco mais de tempo.
Um detalhe que pouca gente repara é que a potência pode mudar conforme a voltagem do mesmo modelo. Algumas torradeiras têm potência maior na versão 127V do que na de 220V, e a diferença costuma ficar entre 80W e 100W. Por isso, vale conferir a ficha técnica da versão exata que você vai comprar. Essa diferença é pequena no resultado, mas ajuda a entender por que o ciclo pode durar um pouco mais ou menos.
Também é importante lembrar que a grande maioria das torradeiras não é bivolt. Antes de finalizar a compra, confira a voltagem da tomada onde ela vai ficar, porque ligar um aparelho de 127V numa tomada de 220V pode danificá-lo logo no primeiro uso. Quase todos os modelos usam plugue de 10A, que funciona nas tomadas comuns de cozinha, mas confirmar isso na embalagem evita surpresa.
Níveis de tostagem
O seletor de tostagem controla, na prática, o tempo que o pão fica exposto ao calor. A maioria dos modelos tem entre 6 e 8 níveis, e mais opções significam ajustes mais finos entre um ponto e outro. Mesmo assim, o número sozinho não diz tudo, já que o que importa é a diferença entre um nível e outro ser bem distribuída. Para quem divide a torradeira com pessoas de gostos diferentes, essa variedade ajuda bastante.
Os níveis mais baixos são indicados para pães macios, como pão de forma e brioche, enquanto os mais altos funcionam melhor em pães de casca grossa, como ciabatta. Em muitas torradeiras, os últimos níveis do seletor deixam o pão de forma escuro demais, então não se assuste se você acabar usando com frequência só a faixa do meio. Isso é normal e não indica problema no aparelho.
Outro ponto que vale saber é que a torradeira esquenta a cada uso. Se você faz uma leva e logo em seguida coloca outra, a segunda tende a sair mais tostada no mesmo nível. Por isso, uma boa prática é baixar um nível nas levas seguidas. Teste o aparelho nos primeiros dias com o pão que você mais consome e anote qual nível agrada mais a família.
Abertura para os pães
A largura das aberturas define que tipo de pão cabe na torradeira. Modelos com fendas de 3,5 a 4 centímetros recebem bem pão de forma, fatias de pão caseiro um pouco mais grossas, waffles e até pão francês cortado ao meio. Já as fendas mais estreitas são pensadas basicamente para o pão de forma tradicional. Se possível, confira essa medida na ficha técnica antes de comprar.
Se o pão francês faz parte da sua rotina, vale procurar um modelo com abertura mais larga ou com suporte para aquecer pães em cima, que permite esquentar o pão inteiro, croissants e até pão de queijo. Forçar uma fatia mais grossa do que a abertura comporta pode fazer o pão encostar na resistência, grudar e ficar difícil de remover depois.
Alguns modelos também têm centralização automática, que posiciona a fatia no meio da abertura e ajuda o dourado a sair mais parelho dos dois lados. Outro recurso útil é a alavanca de alta elevação, que sobe bem as fatias ao final do ciclo e facilita retirar pedaços menores sem precisar enfiar os dedos ou utensílios lá dentro. São detalhes simples, mas que fazem diferença no uso diário.
Funções que fazem diferença
Além de tostar, boa parte das torradeiras traz três botões extras. A função descongelar permite colocar o pão direto do freezer, ajustando o ciclo para que ele descongele e toste por igual. É muito útil para quem compra pão em maior quantidade e congela para não desperdiçar. Os botões com indicador luminoso também ajudam a saber de relance qual função está ativa.
A função reaquecer esquenta uma torrada que já esfriou sem tostar de novo, o que evita que ela fique escura ou ressecada. Já o botão cancelar interrompe o ciclo na hora e ejeta o pão, útil quando você percebe que escolheu um nível alto demais. Alguns modelos mais simples não têm essas funções, então, se elas são importantes para você, confira na descrição antes de comprar.
Nos modelos mais avançados aparecem recursos como o Lift and Check, que permite levantar o pão no meio do ciclo para conferir a cor e continuar de onde parou. Também existem torradeiras com pinças para sanduíches recheados, que permitem tostar um misto já montado sem sujar o interior do aparelho. São recursos práticos, mas costumam aparecer em modelos mais caros, então avalie se você realmente vai usar esses extras.
Material e acabamento
O material do corpo influencia a durabilidade, a aparência e o cuidado que você vai precisar ter. Torradeiras de plástico são mais leves e baratas, mas o acabamento brilhante costuma marcar digitais e pode riscar com mais facilidade. Modelos com detalhes em inox escovado ficam num meio-termo, com visual mais caprichado sem pesar tanto no bolso.
As versões em inox ou metal pintado têm aparência mais sofisticada e costumam ser mais firmes na bancada. O inox polido, porém, pede pano de microfibra macio na limpeza, já que esponjas ásperas e produtos abrasivos podem deixar marcas. Se você gosta de manter os eletros combinando, vale observar que algumas marcas têm linhas completas, com cafeteira e chaleira no mesmo estilo.
Também é bom saber que, durante o uso, as partes metálicas da torradeira esquentam bastante, principalmente a parte de cima. Alguns modelos têm laterais que ficam frias ao toque, o que é um ponto positivo para quem tem crianças em casa. De qualquer forma, o ideal é sempre deixar a torradeira numa superfície alta e firme, longe do alcance dos pequenos.
Tamanho e limpeza
Antes de comprar, meça o espaço onde a torradeira vai ficar. Os modelos de 2 fatias variam bastante, de cerca de 22 a 31 centímetros de largura, e o peso vai de menos de 1 kg até quase 2 kg. Em cozinhas compactas, um modelo mais estreito ou mais baixo pode caber embaixo de prateleiras ou entre a pia e a parede sem atrapalhar.
Na hora da limpeza, a bandeja coletora de migalhas removível é essencial, porque evita ter que virar o aparelho de cabeça para baixo toda vez. Prefira modelos em que ela sai fácil, sem ferramenta, e lembre que bandejas muito finas pedem mais cuidado na lavagem. Nunca use garfo, faca ou objeto de metal para retirar pedaços de pão lá de dentro, porque isso pode danificar a resistência e causar choque.
Outro cuidado é não passar manteiga, requeijão ou geleia no pão antes de tostar, já que isso suja o interior e é difícil de limpar. Um porta-fio na base ajuda a manter a bancada organizada. No primeiro uso, é normal sair um cheiro de queimado, então ligue a torradeira vazia no nível máximo duas ou três vezes, com a cozinha ventilada, antes de colocar o primeiro pão.










